JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.ano.novo.

Ao decorrer dos anos podemos perceber como o tempo passa rápido.

Livros abertos, folhas ao vento e tudo se vai…

Por isso, a cada passo, um novo brilho no olhar.

A esperança de um amanhã melhor que talvez chegará.

Pois assim é, assim sempre será!

(:|:)

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31 de dezembro de 2009 Posted by | 1 | , , , , , , | Deixe um comentário

.feliz.natal.

***

_ Ele é assim. E é por isso que nós o amamos tanto. Ele sempre diz que a gente tem que levantar cedo pra resolver a vida, e todo dia as 5 da manhã ele levanta… Sem despertador, é claro. E eu espero que ele goste do meu presente, né? Mário, você é meu amigo secreto!

***

_ Querida, ainda tenho muitas coisas pra resolver aqui. Diz para as crianças abrirem os presentes sem mim… Eu sei, eu sei… Mas é por causa desse emprego que temos nossa casa nova, e a melhor escola para as crianças, e todos esses presentes… Por favor, meu amor, não vamos discutir agora. Em uma hora estarei em casa…Prometo. Te amo… Feliz Natal.

***

_ Posso te pagar uma bebida?

_ Por favor.

_ Uma jovem tão bela não deveria estar sozinha na noite de natal.

_ Este é o clube dos solitários, quem não tem ninguém vem pra cá enquanto os outros abrem presentes e sorriem felizes com suas famílias.

_ Percebeo uma mágoa aí.

_ Simplesmente não gosto de natais.

_ O que você não gosta é da solidão.

_ E você é meu anjo-da guarda que veio me salvar de mais um natal chato e deprimente.

_ Acho que não.

_ Oh! Mais uma frustração… Hahaha.

_ Então você realmente não tem ninguém na vida?

_ Não.

_ Tem certeza?

_ O marido da minha irmã a traiu há 3 anos atrás. Ele se arrependeu de verdade. Ela o perdoou.

_ E…?

_ E a mim também.

_ Uh!

_ Mas eu não me perdoei. E faz 3 anos que não falo com ela. É melhor pra todos.

_ Tenho certeza que ela está infeliz com isso.

_ Quem é você pra ter certeza sobre qulaquer coisa a respeito da minha vida? Aposto que você também tem alguém perdido por aí.

_ Tenho mesmo. Uma filha de 7 anos. Mas ela está bem feliz com seus milhares de presentes. O padrasto dela é muito rico.

_ E eu tenho certeza que o melhor presente pra ela seria uma ligação tua, um abraço teu.

_ Será que eu posso te dar um beijo?

_ Só se for agora.

***

_ Me passa o tomate.

_ E ele tá amassado?

_ Gente esse peru tá desmanchando… Muito bom!

_ Oh, não toma toda a coca.

_ Mas você já repetiu e eu não.

_ Calma! Tem mais lá no freezer gente!

_ Ai! Quemei minha boca!

_ Me dá o arroz.

_ Pessoal! Quero aproveitar pra dizer que estou muito feliz por todos estarem aqui. Eu agradeço a Deus por ter a oportunidade de ter meus 5 filhos e minha esposa querida sempre ao meu lado. Este é úm dia especial e fico muito contente por todos aqui. Feliz natal pra nós!

***

_ Por favô tio, me dá uma moedinha. Quero come alguma coisa hoji. É natal e eu queria levá umas bolachinha de natal pá minha mãe. Já tá  noitecendo e eu vô pá casa. Não vou gastá com coisa feia não, tio. Quero dá um presenti pá minha mãe. Só uma moedinha, tio, e eu já tô feliz… Não tem não, tio? Taum tá. Brigado mesmo assim,tio. Feliz natal po sinhô.

***

(:|:)

 

18 de dezembro de 2009 Posted by | Cotidiano, Realidade | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.que.é.o.nada.?.

Todos estão andando pelas ruas fingindo estarem distraídos.

Estão buscando alguma coisa. Procuram desesperadamente, mas niguém corre. Ninguém sabe o nome daquilo que procura.

Há uma falsa sombra debaixo dessa árvore, não há como se esconder.

As crianças, sim, estão distraídas. Elas não procuram alguma coisa, a não ser pedrinhas naquele mato que alguns ainda chamam de grama.

Ninguém escolhe a cor dos próprios olhos. Mas todos podem escolher com que cor verão o mundo.

Porque, na verdade, niguém está distraído. Todos estão com os olhos bem abertos… Procurando.

E estas palavras não estão simplesmente soltas ao léu. Estas palavras estão contando uma história; e ela já começou.

Preste atenção.

(:|:)

15 de dezembro de 2009 Posted by | DiVaGaÇõEs | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

.No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

((Em Breve)))

13 de dezembro de 2009 Posted by | 1 | Deixe um comentário

.fagulha.de.um.desejo.

Hoje sonhei com você novamente. Aquele vestido azul de seda estava todo amarrotado e você nem aí pra isso, como sempre. Eu chegava bem perto de você, tão perto que podia sentir o cheiro do seu cabelo, tão perto que podia tocar seus lábios com os meus. Mas você não deixou. Você correu, correu muito, correu pra bem longe. Simplesmente fugiu. Queria te ter perto, mas nem em sonhos isto parece possível.

(:|:)

12 de dezembro de 2009 Posted by | Fantasia | , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.quem.sabe.?.

Alberto parecia distraído. Mas na verdade estava concentrado. Ele sabia o que devia fazer, mas lhe faltava coragem. Eram 16:50 e logo eles viriam para fora e ele teria que encará-la. Tantas coisas lhe passavam pela cabeça. Como seria a reação dela? Será que ele conseguiria falar? Será que ela iria querer ouvir? Quem sabe?

Ele estava apreensivo. Esgueirou-se para mais perto do portão. Tentava ensaiar um discurso, mas sabia que não iria funcionar. Pensou em ir embora várias vezes. E se ela nem olhasse para ele? E se ela o odiasse mais ainda? E se…? E se…? Quem sabe? Eram tantas perguntas. Ele suava frio. Estava ofegante.

18 horas! O sinal tocou e Alberto respirou fundo. Era agora ou nunca. Não havia mais escapatória.

As crianças começaram a sair do prédio frenéticas. As menores corriam para encontrar seus pais lá fora. As mais velhas saiam caminhando mas numa algazarra incontida. Era sexta-feira e o final de semana prometia um calor digno de praia.

Contudo, Alberto não pensava em nada disso. Só conseguia olhar assustado de um lado para outro procurando por ela. Aquela por quem ele daria a vida. Aquela que era o grande e único amor de sua vida.

Então ela surgiu. Linda. Cabelos loiros brilhantes, presos pretenciosamente num rabo de cavalo impecável. Ela vinha com uma colega, riam de alguma coisa. Um beijo na face e se separaram. A colega foi para um lado e ela foi para o outro. O outro lado onde estava Alberto a esperá-la. Mas ela ia distraída, queria logo chegar em casa e iria passar direto se ele não a chamasse. Quase lhe faltou coragem, mas ele o fez:

_ Albertina!

Ela parou. Viu Alberto bem ao seu lado. O sorriso se perdeu. O maxilar ficou firme, tenso, expressão séria. Ficou muda.

_ Oi Tina.

Ela engoliu em seco, ele também. Ela ficou imóvel, ele se mexia nervoso.

_ Eu… Errr… Não sei se foi uma boa idéia. Sei que já fazia tempo, desde a última vez. Mas eu precisava vê-la para contar que..

_ Você está sóbrio pelo menos?

Ela perguntou secamente, sem rodeios, sem voltas, sem pudor.

_ Claro. Eu jamais faria isso… Outra vez. Eu mudei muito e até já…

_ O que você quer?

Alberto estava ficando mais nervoso. As coisas estavam tomando um rumo mais difícil do que ele pensava. Mas tentou se manter firme.

_ Eu quero contar que já faz 11 meses e 12 dias que não bebo, e já faz 5 meses que consegui um emprego. Aluguei um apartamento e consigo manter ele limpo e organizado, e… Olha, minhas unhas estão sempre cortadas e limpas agora.

Albertina não disse nada, mas sua expressão suavizou.

_ Não sei se isso faz alguma diferença pra você, mas…bem… Pelo menos você não precisa mais ter vergonha de ter um alcoólatra por perto.

_ Preciso ir, Alberto. É só isso?

_ É. Na verdade não. Tina, eu queria te convidar para almoçar comigo na quinta. É meu dia de folga e eu pensei, se, talvez…

_ É seu aniversário, Alberto.

_ É, também tem isso. Você não esqueceu, eu pensei que…

_ O que você quer de presente, Alberto?

_ Nada. Só quero você, Tina.

Albertina respirou fundo. Ela não esperava nada daquilo em plena sexta-feira. Apesar de estar assutada com o repentino surgimento de Alberto, no fundo, estava feliz. Queria abraça-lo, beijar-lhe a face, mas seu orgulho era maior que sua vontade no momento. Alberto cortou o silêncio:

_ Então eu te pego em casa…

_ Não. A gente se encontra no “El Cheff” às 11 horas de quinta.

_ Ah, sim. Se for melhor pra você. Claro!

_ Ótimo.

Albertina deu alguns passos para ir. O riso guardado lá dentro, a alegria bem contida dentro de si. Alberto estava pasmo, e mais que feliz. Realiazado. Satisfeito. Mas ainda faltava algo, por isso não deixou de tentar.

_ Albertina!

Ela voltou-se já há alguns metros de distância.

_ Obrigado… Ah! Quem sabe, até lá, você possa me chamar de pai outra vez.

Ela deu de ombros e respondeu:

_ É. Quem sabe?

Albertina virou-se outra vez e continuou caminhando. Alberto se sentia nas nuvens. O “talvez” era o melhor presente de aniversário que ele já havia recebido de sua preciosa filha.

(:|:)

9 de dezembro de 2009 Posted by | Família, Realidade | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.discussões.

_ Tudo ainda é muito recente.

_ Eu sei, eu sei. Mas não temos o que esperar. Não há razão disso. Eu já sei bem o que quero.

_ De novo essa história? Você já percebeu que é sempre você que já sabe o que quer, que é sempre você que já está decidido, que é sempre a sua vontade?

_ Do que você tá falando? Eu tô pensando no melhor para nós. No que é mais conveniente.

_ Só se for no mais conveniente para você. Tudo é muito recente. Não vou me precipitar assim outra vez, Joel!

_ Não vai se precipitar? Você está fugindo da situação, isso sim. Só pra não tomar decisão alguma agora. Você está se esquivando. Dando mais uma de suas desculpinhas idiotas!

_ Como é que é? Você acha que eu tô fugindo de tomar uma decisão?

_ E não está?

_ Você decide tudo sozinho! Nunca pede uma opinião! Quando eu fico sabendo já tá tudo decidido por você! Sempre você e seu esgoísmo! Não vou mais falar sobre isso!

_ Vai fugir de novo e eu que sou egoísta?

_ Já chega, Joel!

_ Vai fugir como seu pai, não é?!

_ CALA BOCA!!! Meu pai não tem nada a ver com essa história! Que DROGA, Joel! Seu estúpido!

_ Pára de gritar. Você deve estar ficando louca mesmo!

_ Eu te ODEIO, Joel! Sabe por que tudo isso aconteceu? Porque você é um covarde! Um frouxo!

_ CALA BOCA, sua idiota!

_ Me esquece! Eu te ODEIO!

_ Volta aqui e me escuta! Isso não pode ficar assim!

_ …

_ VOLTA aqui e FALA comigo!!! Que DROGA!!!

(:|:)

6 de dezembro de 2009 Posted by | Cotidiano, Realidade | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.ao.léu.

Ela vagava solta pelas ruas. Ás vezes ligeira, como quem tem hora pra chegar, outrora vagarosa, como quem conta pedrinhas pelo caminho.

Não tinha rumo certo, nem direção definida. Ia pra lá, ia pra cá. Ia ao longe, longe, longe e então voltava para perto, perto perto. De repente parava, como quem adormece ao ler um livro. Mas logo saia serpenteando pelas ruas novamente.

Ás vezes subia, como quem busca alcançar o céu com a ponta dos dedos. Outrora descia, como quem se rasteja cansado de tanto trabalhar.

Ela ia imprevisivelmente pelas ruas. Quase impossível saber para onde ia, ou se e quando voltaria.  Ela ia assim saltintante como quem está apaixonado e sai dançando alegremente.

Mas, ela não estava atrasada, nem adiantada, nem apaixonada. Ela não tinha sentimentos, não como estes que os humanos tem.

Ela era tão somente uma folha verde vibrante que ia aonde o vento a quizesse  levar. Solta. Livre. Ao léu.

(:|:)

3 de dezembro de 2009 Posted by | Fantasia | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário