JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.ao.meio.dia.

Já era quase meio dia. Cecília havia pintado as unhas com um vermelho aberto e vibrante para a ocasião daquele dia. Preferiu um vestido de cor cru, algo mais neutro e suave. Assim, exagerou na maquiagem e na cor dos acessórios. Naquele dia preferiu dar atenção aos detalhes. Unhas, brincos, sombra, batom, sapato. Sim, usou aquele sapato lindo furta-cor que apertavam seus dedos. Mas era para algo tão especial que todo o esforço compensava.

Já era quase meio dia. Cecília ajustou a flor vermelha que prendia uma mecha de seu cabelo. Preferiu deixa-lo natural. Ondulados esvoassantes, como ela mesma dizia. O tom cobreado escuro de seu cabelo contrastava com o vermelho vivo da flor no cabelo, já a flor combinava com o vermelho vibrante das unhas. Enfim, coisa de mulher apaixonada.

Sim! Cecília toda bela e perfumada daquele jeito mais parecia a úlitma romântica do mundo. E talvez o fosse. Por fim, deu uma última olhada no espelho e respirou fundo enquanto o colocava dentro da bolsa. Tomou mais um fôlego e saiu do carro.

Já era quase meio dia. Cecília caminhou firme até o prédio. Suas pernas tremiam tanto que parecia que a qualquer momento ela iria despencar e ficar estirada no chão. Suas mãos, pés e costas suavam mais do que o normal. Sua respiração estava mais ofegante, estava com aquele terrível frio na barriga e o coração batia acelerado. É. Ela realmente estava apaixonada.

Já era quase meio dia. Cecília subiu dois lances de degraus até a porta do edifício. Ela trabalhava ali também. Mas começava apenas às duas da tarde. Estava bem adiantada, mas isso não era o mais importante. O mais importante viria logo mais, afinal já era quase meio dia.

Por fim, Cecília se ajustou próxima a porta central, bem ao lado do grande relógio-monumento que ficava à porta principal do prédio. O fluxo de entrada e saída de pessoas  pelas 3 portas do prédio era muito grande nessa hora. Mas ali era o lugar em que ela sempre ficava. Tudo já estava pronto. Ela estava linda mais uma vez, e principalmente no lugar certo e na hora certa, segunda sua própria teoria.

Já era quase meio dia. Os olho de Cecília se fixaram em um ponto. Era ele. Ele vinha lá de dentro do edíficio. Sempre engravatado. Um empresário à rigor. Ele vinha como sempre, acompanhado de outros. Mas ele se destacava aos olhos ao coração de Cecília. Ele vinha com pressa, conversando. Hoje até estava rindo um pouco, geralmente vinha mais sério, sempre tratando de negócios.

Agora sim. Já era meio dia. A hora exata. O momento único em que ele passava por ali, virava a cebeça para a esquerda para conferir hora do relógio-monumento com seu relógio de pulso. E nesse meio termo, ele via Cecília. Porque ela sempre estava lá, ao meio dia. Ela dizia “Oi” e ele a olhava rapidamente, acenava levemente com a cabeça para aquela desconhecida e verificava seu relógio de pulso.

Tudo muito rápido, nehuma palavra dele, nehum aceno com a mão, nenhum abraço caloroso. Apenas um leve balançar de cabeça desinterissado, descompremetido e indiferente. Mas para Cecília era um momento singular. Meio dia era o momento alto do seu dia, onde ele a olhava por um breve segundo, quando ele era obrigado a perceber que ela existia. E mesmo que ele não percebesse e a cumprimentasse apenas por educação, ela não se importava. Pois amanhã seria outro dia: a esperança de um novo meio dia.

(:|:)

 

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15 de fevereiro de 2010 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | , , , , , , | Deixe um comentário

.poema.de.despedida.

Mui em breve, logo, logo,

nessa doce e pura água

Com alegria eu afogo

essa errante e triste mágoa.

 

Que aperta o coração

e não me deixa viver,

Me enche de ilusão

e  me faz perecer!

 

Num mastro, com um nó,

uma corda eu coloco.

Sem saber bem porquê

aos poucos me sufoco.

 

Louco e impensante,

de tanto beber eu giro.

Depois vou para rua,

e de baixo de um burro me atiro.

 

“Agora vou morrer,

pois não tenho mais fé!”

Então tiro meu sapato

e cheiro meu chulé.

 

Me afogo e tento

me sufocar.

E depois de tudo isso

não consigo me matar!

 

E já sem esperança,

do mundo me despeço.

Mas não chores por mim, querida,

pois amanhã recomeço!

(:|:)

10 de fevereiro de 2010 Posted by | Obsessivos, Psicóticos | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.confissões.

Quem disse que o amor é feito de pétalas vermelhas?

Quem disse que não é?

Não sei, nunca amei com amor de mulher.

Sei que é cedo demais para assumir as responsabilidades de u mpuro e verdadeiro amor.

Seja por quem for.

P.E. 16 anos

(:|:)

7 de fevereiro de 2010 Posted by | DiVaGaÇõEs | , , , , , | Deixe um comentário

.novamente.devaneios.

…E assim resolvi escrever. Com letras maiores que o normal. Porém, com frases mais curtas e evasivas. Não há nada que eu realmente queira fazer nem dizer. Hoje queria somente um gesto de carinho. Na verdade um aperto de mão bem forte já me deixaria bem satisfeita. Mas, enfim, nem sempre temos tudo o que queremos. E, assim, resolvi escrever.

(:|:)

4 de fevereiro de 2010 Posted by | DiVaGaÇõEs | , , , , , | Deixe um comentário

.destinatários.

Araquari, 7 de março de 2006.

Querido Arthur,

me sinto culpada por tudo o que aconteceu, ou quase aconteceu, não sei direito. Primeiro porque propus em meu coração não beijar alguém sem ter um compromisso com essa pessoa. Propus que beijar alguém não seria um passatempo para mim. Segundo porque sei de suas fraquezas e deveria te ajudar a ficar longe disso e não fazer coisas que te façam voltar às velhas tentações.

Estou confusa e sei que você também está. Não quero te ferir, porque sei que você já foi muito magoado e sei que há coisas e sentimentos que pertubam e incomodam dentro  de você.

Estou confusa, mas sei bem o que quero e idealizo. Gosto do seu perfurme. Gosto quando você “adivinha” o que eu penso ou quero falar. Gosto quando estamos a sós e sua atenção é só para mim. Gosto muito quando você me abraça sem pressa; eu me sinto segura. Gosto quando você fala olhanedo nos meus olhos e às vezes para meus lábios. Gosto quando você tenta me beijar. Gosto sim! Não entendo muito disso, mas acho que são coisas que as mulheres gostam…

Você merece alguém que te abrace por completo e que te beije por inteiro… Não que eu não queira fazer isso, (na verdade eu ainda gostaria de te pegar no colo e te cobrir com ternura), mas eu não consigo. Não sou de “ficar”. Não sou garota de momentos. Não sou de dar beijinhos às escondidas. Não sei jogar esse jogo. Esse jogo de sedução. Esse jogo de conquista. Eu não sou disso… Eu não sei ser assim.

Como poderia te beijar e depois ter que ouvir você dizer: “Eu sou livre e desimpedido e elogio a garota que eu quiser, ou tento beijar quem eu quiser”? Como poderia me entregar a você depois não ter direitos sobre você? Eu ainda exijo exclusividade, Arthur. E você ainda não está pronto para me oferecer isso.

Por este movito, hoje, você não é o que eu quero nem o que idealizo. Pelo simples ou complexo  fato de você não querer ou não conseguir ser de uma somente, ou justamente por você ser de uma e de todas as outras que estiverem afim. Ah! Tenho vontade de bater em você! Você merece uma surra, isso sim!

Você diz que vai mudar, mas ainda não mudou. O que eu vejo hoje, é o que eu verei amanhã e depois e depois e depois… Não sei o que você precisa para muadr. Não sei o que te falta ou talvez o que te sobra. Só sei que não posso fazer planos com um Arthur assim: que é meu só pela metade; que se entrega só no momento; que deixa seus olhos se encherem com a beleza das outras também; que não se importa em dar uns beijos nas erradas enquanto não encontra a certa; que não tem medo de se envolver mas não quer assumir um compromisso; que não pensa no depois, nem na consequencia de um beijo. Não consigo fazer planos com um Arthur assim!

Porque um casamento não sobrevive só com beijos e noites de paixão. Precisa haver confiança e fidelidade total. Exclusividade completa. Entrega em todos os sentidos, desde às palavras, os olhares e às atitudes. Você ainda não está pronto para isso!

Ainda não estás pronto para saber que existem e sempre existirão mulheres atraentes à sua volta e para, mesmo assim, permitir que só uma preencha teu solhos e teu coração.

Arthur, quando você mudar isso e quando você estiver pronto para ofereer exclusividade à uma somente, então eu acho que também estaria pronta para te abraçar por completo e te beijar por inteiro.

Só sei que assim como está não é possível! Às escondidas não me traz satisfação, porque também não me daria o direito de exigir sua atenção em público e de dizer às outras que você é somente meu. Às escondidas não tenho direito algum.

Claro que quando você mudar, talvez eu não esteja mais “disponível”. Mas mesmo assim eu vou querer saber. Pois eu quero me alegrar ao saber de sua decisão de ser de uma apenas, com toda exclusividade. Não importa quem for ela. Se eu ou outra.

Quando eu disse que queria ficar com você, era verdade. Tentei, mas não consegui. Imagino que depois disso você, provavelmente, não vai tentar me beijar novamente. Mas, eu ainda quero, ou melhor, preciso da tua amizade. Preciso de você!

Vou tentar me contentar com seu beijos de amigo, de agora em diante. Acho que eles são suficientes para manutenção de uma amizade.

Desculpe por não ser mais clara e objetiva. Desculpe por não conseguir falar com toda facilidade que você faz, somos diferentes, né? E, desculpa, por ter que escrever tudo para não esquecer de nada.

Sei que você me entendeu, você é muito inteligente, Arthur! Desculpa por deixar você chegar tão perto dos meus lábios e por não conseguir retribuir esse carinho.

Desculpa por ser tão “certinha” ou “pura” como você disse uma vez. Desculpa por te deixar confuso e por te enrolar ou por me enrolar para dizer tudo isso.

E, antes de terminar, obrigada Arthur! Por ser meu amigo acima de tudo. Muito obrigada mesmo!

E, então?! Vamos ser amigos?!

Ternamente, Lola.

(:|:)

2 de fevereiro de 2010 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário