JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.eu.não.sei.

Augustus só queria se esquivar das obrigações de esclarecer a situação provocada por ele.

_Eu não sei.

Era tudo o que ele dizia para se explicar e se defender. Milena não se conformava com a atitude dele. Ninguém naquela situação iria aceitar, é claro, mas Milena tinha bons motivos para reminicar a todo instante.

Augustus e Milena iriam casar em 3 semanas e ele havia aceitado uma proposta de emprego que o obrigaria a se mudar para Espanha em 6 dias. A questão é que ele ainda queria casar com Milena e por isso ninguém entendia o motivo que o levara a aceitar o emprego sem nem falar com ela. Quando todos perguntavam a razão de tão descabida decisão ele respodia:

_Eu não sei.

E lá iam todos novamente discursar prolixamente nos ouvidos dele. Nisso Milena se retirava para  um conta e se colocava a chorar inconformada. Entre um argumento e outro surgia uma e outra pergunta dirigida a ele:

_Por que você aceitou sem nem falar com Milena?

_Por que você não esperou a data do casamento?

_Por que não apresentou uma contra proposta?

_Por que você não recusa  esse emprego?

_Por que não muda de idéia?

_Por que não se defente, não se explica? Por que não diz alguma coisa?

Não importava a pergunta. A resposta dele era sempre a mesma:

_Eu não sei, eu não sei!

Ninguém sabia explicar, nem Milena, nem o próprio Augustus. Se ele estava hipnotizado? Se estava bebâdo? Se estava agindo por ameaça? Se era só uma pegadinha para a noiva? Se tudo não passava de um mal entendido? Se no fundo ele não queria casar e estava dando seu jeito para acabar o noivado? Se ele estava sob efeito de remédios ou drogas? Se ele estava louco? Se ele era burro?

Bem… Aí, eu não sei!

(:|:)

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7 de outubro de 2009 Posted by | Cotidiano, Geral | , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.devaneios.outra.vez.

Nesta manhã não há muita coisa que realmente importe para mim. Quando aquilo que acreditamos chega ao fim e percebemos que estávamos apoiados em ilusão, não há nada que te convença a comprar outra bicicleta. Nada muda fatos. Então apague a luz. Só os sonhos concedem aquilo qua a vida nos nega.

(:|:)

30 de agosto de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.fechem.as.cortinas.e.abram.os.fornos.

Todos aplaudiram de pé. Com gritos de “bravo”, ele foi aclamado pela platéia. Fez uma breve reverência, acenou para todos e deixou o palco antes que as cortinas se fechassem totalmente.

Deitou-se no sofá de couro do seu camarim. Mal conseguiu remover toda a maquiagem. Estava exausto. A diretora da peça queria falar com ele, por isso entrou sem bater:

_Olívio? O que faz aí? Todos querem vê-lo, cumprimentá-lo. Ande! Levante-se daí! O que é isso? Você nem tirou essa maquiagem? Vamos logo!

_Deixe-me aqui.

_De jeito nehum! A peça foi um sucesso, e você um espetáculo a parte! Seu desempenho está melhor em cada apresentação! Vamos, Olívio, levante-se! Vou informar a todos que você irá recebê-los. Venha logo!

Olívio levantou-se arrastado. Removeu a maquiagem que lambusava seu rosto. Ficou um tempo a se observar no espelho. Estava mesmo abatido. Suspirou fundo e saiu do camarim.

A sala de recepção para convidados estava repleta de fãs, conhecidos, amigos e alguns familiares de Olívio. Todos o receberam com aplausos. Sua mãe foi a primeira a lhe dar um abraço cheia de lágrimas nos olhos. Depois dela ele só lembrava de frases soltas, todas o elogiando:

_Você foi ótimo Olívio!

_Oh, Olívio! Você nasceu para os palcos, nasceu para brilhar!

_Olívio, é uma honra conhecê-lo pessoalmente. Sou sua fã desde a “Cavalgada das Válquirias”. Acompanho todos os trabalhos. Não perco nenhum!

_Estou tão emocionado. Nunca vi um ator tão vivo em cena. Tão presente.

_Olívio, o que foi aquilo? “Entregarei-me à liberdade, mesmo sendo prisioneiro dela!” Foi a interpretação mais tocante que já vi!

_Obrigado por compartilhar seu grande talento conosco!

_Ai Olívio! Me dá um autógrafo? Essas flores são pra você!

A quantidade de palavras bajuladoras parecia não se esgotar. Olívio manteve-se firme  até o fim. Se mostrou acolhedor até o último abraço. Respondeu todas as perguntas. Agradeceu todos os elogios. Sorriu para todas as fotos. Recebeu com gratidão todas as flores.

Quando tudo terminou, voltou para o camarim. Trocou-se. Olhou-se no espelho por mais um tempo enquanto tomava coragem. Por fim, procurou a diretora do espátaculo para dar a notícia. Estava decidido.

_O que? Você está louco, Olívio?

_Talvez esteja.

_Você não pode fazer isso! Não pode deixar a peça, não pode deixar os palcos. Você é uma estrela. Não pode largar sua carreira!

_Não vou deixar, já deixei! Não tem volta.

***

Os tablóides anunciavam a notícia. Olívio desistira da carreira de ator. Ninguém conseguia acreditar. Nenhuma razão justificável havia sido encontrada para tamanha atrocidade. Olívio tinha sucesso, fama, dinheiro, fãs, estabilidade profissional e largara tudo aquilo para voltar a ser padeiro. Profissão que exercera por muito tempo até ser descoberto pela vizinha, que o viu um dia interpretando Rei Lear enquanto sovava um pão de milho.

Apesar de todos tentarem persuadir Olívio a voltar atrás em sua decisão, ele não se deixou levar pelas críticas que o arrasavam. Ele não dava muitas explicações, pois sabia que poucos entederiam o verdadeiro motivo dele ter abandonado a carreira de ator.

***

Olívio retirou os últimos pães do forno. Sorriu enquanto respirava fundo e deixava o aroma dos pães recém assados penetrarem as narinas. Isso fez ele se sentir realizado. Sim! Realização! Fama nenhuma lhe dava tamanha satisfação. Interpretação nenhuma o enchia de tanto contentamento.

Olívio voltou a ser padeiro. E mesmo sem aplausos isso, para ele, era tudo.

(:|:)

19 de maio de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.overdose.

Injetou direto na veia. Nada mais que alguns segundos. E o último suspiro foi somente consequência.

Morreu cedo demais. Jovem demais. Inconsequente demais!

(:|:)

10 de maio de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.somos.únicos.

Muitas formigas, um formigueiro. Muitos palhaços, um circo. Muitas palavras, um livro. Muitos acordes, uma música. Muitas flores, um jardim. Muitos ingredientes, um bolo. Muitas lágrimas, um choro. Muitas vozes, um coro.  Muitas pessoas, uma única semelhança: diferença!

(:|:)

28 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , | Deixe um comentário

.marreco.recheado.com.gosto.de.queimado.

Amélia queria que tudo estivesse perfeito para o almoço daquele dia. Sua sogra iria visitá-la e certamente a metida de sua cunhada iria junto. Portanto sua nova receita de marreco recheado seria formidável para a ocasião.

Chegou em casa com as compras e foi logo preparando todos os condimentos que iria usar  para fazer o prato tão saboroso. Mesmo sendo domingo, seu marido estava trabalhando. Na verdade, era um bico, para ajudar nas despesas extras com a construção da garagem da casa.

Sem a ajudinha do marido, Amélia, precisava dar conta do recado sozinha. E tinha muita coisa para fazer. Ainda bem que a sobremesa já estava encaminhada desde o dia anterior, uma preocupação a menos. Enquanto cortava o beacon, que seria frito antes de ser misturado com  os demais ingredientes do recheio do marreco, ela ouvia uma musiquinha alegre. Ouvir músicas típicas polonesas  enquanto cozinhava a ajudava a se concentrar.

Recém havia ligado o fogão, para esquentar o óleo que estava na frigideira em que o beacon seria fritado, e o telefone tocou. Correu para atendê-lo. Era o marido dizendo que iria se atrasar para o almoço, pois o filho do patrão havia sofrido algum tipo de acidente; algo que ela não entedeu direito. O atraso do marido era agora um grande problema para Amélia, sua sogra iria “xiar” muito com a falta do filho para recebê-la à porta. Amélia argumentou, brigou, choramingou. Os dois tentaram encontrar uma saída para a situação, que seria no mínimo inconveniente. Infelizmente, a sogra de Amélia era inflexível. Nenhuma explicação seria suficiente para fazê-la entender que os imprevistos acontecem. Tudo o que a sogra de Amélia faria seria passar o almoço inteiro falando da gafe do filho e da nora.

Tudo paracia despencar. Amélia e o marido não encontravam jeito para amenizar a situação. A solução seria mesmo Amélia ter que enfrentar, ou “recepcionar”, a sogra sozinha, pedir desculpas, esperar o marido  chegar atrasado, e passar o restanto do dia ouvindo sua sogra dizer, na cara deles, o quanto seu outro filho e sua outra nora jamais permitiriam que isso acontecesse.

Ainda um pouco aborrecida Amélia desligou o telefone pensando que nem mesmo a estréia de sua nova receita iria abrandar o azedume da “sogrinha querida”. Foi bem nessa hora que sentiu um terrível cheiro de fumaça e lembrou que deixara o fogão ligado esquentando o óleo na frigideira. 

Mas então, já era tarde demais. Ouviu uma explosão vinda da cozinha e o fogo preciptou-se pelo corredor. Só deu tempo de Amélia correr para o lado oposto e escapar pela porta da sala.

Lá fora os vizinhos já haviam se ajuntado para ver de onde vinha a fumaça que se erguia pela rua. Quando viram Amélia sair da casa correndo ficaram aliviados, mesmo pesarosos com o estrago que o fogo estava fazendo na parte lateral da casa, onde ficava a cozinha.

Todos queriam saber  como o fogo havia começado. E um pequeno tumulto se fez em volta de Amélia, enquanto alguém dizia que os Bombeiros estavam chegando. Tudo o que Amélia conseguia fazer era respirar fundo para tentar processar tudo o que estava acontecendo. Sua casa estava se consumindo em chamas bem diante de seus olhos. Não acreditava que isso estava acontecendo com ela. Mas, estava. Era real.

Isso, só porque ela queria que tudo estivesse perfeito para o almoço daquele dia. Tentou olhar pelo lado bom (se é que havia algum lado bom em perder sua casa num incêndio) ao menos não teria que ouvir as ladainhas de sua sogra por causa do atraso de seu marido. E poderia deixar sua nova receita de marreco recheado para a visita de sua mãe, que parecia uma idéia bem mais agradável.

O som da sirene do caminhão dos Bombeiros a trouxe de seus pensamentos no momento exato que uma outra explosão, vinda da cozinha, aconteceu. Nisso sua casa já estava quase toda consumida pelas chamas. O estrago era grande. Foi então que alguém tocou em seus ombros e ela, mecanicamente, se virou para ver quem era. Sua sogra com um olhar fulminante e acusador a observava com uma expressão implacável.

Foi então que Amélia se dera conta que, assim que contasse a sua sogra como tudo acontecera, não teria que ouví-la azucrinando em seu ouvido pelo resto dia, mas sim teria qua aguentar sua sogra jogando em sua cara a culpa de um erro tão  “estúpido” pelo resto de sua vida.

_O que aconteceu aqui, mocinha?

Sua sogra perguntou ironicamente e com uma raiva visível em seus olhos. Nesse momento , Amélia desejou ardemente não ter conseguido sair da casa,  que consumida pelo fogo, começava a se transformar em cinzas.

(:|:)

15 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.pequena.grande.inspiração.

A menina passava o tempo esperando chegar sua grande inspiração.

Até perceber que uma grande árvore é antes uma pequena semente.

Tudo o que ela fez desde então, foi regar e cultivar as pequenas inspirações, que surgiam tímidas em sua mente.

Pois havia entendido que eram elas que renderiam bons frutos mais tarde.

(:|:)

13 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.menino.que.chorava.

Certa feita , em um lugar qualquer, existia um menino muito lindinho. Tinha olhos pretos como jabuticaba, que brilhavam como vidro. Ele era muito querido. Todos gostavam dele. Ele tinha uma sensibilidade muito grande para tratar as pessoas, e perceber nas coisas simples da vida a grandeza de viver. Ele sorria de tudo e para todos. Se emocionava com as pessoas, a natureza e consigo mesmo.

Ele chorava de alegria, ou quando algo o deixava triste. Ele sempre chorava; facilmente chorava. Talvez, por isso, seus olhinhos estavam sempre brilhantes. Pois ele via uma beleza na vida que o  emocionava tanto tal ponto que o fazia chorar. Ninguém conseguia explicar as lágrimas do menino; nem ele mesmo. Tamanha era sua sensibilidade que ele simplesmente chorava.

Um dia, depois de uma torrencial chuva de verão o sol voltou a brilhar. Ao ver dois arco-íris se formando no céu com cores vibrantes e brilhantes o menino chorou. Chorou muito. Sentia-se tão tocado por aquela linda imagem da natureza e tão grato por ter olhinhos para ver e registrar para sempre aquela imagem em sua memória e em seu coraçãozinho, que chorou ainda mais.

Tanto chorou, que naquele dia de verão, o menino que chorava, morreu afogado em suas próprias lágrimas. Encontraram-no ainda com os olhinhos abertos, que mesmo sem vida, ainda brilhavam. Naquele dia todos choraram.

(:|:)

12 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , | Deixe um comentário

.desabafo.de.um.viciado.em.escrever.cartas.

São Paulo, 22 de dezembro de 2003

Existem cartas que chegam atrasadas. E contam coisas que sabemos e novidades que já são velhas. Não tem como entender o porquê disso, mas o fato é que isso tem acontecido. Não há um motivo aparentemente justificável, há a certeza, porém, de que os Correios tem fucnionado com muita eficiência, eliminando então a possivel causa do problema.

O mais provável e cabível, é que essas cartas sejam escritas e eesquecidas em gavetas e, é claro, encontradas um bom tempo depois e – o mais ridículo disso tudo – “enviadas com sucesso”! Não há como fugir dessa realidade. Quem nunca recebeu uma carta atrasada, ou, quem nunca enviou uma?

As cartas atrasadas existem, não podemos fugir delas, é um ciclo que não termina: uma carta atrasada recebida, é uma carta atrasada enviada, e assim sucessivamente. O ciclo não se fecha, a menos que essas cartas deixem de ser enviadas, deixem de ser escritas, deixem de existir.

Vamos nos unir e eliminar as cartas atrasadas, elas têm feito com que as boas notícias tornem-se velhas, e a surpresa do próximo dia, torne-se o esquecimento da semana passada. Isso é estarrecedor. Não podemos mais continuar a aceitar essa situação com um sorriso nos lábios ao vermos a caixinha do correio repleta de velhas noticias e cartas atrasadas.

Precisamos acabar de uma vez com isso! Não vamos calar diante desse problema! Protestemos pois, reinvidiquemos por cartas mais justas. Por noticias que cheguem à tempo e por cartas em dia. Só assim conseguiremos um mundo melhor e mais honesto.

Por isso, não aceite mais receber cartas atrasadas, diga “não” a essa ultrajante humilhação. E, por favor, não se exponha ao rídiculo mandando uma carta atrasada à um amigo que te quer bem!

Tenho dito!

(:|:)

4 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , | Deixe um comentário

.é.possível.

A menina tinha asas mas nao sabia voar. Até q um dia empurraram-na precipício a baixo…e uau! Ela nao deu com a cara no chão…Suas asas coloridas se abriram e ela vôou mto além das nuvens e dos pensamentos rasos e mediocres d todos os outros q sabiam q ela tinha asas mas lhe diziam q era um defeito na coluna!

 

(:|:)

22 de março de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , | Deixe um comentário

…TãO pEqUeNiNiNhAs…

As joaninhas são agradáveis e lindos insetos… Elas são pequeninas mas muito úteis nas lavouras.

A maior arma de defesa delas é ficar em silêncio, bem quietinhas para que seus predadores não percebam sua presença.

As joaninhas vermelhas com sete pontinhos pretos,  são as mais fáceis de serem encontradas. E seu vermelho vibrante nos convida a sorrir e querer guardá-las com a gente!   

(:|:)

17 de março de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , | Deixe um comentário