JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.uma.outra.história.

Era uma vez uma formiguinha. Forte e pequenininha. Ia e vinha, pra lá e pra cá, sempre contribuindo com o bom funcionamento do formigueiro.

Mas essa formiguinha era diferente. Ela tinha o sonho de viajar pelo mundo. Conhecer outros lugares. Outras formigas. Ela queria ir além de seu formigueirinho limitado.

Foi então, que um dia, quando ela estava caminhando na fila das formiguinhas com um grande pedacinho de folha verde  em suas costas, uma borboleta aterrisou ali perto. Ela era grande, com asas vibrantes e coloridas. A formiguinha ficou encantada. Largou sua folhinha e correu até a borboleta.

Se aproximou tímida sem saber o que dizer. A formiga, que já era pequena, se sentia ainda mais minúscula perto da borboleta. A borboleta virou-se para ela e sorriu:

_Farei uma longa viagem. Sou o único inseto capaz da atravessar o oceano. Quer vir comigo?

A formiguinha nem acreditava que havia recebido um convite desses. Era sua oportunidade de conhecer o mundo e atravessar o oceano, (seja lá quem fosse esse tal de ocenano de quem ela nunca tinha ouvido falar).

_Eu quero! Quero muito!  – Respondeu a formiga feliz e entusiasmada.

Então a formiga subiu nas costas da borboleta e se segurou bem. A borboleta começou a voar pelo jardim. Apesar do frio na barriga, a formiguinha achou tudo aquilo maravilhoso e só conseguia sorrir ao pensar que seu sonho estava sendo realizado.

Lá em baixo a fila de formigas trabalhadoras seguia normalmente, a não ser por aquela parte do percurso que elas desviavam em torno de um grande pedacinho de folha verde que ficou esquecido no caminho; e que mais tarde seria confundido com uma joaninha verde por um joaninho apaixonado. Ma isso já é outra história.

(:|:)

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30 de abril de 2009 Posted by | Animais Falantes | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.somos.únicos.

Muitas formigas, um formigueiro. Muitos palhaços, um circo. Muitas palavras, um livro. Muitos acordes, uma música. Muitas flores, um jardim. Muitos ingredientes, um bolo. Muitas lágrimas, um choro. Muitas vozes, um coro.  Muitas pessoas, uma única semelhança: diferença!

(:|:)

28 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , | Deixe um comentário

.psicose.paranóica.induzida.

PARTE III

Os pesadelos eram cada  vez mais constantes. Dormir agora era algo sofrível. Com medo dos sonhos estranhos que tinha toda noite a jovem fazia o possível para dormir o mínimo necessário. Isso a deixava fraca. Dormia mal e quase não tinha força para aguentar a correria dos dias intensos de trabalho. Contudo, parecia não haver outra saída.

Portanto, passou as poucas horas que ainda tinha para descansar acordada. Leu um pouco, assitiu Tv, comeu alguma coisa e voltou para a janela onde ficou a observar o dia que começava a clarear. Que alívio! Foi tomar um banho bem gelado, para despertar e ficar ativa durante o dia. Vestiu seu uniforme cinza, comeu nada mais que uma maçã e foi trabalhar.

Ainda era cedo. Seis horas da manhã. Seu expediente começa às oito horas. Caminhou pela calçada. As ruas ainda estvam vazias e a cidade começava a despertar. Entrou numa padaria há dois quarteiroes do seu apartamento:

_Levantou cedo hoje, querida?

Perguntou uma garçonete já de certa idade que vinha para atende-la toda sorridente:

_É, pois é!

O rosto daquela senhora não lhe era estranho. Mas ela não conseguia lembrar de onde a conhecia.  A senhora a tratou de forma tão familiar, mas ela nunca a tinha visto antes. Nem na padaria nem em nenhum outro lugar. A jovem exitou, mas por fim perguntou:

_Desculpe, mas… já nos conhecemos?

A senhora que servia café para ela disse sorrindo:

_Com certeza não, querida. Claro que não.

A jovem franziu a testa e forçou um sorriso também. Olhou para a xícara com café e disse:

_Hei! Eu não pedi café…

A garçonete voltou-se para ela e replicou cordialmente:

_Mas é o que você quer tomar essa manhã, não é meu bem?

E era. A jovem estranhou aquilo tudo. Aquele jeito gentil da senhora garçonete a irritou. Tudo parecia um de seus sonhos esquisitos.

“Mas estou acordada!” Foi o que pensou ao deixar o dinheiro no balcão e sair da padaria sem nem olhar para trás. As ruas começavam a ganhar vida. E a sintonia de carros e pedestres começava a ganhar ritmo. Atravessou a rua e caminhou até a praça bem no centro da cidade. Ainda tinha tempo para caminhar pouco por ali. Foi o que fez. Seguiu por uma ruazinha de baixo de árvores gigantescas. Parou diante do lago e sentou em um dos bancos de madeira. Tentou ler, mas não conseguia se concentrar. Suas pálpabras começaram a pesar.

De repente um gatinho branco surgiu as seus pés. Se esfregava entre suas pernas pedindo um carinho:

_Oi gatinho lindo!

Ela afagou a cabeça do gatinho que parecia sorrir para ela. Ele deu mais uma volta entre suas pernas e parou diante dela. Ficou a fitá-la. Ela estranhou o  jeito do gato. Tentou chamá-lo para si:

_Pssiu, vem aqui gatinho… Vem…

Foi quando um raio de sol fez algo no pescoço do gato brilhar. A jovem percebeu que ele usava uma coleira e se inclinou para ver o que estava escrito no pingente:

_’Diga adeus’?

Ela franziu a testa com estranheza olhando para o gato. Mas não teve tempo de fazer mais nada  e o gato já havia saltado em sua direção e lhe mordia o pescoço.

Ela sentia os dentes afiados do gato penetrar em seu pescoço. Tentou arrancá-lo fora deseperadamente. Quanto mais gritava, mais sentia uma dor terrivel. Sentiu o sangue escorrendo em seu pescoço e desmaiou.

_Hei moça, você está bem?

Quando a jovem abriu os olhos um menino a observava com os olhos arregalados. Ela rapidamente levou as mãos ao pescoço, mas tudo parecia normal.

_Você cochilou aqui e teve um sonho ruim, foi?

 Indagou o menino curioso e ainda assustado. Ela olhou para ele   constrangida e respondeu:

_É… foi.

De longe alguém chamou pelo menino e ele se foi.

A jovem levantou-se meio perdida. Ainda coma mão no pescoço respirou fundo. Juntou suas coisas  e se foi. Andou apressadamente da praça até a rua, e depois em direção ao escritório onde trabalhava. Sentia seu corpo lento e sua mente  cansada. Mas precisava manter-se bem acordada se quizesse ter um dia tranquilo e sem pesadelos para a incomodar.

A imagem da garçonete sorrindo e do gatinho branco a olhá-la, foram as últimas coisas em que pensou antes de entrar no elevador.

(:|:)

27 de abril de 2009 Posted by | Assassinatos, Obsessivos, Psicóticos | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.pedrinho.e.o.lobo.

Era uma vez um lobo muito mentiroso. Ele ficava no campo e gritava:

_Lá vem os caçadores! Lá vem os caçadores!

E todos seus amigos lobos vinham correndo para socorre-lo. Mas nunca era verdade e seus amigos ficavam furiosos enquanto o lobo ria deles. Até que um dia os caçadores vieram de verdade e ele gritou:

_Lá vem os caçadores! Lá vem os caçadores!

Mas seus amigos lobos, imaginado que ele estava mentido outra vez, não foram até o campo para salva-lo. E o lobo foi morto pelos caçadores.

Moral da história: Não fique contando mentiras, porque quando você resolver falar a verdade as pessoas não darão créditos as suas palavras.

E o Pedrinho? Ah sim! Pedrinho foi quem fez a história!

(:|:)

26 de abril de 2009 Posted by | Animais Falantes | , , , , , , , | Deixe um comentário

.feliz.ano.novo.

Era véspera de ano novo.  A cidade estava desértica, as ruas vazias. Um verdadeiro tédio. Todos, ou a grande maioria da qual eu não fazia parte, estava na praia. Era por volta das 10 e 15 da manhã e lá ia eu comprar algumas coisas no mercadinho da rua de atrás. Não gostava de comprar lá. Não tinha muitas variedades. Mas era o único lugar que estava aberto e onde eu poderia arranjar algumas coisas para o jantar do revellion. Então, lá fui eu.

Atravessei a rua e entrei pela porta ranjenta do mercadinho. Estava vazio. Ao menos parecia estar. Só havia um caixa à direita, mas também não havia ninguém nele. “Devem estar no depósito”, pensei comigo. Peguei uma cestinha e fui para a segunda prateleira à esquerda. Tudo era meio apertadinho e eu me sentia sufocada. Peguei logo o que precisava ali e fui para outra prateleira. Não tinha o que eu queria e fui para outra. Mais alguns enlatados ali… e… hum… “Que cheiro horrivel!” Falei num cochicho. Meu estômago embrulhou de um jeito que fui rapidamente para a última prateleira. O cheiro era tão ruim que nem conseguia me concentrar direito no que precisava pegar. Coloquei tudo de uma vez na cestinha e fui para o caixa.

Lá o cheiro era ainda mais forte e nauseante. Parecia algo podre. E… o pior! Ninguém vinha me atender. Das duas uma: ou estavam tentando limpar a sujeira que causava aquele odor insuportável, ou estavam no banheiro vomitando por causa dele. Só que não dava mais para suportar. Chamei alto, quase num grito:

_Hei! Tem alguém aí?

Me debrucei um pouco no balcão para espiar pela portinha do depósito que estava entreaberta. Foi quando o que vi no chão, atrás do balcão, me deixou completamente horrorizada.

Um senhor, já de certa idade, estava estirado de bruços no chão em uma possa de sangue. Sua cabeça estava esmiuçada, com buracos no crânio. E pelo que parecia, estava ali há alguns dias. Quase vomitei! Fiquei atônita! Por um momento meu estado de choque foi tão grande que não soube o que fazer ou para onde ir. Corri para fora da loja. Precisava respirar um ar saudável. Meu sistema nervoso ficou tão alterado que lágrimas corriam pelo meu rosto e eu respirava ofegantemente.  Fique descontrolada e trêmula. Tentei me acalmar. Respirei fundo. Fui ao orelhão bem na frente do mercado e liguei para a polícia.

Em 18 minutos uma viatura estacionou em frente ao mercadinho. Dois policiais desceram da viatura. Um entrou direto na loja e o outro veio em minha direção, no banco de madeira onde eu estava tensamente sentada.

_Você quem fez a ligação?

Balancei a cabeça afirmativamente.

_Fique calma certo? Vamos averiguar o que houve aqui. Precisaremos do seu depoimento.

Balancei a cabeça consentindo outra vez.  O outro policial voltou e indo ao direção do carro disse :

_Vou chamar reforços. A coisa foi mais feia do que pensamos.

 Nisso alguns poucos curiosos começaram a aparecer. O policial foi em direção deles para impedir que se aproximam-se, e tentando explicar o que havia acontecido. os afastava educadamente.

Eu estava em estado de choque. Totalmente entorpecida, a imagem do  homem morto com os miolos expostos no chão, fez minha cabeça girar e meu estômogo estremecer. Senti um calafrio e desmaiei.

(:|:)

24 de abril de 2009 Posted by | Assassinatos | , , , , , , , , | Deixe um comentário

No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

Nomadéges era belo, elegante, descontraído. Tudo o que um príncipe herdeiro deveria ser. Mas ele só era príncipe e não herdeiro. Era o segundo dos 8 filhos do rei Hurpédio e da rainha Ságlora. Que majestavam com alegria o Reino das Alparcas Sobressalentes.

Estava ele certo dia sentado no jardim do palácio lendo um de seus livros preferidos, quando a carruagem do Conde Monthecí parou a uma certa distância. Nomadéges ficou observando com certa expectativa e com toda razão. Da carruagem desceu a linda filha do conde, a condessa Glérita, com um suntuoso vestido amarelo.

_Hei! Se é a mim que você procura, é aqui que eu estou!

Disse Nomadéges em alta voz. Glérita olhou para ele veio andando em sua direção. Nomadéges levantou-se e também foi ao encontro dela. Ao se aproximarem ele disse enquanto pegava sua mão:

_Você está cada vez mais linda!

Ela respondeu enquanto ele beijava as costas de sua mão com suavidade:

_E você está cada vez mais convencido!

Nomádeges levantou o rosto com um sorriso maroto.

_Quem disse que vim procurá-lo?

Ela disse e ele sorriu de novo:

_E não veio?

Dessa vez o risinho foi dela:

_Não. Vossa majestade, a rainha Ságlora, mandou me chamar.

Nomadéges franziu a testa curioso e Glérita logo emendou: _

Não sei o que ela quer. Então não me olhe assim. Só espero que você não tenha nada a ver com isso.

Ele fingiu ficar sério:

_Eu? E por que teria? Eu nada sei dos assuntos de minha mãe. Mas seja o que for que ela tenha para te dizer… você irá me contar, não é , Glérita?

Ela meio sem jeito tentou responder:

_Nomadéges, eu não sei  nem o que…

Nomadéges a interrompeu: _

_Ora vamos, Glérita! Eu sou seu melhor amigo. Não vai guardar segredos de mim não é?!

Glérita falou firme:

_Nomadéges! Como se atreve a me pedir isso? Se você quiser saber o que sua mãe tem para tratar comigo, pergunte você mesmo a ela!

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ouviu sua  mãe gritar da escadaria do castelo:

_Glérita, querida! Estou aqui! Venha de pressa!

Glérita foi em sua direção e Nomadéges lhe perguntou:

_Não vai ao menos se despedir?

Glérita parou, olhou para trás, deu um suspiro de reprovação para Nomadéges e continuou a caminhar ao encontro da rainha.

A rainha tinha uma voz tão aguda que Nomadéges, mesmo distante a ouviu elogiar Glérita:

_Ah! Você está radiante neste vestido amarelo!

Nomadéges, que caminhava de volta para sua cadeira de leitura finamente almofada com seda indiana, balançou a cabeça enquanto sorria, pois concordava plenamente com o elogio de sua mãe.

Sentou-se novamente, mas já não conseguia mais ler. A imagem do belo rosto de Glérita não saia de sua mente. Ficou ali por um tempo a imaginar o que sua mãe queria com ela. Nisso, viu uma bela plebéia surgir pelo lado da entrada do vale dos girassóis em direção à entrada dos criados do castelo. Ela carregava uma cesta nos braços, e outra dependurada em seus ombros, ambas repletas de girassóis. Deveria ser uma nova criada, pois seu rosto não era conhecido para ele.

Depois de um longo tempo, viu ao longe Glérita descer as escadas acompanhada de sua mãe, a rainha,  que a abraçava e lhe falava alguma coisa discretamente. Ao pé da escada a rainha a abraçou e se despediu com um beijo na face. Enquanto sua mãe voltava para dentro do palácio, Nomadéges ascenou para Glérita. Séria, ela mau meneou a cabeça para ele e subiu na carruagem. Nomádeges não gostou nada daquilo tudo; e ficou muito incomodado.

 Seja como for, na hora do almoço, Nomadéges não achou que seria uma boa hora para comentar algo com sua mãe. A mesa de 54 lugares estava repleta de girassóis que alegravam o salão nobre reservado somente para as refeições da família real. Assim, Nomadéges deduziu que não seria um almoço qualquer.

Todos estavam reunidos. O bondoso rei Hurpédio, a sábia rainha Ságlora, seus oito filhos: Binzíntio, Nomadéges, Aiú, Glorítides, Slópatra, Sonífeu, Ogrípio e Helecíncia; e o sobrinho neto da rainha, Trolísdipo.

_Meus queridos filhos, filhas e sobrinho… Eu e meu querido esposo, encarando a realidade de que já não somos mais tão jovens e percebendo a necessidade de preparar  nosso trono para o novo rei, queremos anunciar o grande noivado de Binzíntio que  deverá acontecer dentro de 6 meses!

 Nomadéges, mesmo sem entender o porquê, não gostou nada da notícia. Ficou tão desconfortável que mau entendeu o que seu irmão disse ao se levantar. Alguma coisa com não estar afeiçoado. Somente percebeu que a rainha Ságlora, sorriu para seu irmão com ternura e disse sabiamente:

_Mas até lá, estarás meu filho. Estarás.

Binzínio tomou seu lugar, enquanto todos levantavam suas taças para brindar o pronunciamento de um acontecimento tão importante. Em silêncio Nomadéges se perguntava: “Estará o que? Afeiçoado? Mas por quem?!” Um frio lhe percorreu a espinha quando a imagem do lindo rosto da jovem Glérita lhe veio a mente mais uma vez.

(:|:)

22 de abril de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.caminho.da.roça.

Lá no rancho ondi moro, no meu quirido sertão, tem um pasto, um casebre, uma vaca e um portão.

No pasto vive a vaca, no casabre vive eu; no portão entra e passa os peão amigo meu.

Di dia nois trabaia sem para pra discansar, e di noite tudo junto nois sentamo pra cantar.

Nossa vida é feita com isforço e suôr, purisso em cada coieta nois agradece o Bom Senhôr.

A vida lá na roça é dura e ardil, mas o sol é mais brilhanti e o céu é mais anil.

Prantamo todo dia e coiemo tambem, nossas prece com alegria termina sempre com amém.

Nada como a vida que si vive na lavoura, a recompensa é diária e as amizadi duradoura.

Vou parando por aqui di contar do meu sertão, falar dele me emociona no fundo do coração!

(:|:)

15 de abril de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , | Deixe um comentário

.marreco.recheado.com.gosto.de.queimado.

Amélia queria que tudo estivesse perfeito para o almoço daquele dia. Sua sogra iria visitá-la e certamente a metida de sua cunhada iria junto. Portanto sua nova receita de marreco recheado seria formidável para a ocasião.

Chegou em casa com as compras e foi logo preparando todos os condimentos que iria usar  para fazer o prato tão saboroso. Mesmo sendo domingo, seu marido estava trabalhando. Na verdade, era um bico, para ajudar nas despesas extras com a construção da garagem da casa.

Sem a ajudinha do marido, Amélia, precisava dar conta do recado sozinha. E tinha muita coisa para fazer. Ainda bem que a sobremesa já estava encaminhada desde o dia anterior, uma preocupação a menos. Enquanto cortava o beacon, que seria frito antes de ser misturado com  os demais ingredientes do recheio do marreco, ela ouvia uma musiquinha alegre. Ouvir músicas típicas polonesas  enquanto cozinhava a ajudava a se concentrar.

Recém havia ligado o fogão, para esquentar o óleo que estava na frigideira em que o beacon seria fritado, e o telefone tocou. Correu para atendê-lo. Era o marido dizendo que iria se atrasar para o almoço, pois o filho do patrão havia sofrido algum tipo de acidente; algo que ela não entedeu direito. O atraso do marido era agora um grande problema para Amélia, sua sogra iria “xiar” muito com a falta do filho para recebê-la à porta. Amélia argumentou, brigou, choramingou. Os dois tentaram encontrar uma saída para a situação, que seria no mínimo inconveniente. Infelizmente, a sogra de Amélia era inflexível. Nenhuma explicação seria suficiente para fazê-la entender que os imprevistos acontecem. Tudo o que a sogra de Amélia faria seria passar o almoço inteiro falando da gafe do filho e da nora.

Tudo paracia despencar. Amélia e o marido não encontravam jeito para amenizar a situação. A solução seria mesmo Amélia ter que enfrentar, ou “recepcionar”, a sogra sozinha, pedir desculpas, esperar o marido  chegar atrasado, e passar o restanto do dia ouvindo sua sogra dizer, na cara deles, o quanto seu outro filho e sua outra nora jamais permitiriam que isso acontecesse.

Ainda um pouco aborrecida Amélia desligou o telefone pensando que nem mesmo a estréia de sua nova receita iria abrandar o azedume da “sogrinha querida”. Foi bem nessa hora que sentiu um terrível cheiro de fumaça e lembrou que deixara o fogão ligado esquentando o óleo na frigideira. 

Mas então, já era tarde demais. Ouviu uma explosão vinda da cozinha e o fogo preciptou-se pelo corredor. Só deu tempo de Amélia correr para o lado oposto e escapar pela porta da sala.

Lá fora os vizinhos já haviam se ajuntado para ver de onde vinha a fumaça que se erguia pela rua. Quando viram Amélia sair da casa correndo ficaram aliviados, mesmo pesarosos com o estrago que o fogo estava fazendo na parte lateral da casa, onde ficava a cozinha.

Todos queriam saber  como o fogo havia começado. E um pequeno tumulto se fez em volta de Amélia, enquanto alguém dizia que os Bombeiros estavam chegando. Tudo o que Amélia conseguia fazer era respirar fundo para tentar processar tudo o que estava acontecendo. Sua casa estava se consumindo em chamas bem diante de seus olhos. Não acreditava que isso estava acontecendo com ela. Mas, estava. Era real.

Isso, só porque ela queria que tudo estivesse perfeito para o almoço daquele dia. Tentou olhar pelo lado bom (se é que havia algum lado bom em perder sua casa num incêndio) ao menos não teria que ouvir as ladainhas de sua sogra por causa do atraso de seu marido. E poderia deixar sua nova receita de marreco recheado para a visita de sua mãe, que parecia uma idéia bem mais agradável.

O som da sirene do caminhão dos Bombeiros a trouxe de seus pensamentos no momento exato que uma outra explosão, vinda da cozinha, aconteceu. Nisso sua casa já estava quase toda consumida pelas chamas. O estrago era grande. Foi então que alguém tocou em seus ombros e ela, mecanicamente, se virou para ver quem era. Sua sogra com um olhar fulminante e acusador a observava com uma expressão implacável.

Foi então que Amélia se dera conta que, assim que contasse a sua sogra como tudo acontecera, não teria que ouví-la azucrinando em seu ouvido pelo resto dia, mas sim teria qua aguentar sua sogra jogando em sua cara a culpa de um erro tão  “estúpido” pelo resto de sua vida.

_O que aconteceu aqui, mocinha?

Sua sogra perguntou ironicamente e com uma raiva visível em seus olhos. Nesse momento , Amélia desejou ardemente não ter conseguido sair da casa,  que consumida pelo fogo, começava a se transformar em cinzas.

(:|:)

15 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.pequena.grande.inspiração.

A menina passava o tempo esperando chegar sua grande inspiração.

Até perceber que uma grande árvore é antes uma pequena semente.

Tudo o que ela fez desde então, foi regar e cultivar as pequenas inspirações, que surgiam tímidas em sua mente.

Pois havia entendido que eram elas que renderiam bons frutos mais tarde.

(:|:)

13 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.menino.que.chorava.

Certa feita , em um lugar qualquer, existia um menino muito lindinho. Tinha olhos pretos como jabuticaba, que brilhavam como vidro. Ele era muito querido. Todos gostavam dele. Ele tinha uma sensibilidade muito grande para tratar as pessoas, e perceber nas coisas simples da vida a grandeza de viver. Ele sorria de tudo e para todos. Se emocionava com as pessoas, a natureza e consigo mesmo.

Ele chorava de alegria, ou quando algo o deixava triste. Ele sempre chorava; facilmente chorava. Talvez, por isso, seus olhinhos estavam sempre brilhantes. Pois ele via uma beleza na vida que o  emocionava tanto tal ponto que o fazia chorar. Ninguém conseguia explicar as lágrimas do menino; nem ele mesmo. Tamanha era sua sensibilidade que ele simplesmente chorava.

Um dia, depois de uma torrencial chuva de verão o sol voltou a brilhar. Ao ver dois arco-íris se formando no céu com cores vibrantes e brilhantes o menino chorou. Chorou muito. Sentia-se tão tocado por aquela linda imagem da natureza e tão grato por ter olhinhos para ver e registrar para sempre aquela imagem em sua memória e em seu coraçãozinho, que chorou ainda mais.

Tanto chorou, que naquele dia de verão, o menino que chorava, morreu afogado em suas próprias lágrimas. Encontraram-no ainda com os olhinhos abertos, que mesmo sem vida, ainda brilhavam. Naquele dia todos choraram.

(:|:)

12 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , | Deixe um comentário

.psicose.paranóica.induzida.

PARTE II

Quando a jovem abriu os olhos e percebeu que tudo nao passara de um sonho, sua respiração era ofegante, e sentiu seu corpo suado e tão dolorido que levou um tempo para conseguir levantar e caminhar até à janela. O vento era o único que lhe fazia companhia acariciando sua face. Lá fora tudo parecia solitário e monótono. E a noite estava fria e úmida…

(:|:)

7 de abril de 2009 Posted by | Assassinatos, Obsessivos, Psicóticos | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

Binzíntio era meio desligado, desajeitado, tímido. Mas, um bom rapaz. Era o príncipe herdeiro. O mais velho de 8 filhos do rei Hurpédio e da rainha Ságlora. Que majestavam com alegria o Reino das Alparcas Sobressalentes.

Estava ele certa manhã , cavalgando pelo jardim do pálacio com seus nobres cavaleiros da corte real, quando avistou o vale dos girassóis. Ao longe percebeu  uma jovem que colhia as belas flores amarelas. Desceu de seu cavalo e pediu que os outros o esperassem ali.

Aproximou-se meio sem jeito:

_Lindas flores não é?!

Comentou  Binzítio meio sem graça:

_Sim, pena que não são minhas.

Intrigado com a resposta continuou o diálogo:

_Se não são suas, porque está colhendo?

A moça olhou para ele desacreditada:

_Oras, este é  o jardim do rei. Você acha que eu poderia ser dona de um lugar assim?! Só estou colhendo as flores para ajudar minha vó que trabalha no pálacio. As flores são para a rainha. Hoje está muito quente e não me pareceu bem, que minha avó, já com a idade que tem, viesse colher as flores. Então eu vim no lugar dela. Além de tudo, carregar girassóis em grande quantidade não é lá um servicinho qualquer.

O jovem príncipe confuso com a enchurrada de palavras, olhava a donzela com os olhos arregalados. Ela olhou para ele espantanda:

_E tu? Que estas a me olhar com essa cara de tolo?

Ele meio sem jeito respondeu:

_Errr…Eu? Hã… Eu só estava passando por aqui…e vi você… e… eu… é… bem… pensei se não gostaria de ajuda.

A moça começou a rir:

_Ora, ora! Eu lá sou de aceitar ajuda de estranhos? E também, já  terminei o serviço. Preciso ir logo para o pálacio. A rainha quer a flores para a hora do almoço. Com licença, e passar bem.

Binzíntio ficou ali parado  a  observar a jovem que se afastava. Foi quando se deu conta de que eles nem se quer haviam  se apresentado.  O mais curioso ainda, é que se ela trabalhava no palácio, onde ele morava, porque nunca  a tinha visto antes?

Seja como for, na hora do almoço, a mesa de 54 lugares, estava repleta de girassóis que alegravam o salão nobre reservado somente para as refeiçoes da família real.

Todos estavam reunidos. O bondoso rei Hurpédio, a sábia rainha Ságlora, seus oito filhos: Binzíntio, Nomadéges, Aiú, Glorítides, Slópatra, Sonífeu, Ogrípio e Helecíncia; e o sobrinho neto da rainha, Trolísdipo.

_Meus queridos filhos, filhas e sobrinho… Eu e meu querido esposo, estando todos reunidos, e encarando a realidade de que já não somos mais tão jovens e percebendo a necessidade de preparar  nosso trono para o novo rei, queremos anunciar o grande noivado de Binzíntio que  deverá acontecer dentro de 6 meses!

Quando todos iriam aplaudir festivamente, Binzíntio levantou-se meio contrariado:

_O que?!… Noivado?!… Mamãe… isso é… é impossivel! Eu nem se quer estou afeiçoado.

Rainha Ságlora, sorriu para o filho com ternura e disse sabiamente:

_Mas até lá, estarás meu filho. Estarás.

Sem reação o rapaz tomou seu lugar, enquanto todos levantavam suas taças para brindar o pronunciamento de um acontecimento tão importante.

(:|:)

7 de abril de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.desabafo.de.um.viciado.em.escrever.cartas.

São Paulo, 22 de dezembro de 2003

Existem cartas que chegam atrasadas. E contam coisas que sabemos e novidades que já são velhas. Não tem como entender o porquê disso, mas o fato é que isso tem acontecido. Não há um motivo aparentemente justificável, há a certeza, porém, de que os Correios tem fucnionado com muita eficiência, eliminando então a possivel causa do problema.

O mais provável e cabível, é que essas cartas sejam escritas e eesquecidas em gavetas e, é claro, encontradas um bom tempo depois e – o mais ridículo disso tudo – “enviadas com sucesso”! Não há como fugir dessa realidade. Quem nunca recebeu uma carta atrasada, ou, quem nunca enviou uma?

As cartas atrasadas existem, não podemos fugir delas, é um ciclo que não termina: uma carta atrasada recebida, é uma carta atrasada enviada, e assim sucessivamente. O ciclo não se fecha, a menos que essas cartas deixem de ser enviadas, deixem de ser escritas, deixem de existir.

Vamos nos unir e eliminar as cartas atrasadas, elas têm feito com que as boas notícias tornem-se velhas, e a surpresa do próximo dia, torne-se o esquecimento da semana passada. Isso é estarrecedor. Não podemos mais continuar a aceitar essa situação com um sorriso nos lábios ao vermos a caixinha do correio repleta de velhas noticias e cartas atrasadas.

Precisamos acabar de uma vez com isso! Não vamos calar diante desse problema! Protestemos pois, reinvidiquemos por cartas mais justas. Por noticias que cheguem à tempo e por cartas em dia. Só assim conseguiremos um mundo melhor e mais honesto.

Por isso, não aceite mais receber cartas atrasadas, diga “não” a essa ultrajante humilhação. E, por favor, não se exponha ao rídiculo mandando uma carta atrasada à um amigo que te quer bem!

Tenho dito!

(:|:)

4 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , | Deixe um comentário

.querido.diário.virtual.

Hoje é um daqueles dias chuvosos e tristes. Meus preferidos. Perfeito para uma soneca depois do almoço. Mas a vida aqui no escritório é tão agitada, que não paro nem para o horário do almoço. Neste exato momento estou na sala de reuniões. Meu chefe é um dos sócios da empresa “Fhytress e Associados”. São quatro irmãos advogados, sócios, amigos e rivais também.  Meu chefe, o irmão mais velho e sócio majoritário, não costuma pegar nenhum caso, trabalha mais na área burocrática de administração da empresa matriz e suas filiais. Hoje, a pauta da reunião, trata da construção de um novo prédio para atender causas públicas, custeadas pelo governo. Estão aqui os quatro irmãos, cada um com sua secretária particular, 2 arquitetos, 3 engenheiros, 3 empreiteiros, 1 decoradora, os 3 contadores da empresa,  e um moço servindo o café. Sim, 21 pessoas nesta sala que está bem fria por sinal. E cada um de nós com uma opinião diferente, desempanhando pápeis diferentes, e , imagino eu, querendo estar em um lugar diferente com pessoas diferentes também. Essa reunião já dura 1 hora e meia. E está muito enfadonha.  Agora um dos contadores começou a falar sobre a disponibilidade financeira da empresa e sobre a verba que virá do governa para ajudar a custear a obra. O irmão mais novo do meu chefe fez cara feia. Acho que ele não gosta muito desse contador. O moço do café derramou açucar na roupa de um dos engenheiros, e discretamente está tentando limpar a bagunça. A decoradora já abriu a boca de sono umas 4 vezes. Coitada. Ela tem um bebê de 8 meses. Deve ter passado a noite em claro. Um dos engenheiros não pára de encarar a secretária de um dos irmãos do meu chefe. Parece que ela está gostando. Mas não é bom ela dar muita trela porque o homem é casado. O outro contador começou a falar também apontando uma outra proposta pra o melhor uso da verba governamental. Um dos arquitetos não pára de mexer no cabelo. Deve estar impaciente. Ele olha para o relógio toda hora. Um dos empreiteiros começou a espirrar. Deve ter ficado resfriado com esse friozinho que apareceu nos últimos dias. Ele está espirrando mesmo. Pediu licença e saiu da sala. Um dos irmãos do meu chefe fez uma pergunta, que eu não entendi muito bem,  para um dos outros dois contadores. Parece que ele não está concordando muito com a forma que o dinheiro será aplicado. O contador respondeu detalhadamente. E o moço do café, ainda meio desajeitado, está servindo um dos engenheiros, que prefere adoçante ao invés de açúcar. O irmão do meu chefe não gostou da resposta do contador. E  começou a contestá-lo. O outro contador entrou com outro argumento. Meu chefe concordou. Mas o irmão dele ainda não está satisfeito. O clima ficou meio tenso.  Ixi, a outra arquiteta começou a espirrar também. Uma das sercretárias alcançou um lenço de papel para ela. O outro irmão de meu chefe está tentando apaziguar as coisas. O irmão mais novo dele disse agora que também não está concordando. O empreiteiro voltou para a sala com a pontinha do nariz vermelho. Todos olharam para ele, inclusive eu. Meu chefe está dizendo que fará uma reunião somente com os 4 irmãos e os contadores para resolver isso. Menos mau, porque uma discussão agora seria muito frustrante, para nós é claro, que não vemos a hora de ir embora. De tanto bocejar, a decoradora contajiou uma das sercretárias e um dos empreiteiros que não param de bocejar agora também. Isso está mesmo um tédio. Parece que o relógio está andando para trás. Meu chefe ficou de pé. Finalmente, isso quer dizer que a reunião vai  terminar. Ele está discursando sobre as decisões que ainda preicsam ser tomadas. Acho que hoje vai dar tempo de ter um almoço decente. Meu chefe marcará uma outra reunião e mandará informar a todos. Perguntou se alguem tem mais alguma consideração a fazer. Ai tomara que não. Isso está mesmo muito chato. Todos ficaram em silêncio. O moço do café derrubou alguma coisa e fez um estardalhaço. Coitado, ficou vermelho e está pedindo desculpas. O irmão mais novo do meu chefe não gotou nada, como sempre. Uma das secretárias levantou para ajudá-lo. Meu chefe está agradecendo a presença de todos, mas antes de sairem pede para que escutem a leitura da ata da reunião que deveria ter sido redijida por mim. E agora?!  Eu fiquei aqui escrevendo no meu diário para me distrair e não escrevi ata nenhuma!!! Ele está me olhando com uma cara muito feia… Ai, ai, ai!!!

(:|:)

3 de abril de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , , , , | Deixe um comentário