JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.feliz.ano.novo.

Era véspera de ano novo.  A cidade estava desértica, as ruas vazias. Um verdadeiro tédio. Todos, ou a grande maioria da qual eu não fazia parte, estava na praia. Era por volta das 10 e 15 da manhã e lá ia eu comprar algumas coisas no mercadinho da rua de atrás. Não gostava de comprar lá. Não tinha muitas variedades. Mas era o único lugar que estava aberto e onde eu poderia arranjar algumas coisas para o jantar do revellion. Então, lá fui eu.

Atravessei a rua e entrei pela porta ranjenta do mercadinho. Estava vazio. Ao menos parecia estar. Só havia um caixa à direita, mas também não havia ninguém nele. “Devem estar no depósito”, pensei comigo. Peguei uma cestinha e fui para a segunda prateleira à esquerda. Tudo era meio apertadinho e eu me sentia sufocada. Peguei logo o que precisava ali e fui para outra prateleira. Não tinha o que eu queria e fui para outra. Mais alguns enlatados ali… e… hum… “Que cheiro horrivel!” Falei num cochicho. Meu estômago embrulhou de um jeito que fui rapidamente para a última prateleira. O cheiro era tão ruim que nem conseguia me concentrar direito no que precisava pegar. Coloquei tudo de uma vez na cestinha e fui para o caixa.

Lá o cheiro era ainda mais forte e nauseante. Parecia algo podre. E… o pior! Ninguém vinha me atender. Das duas uma: ou estavam tentando limpar a sujeira que causava aquele odor insuportável, ou estavam no banheiro vomitando por causa dele. Só que não dava mais para suportar. Chamei alto, quase num grito:

_Hei! Tem alguém aí?

Me debrucei um pouco no balcão para espiar pela portinha do depósito que estava entreaberta. Foi quando o que vi no chão, atrás do balcão, me deixou completamente horrorizada.

Um senhor, já de certa idade, estava estirado de bruços no chão em uma possa de sangue. Sua cabeça estava esmiuçada, com buracos no crânio. E pelo que parecia, estava ali há alguns dias. Quase vomitei! Fiquei atônita! Por um momento meu estado de choque foi tão grande que não soube o que fazer ou para onde ir. Corri para fora da loja. Precisava respirar um ar saudável. Meu sistema nervoso ficou tão alterado que lágrimas corriam pelo meu rosto e eu respirava ofegantemente.  Fique descontrolada e trêmula. Tentei me acalmar. Respirei fundo. Fui ao orelhão bem na frente do mercado e liguei para a polícia.

Em 18 minutos uma viatura estacionou em frente ao mercadinho. Dois policiais desceram da viatura. Um entrou direto na loja e o outro veio em minha direção, no banco de madeira onde eu estava tensamente sentada.

_Você quem fez a ligação?

Balancei a cabeça afirmativamente.

_Fique calma certo? Vamos averiguar o que houve aqui. Precisaremos do seu depoimento.

Balancei a cabeça consentindo outra vez.  O outro policial voltou e indo ao direção do carro disse :

_Vou chamar reforços. A coisa foi mais feia do que pensamos.

 Nisso alguns poucos curiosos começaram a aparecer. O policial foi em direção deles para impedir que se aproximam-se, e tentando explicar o que havia acontecido. os afastava educadamente.

Eu estava em estado de choque. Totalmente entorpecida, a imagem do  homem morto com os miolos expostos no chão, fez minha cabeça girar e meu estômogo estremecer. Senti um calafrio e desmaiei.

(:|:)

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24 de abril de 2009 - Posted by | Assassinatos | , , , , , , , ,

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