JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.destinatários.

Araquari, 7 de março de 2006.

Querido Arthur,

me sinto culpada por tudo o que aconteceu, ou quase aconteceu, não sei direito. Primeiro porque propus em meu coração não beijar alguém sem ter um compromisso com essa pessoa. Propus que beijar alguém não seria um passatempo para mim. Segundo porque sei de suas fraquezas e deveria te ajudar a ficar longe disso e não fazer coisas que te façam voltar às velhas tentações.

Estou confusa e sei que você também está. Não quero te ferir, porque sei que você já foi muito magoado e sei que há coisas e sentimentos que pertubam e incomodam dentro  de você.

Estou confusa, mas sei bem o que quero e idealizo. Gosto do seu perfurme. Gosto quando você “adivinha” o que eu penso ou quero falar. Gosto quando estamos a sós e sua atenção é só para mim. Gosto muito quando você me abraça sem pressa; eu me sinto segura. Gosto quando você fala olhanedo nos meus olhos e às vezes para meus lábios. Gosto quando você tenta me beijar. Gosto sim! Não entendo muito disso, mas acho que são coisas que as mulheres gostam…

Você merece alguém que te abrace por completo e que te beije por inteiro… Não que eu não queira fazer isso, (na verdade eu ainda gostaria de te pegar no colo e te cobrir com ternura), mas eu não consigo. Não sou de “ficar”. Não sou garota de momentos. Não sou de dar beijinhos às escondidas. Não sei jogar esse jogo. Esse jogo de sedução. Esse jogo de conquista. Eu não sou disso… Eu não sei ser assim.

Como poderia te beijar e depois ter que ouvir você dizer: “Eu sou livre e desimpedido e elogio a garota que eu quiser, ou tento beijar quem eu quiser”? Como poderia me entregar a você depois não ter direitos sobre você? Eu ainda exijo exclusividade, Arthur. E você ainda não está pronto para me oferecer isso.

Por este movito, hoje, você não é o que eu quero nem o que idealizo. Pelo simples ou complexo  fato de você não querer ou não conseguir ser de uma somente, ou justamente por você ser de uma e de todas as outras que estiverem afim. Ah! Tenho vontade de bater em você! Você merece uma surra, isso sim!

Você diz que vai mudar, mas ainda não mudou. O que eu vejo hoje, é o que eu verei amanhã e depois e depois e depois… Não sei o que você precisa para muadr. Não sei o que te falta ou talvez o que te sobra. Só sei que não posso fazer planos com um Arthur assim: que é meu só pela metade; que se entrega só no momento; que deixa seus olhos se encherem com a beleza das outras também; que não se importa em dar uns beijos nas erradas enquanto não encontra a certa; que não tem medo de se envolver mas não quer assumir um compromisso; que não pensa no depois, nem na consequencia de um beijo. Não consigo fazer planos com um Arthur assim!

Porque um casamento não sobrevive só com beijos e noites de paixão. Precisa haver confiança e fidelidade total. Exclusividade completa. Entrega em todos os sentidos, desde às palavras, os olhares e às atitudes. Você ainda não está pronto para isso!

Ainda não estás pronto para saber que existem e sempre existirão mulheres atraentes à sua volta e para, mesmo assim, permitir que só uma preencha teu solhos e teu coração.

Arthur, quando você mudar isso e quando você estiver pronto para ofereer exclusividade à uma somente, então eu acho que também estaria pronta para te abraçar por completo e te beijar por inteiro.

Só sei que assim como está não é possível! Às escondidas não me traz satisfação, porque também não me daria o direito de exigir sua atenção em público e de dizer às outras que você é somente meu. Às escondidas não tenho direito algum.

Claro que quando você mudar, talvez eu não esteja mais “disponível”. Mas mesmo assim eu vou querer saber. Pois eu quero me alegrar ao saber de sua decisão de ser de uma apenas, com toda exclusividade. Não importa quem for ela. Se eu ou outra.

Quando eu disse que queria ficar com você, era verdade. Tentei, mas não consegui. Imagino que depois disso você, provavelmente, não vai tentar me beijar novamente. Mas, eu ainda quero, ou melhor, preciso da tua amizade. Preciso de você!

Vou tentar me contentar com seu beijos de amigo, de agora em diante. Acho que eles são suficientes para manutenção de uma amizade.

Desculpe por não ser mais clara e objetiva. Desculpe por não conseguir falar com toda facilidade que você faz, somos diferentes, né? E, desculpa, por ter que escrever tudo para não esquecer de nada.

Sei que você me entendeu, você é muito inteligente, Arthur! Desculpa por deixar você chegar tão perto dos meus lábios e por não conseguir retribuir esse carinho.

Desculpa por ser tão “certinha” ou “pura” como você disse uma vez. Desculpa por te deixar confuso e por te enrolar ou por me enrolar para dizer tudo isso.

E, antes de terminar, obrigada Arthur! Por ser meu amigo acima de tudo. Muito obrigada mesmo!

E, então?! Vamos ser amigos?!

Ternamente, Lola.

(:|:)

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2 de fevereiro de 2010 - Posted by | Romances | , , , , , , , , , , ,

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