JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.moço.

Tenho esperança de te ver outra vez. Oh! Como tenho essa esperança de te ver outra vez! Na verdade é tudo o que tenho! Tudo o que anseio… Te ver outra vez é tudo que me fará sorrir novamente!

(:|:)

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1 de abril de 2010 Posted by | DiVaGaÇõEs, Romances | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.ao.meio.dia.

Já era quase meio dia. Cecília havia pintado as unhas com um vermelho aberto e vibrante para a ocasião daquele dia. Preferiu um vestido de cor cru, algo mais neutro e suave. Assim, exagerou na maquiagem e na cor dos acessórios. Naquele dia preferiu dar atenção aos detalhes. Unhas, brincos, sombra, batom, sapato. Sim, usou aquele sapato lindo furta-cor que apertavam seus dedos. Mas era para algo tão especial que todo o esforço compensava.

Já era quase meio dia. Cecília ajustou a flor vermelha que prendia uma mecha de seu cabelo. Preferiu deixa-lo natural. Ondulados esvoassantes, como ela mesma dizia. O tom cobreado escuro de seu cabelo contrastava com o vermelho vivo da flor no cabelo, já a flor combinava com o vermelho vibrante das unhas. Enfim, coisa de mulher apaixonada.

Sim! Cecília toda bela e perfumada daquele jeito mais parecia a úlitma romântica do mundo. E talvez o fosse. Por fim, deu uma última olhada no espelho e respirou fundo enquanto o colocava dentro da bolsa. Tomou mais um fôlego e saiu do carro.

Já era quase meio dia. Cecília caminhou firme até o prédio. Suas pernas tremiam tanto que parecia que a qualquer momento ela iria despencar e ficar estirada no chão. Suas mãos, pés e costas suavam mais do que o normal. Sua respiração estava mais ofegante, estava com aquele terrível frio na barriga e o coração batia acelerado. É. Ela realmente estava apaixonada.

Já era quase meio dia. Cecília subiu dois lances de degraus até a porta do edifício. Ela trabalhava ali também. Mas começava apenas às duas da tarde. Estava bem adiantada, mas isso não era o mais importante. O mais importante viria logo mais, afinal já era quase meio dia.

Por fim, Cecília se ajustou próxima a porta central, bem ao lado do grande relógio-monumento que ficava à porta principal do prédio. O fluxo de entrada e saída de pessoas  pelas 3 portas do prédio era muito grande nessa hora. Mas ali era o lugar em que ela sempre ficava. Tudo já estava pronto. Ela estava linda mais uma vez, e principalmente no lugar certo e na hora certa, segunda sua própria teoria.

Já era quase meio dia. Os olho de Cecília se fixaram em um ponto. Era ele. Ele vinha lá de dentro do edíficio. Sempre engravatado. Um empresário à rigor. Ele vinha como sempre, acompanhado de outros. Mas ele se destacava aos olhos ao coração de Cecília. Ele vinha com pressa, conversando. Hoje até estava rindo um pouco, geralmente vinha mais sério, sempre tratando de negócios.

Agora sim. Já era meio dia. A hora exata. O momento único em que ele passava por ali, virava a cebeça para a esquerda para conferir hora do relógio-monumento com seu relógio de pulso. E nesse meio termo, ele via Cecília. Porque ela sempre estava lá, ao meio dia. Ela dizia “Oi” e ele a olhava rapidamente, acenava levemente com a cabeça para aquela desconhecida e verificava seu relógio de pulso.

Tudo muito rápido, nehuma palavra dele, nehum aceno com a mão, nenhum abraço caloroso. Apenas um leve balançar de cabeça desinterissado, descompremetido e indiferente. Mas para Cecília era um momento singular. Meio dia era o momento alto do seu dia, onde ele a olhava por um breve segundo, quando ele era obrigado a perceber que ela existia. E mesmo que ele não percebesse e a cumprimentasse apenas por educação, ela não se importava. Pois amanhã seria outro dia: a esperança de um novo meio dia.

(:|:)

 

15 de fevereiro de 2010 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | , , , , , , | Deixe um comentário

.destinatários.

Araquari, 7 de março de 2006.

Querido Arthur,

me sinto culpada por tudo o que aconteceu, ou quase aconteceu, não sei direito. Primeiro porque propus em meu coração não beijar alguém sem ter um compromisso com essa pessoa. Propus que beijar alguém não seria um passatempo para mim. Segundo porque sei de suas fraquezas e deveria te ajudar a ficar longe disso e não fazer coisas que te façam voltar às velhas tentações.

Estou confusa e sei que você também está. Não quero te ferir, porque sei que você já foi muito magoado e sei que há coisas e sentimentos que pertubam e incomodam dentro  de você.

Estou confusa, mas sei bem o que quero e idealizo. Gosto do seu perfurme. Gosto quando você “adivinha” o que eu penso ou quero falar. Gosto quando estamos a sós e sua atenção é só para mim. Gosto muito quando você me abraça sem pressa; eu me sinto segura. Gosto quando você fala olhanedo nos meus olhos e às vezes para meus lábios. Gosto quando você tenta me beijar. Gosto sim! Não entendo muito disso, mas acho que são coisas que as mulheres gostam…

Você merece alguém que te abrace por completo e que te beije por inteiro… Não que eu não queira fazer isso, (na verdade eu ainda gostaria de te pegar no colo e te cobrir com ternura), mas eu não consigo. Não sou de “ficar”. Não sou garota de momentos. Não sou de dar beijinhos às escondidas. Não sei jogar esse jogo. Esse jogo de sedução. Esse jogo de conquista. Eu não sou disso… Eu não sei ser assim.

Como poderia te beijar e depois ter que ouvir você dizer: “Eu sou livre e desimpedido e elogio a garota que eu quiser, ou tento beijar quem eu quiser”? Como poderia me entregar a você depois não ter direitos sobre você? Eu ainda exijo exclusividade, Arthur. E você ainda não está pronto para me oferecer isso.

Por este movito, hoje, você não é o que eu quero nem o que idealizo. Pelo simples ou complexo  fato de você não querer ou não conseguir ser de uma somente, ou justamente por você ser de uma e de todas as outras que estiverem afim. Ah! Tenho vontade de bater em você! Você merece uma surra, isso sim!

Você diz que vai mudar, mas ainda não mudou. O que eu vejo hoje, é o que eu verei amanhã e depois e depois e depois… Não sei o que você precisa para muadr. Não sei o que te falta ou talvez o que te sobra. Só sei que não posso fazer planos com um Arthur assim: que é meu só pela metade; que se entrega só no momento; que deixa seus olhos se encherem com a beleza das outras também; que não se importa em dar uns beijos nas erradas enquanto não encontra a certa; que não tem medo de se envolver mas não quer assumir um compromisso; que não pensa no depois, nem na consequencia de um beijo. Não consigo fazer planos com um Arthur assim!

Porque um casamento não sobrevive só com beijos e noites de paixão. Precisa haver confiança e fidelidade total. Exclusividade completa. Entrega em todos os sentidos, desde às palavras, os olhares e às atitudes. Você ainda não está pronto para isso!

Ainda não estás pronto para saber que existem e sempre existirão mulheres atraentes à sua volta e para, mesmo assim, permitir que só uma preencha teu solhos e teu coração.

Arthur, quando você mudar isso e quando você estiver pronto para ofereer exclusividade à uma somente, então eu acho que também estaria pronta para te abraçar por completo e te beijar por inteiro.

Só sei que assim como está não é possível! Às escondidas não me traz satisfação, porque também não me daria o direito de exigir sua atenção em público e de dizer às outras que você é somente meu. Às escondidas não tenho direito algum.

Claro que quando você mudar, talvez eu não esteja mais “disponível”. Mas mesmo assim eu vou querer saber. Pois eu quero me alegrar ao saber de sua decisão de ser de uma apenas, com toda exclusividade. Não importa quem for ela. Se eu ou outra.

Quando eu disse que queria ficar com você, era verdade. Tentei, mas não consegui. Imagino que depois disso você, provavelmente, não vai tentar me beijar novamente. Mas, eu ainda quero, ou melhor, preciso da tua amizade. Preciso de você!

Vou tentar me contentar com seu beijos de amigo, de agora em diante. Acho que eles são suficientes para manutenção de uma amizade.

Desculpe por não ser mais clara e objetiva. Desculpe por não conseguir falar com toda facilidade que você faz, somos diferentes, né? E, desculpa, por ter que escrever tudo para não esquecer de nada.

Sei que você me entendeu, você é muito inteligente, Arthur! Desculpa por deixar você chegar tão perto dos meus lábios e por não conseguir retribuir esse carinho.

Desculpa por ser tão “certinha” ou “pura” como você disse uma vez. Desculpa por te deixar confuso e por te enrolar ou por me enrolar para dizer tudo isso.

E, antes de terminar, obrigada Arthur! Por ser meu amigo acima de tudo. Muito obrigada mesmo!

E, então?! Vamos ser amigos?!

Ternamente, Lola.

(:|:)

2 de fevereiro de 2010 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.em.holândes.

Krijg binnenkant van je kleine wereld | Hij heeft een geschenk voor u klaar hier | Als u de deur naar eenzaamheid open gaat weg | Ah! baby, en je het mij vraagt: | ‘Als ik de deur zal er licht buiten open?’ | En ik zeg, | ‘Oh, nou, ontdek je dat’ | de deur open. | Neem het risico. | Erase de abajour en kom zie het licht van de maan.

(:|:)

27 de janeiro de 2010 Posted by | Romances | , , | Deixe um comentário

.em.português.

Sai de dentro deste seu mundinho | Tem um presente te esperando aqui fora | Se você abrir a porta a solidão vai embora | Ah! meu bem, e você me pergunta: | ‘Se eu abrir a porta haverá luz lá fora?’ | E eu te respondo: | ‘Ah, meu bem, descubra voce mesmo’ | Abra a porta. | Corra o risco. | Apague o abajour e venha ver a luz da lua.

(:|:)

22 de janeiro de 2010 Posted by | Romances | , , , , | Deixe um comentário

.bem.aqui.

Minhas unhas estão azuis. Comi salgadinho e tomei sorvete. Desenhei uma flor e escrevi 3 cartas para a mesma  pessoa. Me pediram perdão e eu perdoei. Não tirei o esmalte azul das unhas. Tomei banho de mangueira. Falei ao telefone mais vezes que o comum. Li um pouco dos 4 livros que estou lendo. Abracei meus pais. Beijei meus sobrinhos. Parei para sentir o vento no rosto. Ri de besteirinhas e ri mais um pouco. Mesmo com o esmalte azul você ainda estava e está nos meus pensamentos.

(:|:)

3 de janeiro de 2010 Posted by | DiVaGaÇõEs, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

.24.de.novembro.de.2008.

Sim, e daí?!

Não tenho vergonha de admitir que ainda gosto de você.

Vergonha é negar o que se sente e fingir ser indiferente.

Vergonha é esconder um sentimento que está vivo em cada momento.

Vergonha é ficar calado,  quando a tanto para ser falado.

Vergonha é fingir que não quer ver, quando é impossível não perceber.

Vergonha é calar a voz, quando se tem a oportunidade de conversar a sós.

Vergonha é deixar que o outro desista, simplesmente por não ter coragem de assumir o que se conquista.

Não tenho vergonha de admitir que ainda gosto de você.

Bem como não tenho vergonha de admitir que desejo que chegue logo o dia em que não gostarei mais.

Então simplesmente seremos amigos…

Pois o que somos hoje ainda não descobri.

(:|:)

10 de novembro de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Realidade, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

((( em construção )))

2 de outubro de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Família, Romances | Deixe um comentário

.sim.ou.não.

_Sabe, já faz um tempo que eu tenho te notado.

_Como assim? Me notado?

_É. Te observado. Sabe… além da amizade.

_Ah.

_E tenho percebido tantas coisas. Eu… Eu acho que você é meu grande amor disfarçado de melhor amiga.

_Ah é? Uau.

_Andei pensando… E quem sabe você gostaria de ser minha namorada.

_Isso é um pedido de namoro?

_Errr… Você quer?

_ …

_Eu sei que te peguei desprevenida. Você nem esperava por isso, né?

_É.

_Sabe mas é simples: sim ou não.

_…

_E então? Você quer namorar comigo?

_…

_…

_Sim!

(:|:)

28 de setembro de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.quer.casar.comigo.?.

Quando Alice abriu a caixinha vermelha. Ficou surpresa. A aliança dourado parecia brilhar diante dela.

Alice sorriu para Bruno novamente e disse:

_Quero!

(:|:)

14 de setembro de 2009 Posted by | Romances | , , , | Deixe um comentário

.despedida.

Meu amor,

não pesso perdão. Você já sabia que eu me mataria no dia do meu aniversário. Eu sei que você pensou que estava brincando. Mas eu não estava. Sinto muito.

Tua.

(:|:)

5 de setembro de 2009 Posted by | Assassinatos, Família, Romances | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.antes.de.terminar.o.dia.

Raul ainda estava deitado, de qualquer jeito naquela cama espasoça. Linna estava no banheiro secando o cabelo. Raul se virou para o outro lado, mas o “vummm” do secador acabou com a esperança do “só mais 1 minutinho”. Então ele voltou seu corpo para a porta do banheiro que estava aberta, e ficou ali esparramado a observar sua linda Linna. O cabela dela nunca estivera tão comprimido. Os longos e lisos fios pretos constratavam muito com a pele branca dela. E foi isso que chamou atenção dele 7 anos antes, quando ele esperava  a namorada na escada do prédio e Linna desceu com os cabelos soltos recém lavados cheirando a pessego. Foi o suficiente e ele se apaixonou.

Tudo nela o encantava. Raul não conseguia se irritar com ela. Ela era tão doce, tão meiga, tão frágil ao seus olhos. Tudo o que ele queria era protege-la, guarda-la, cuida-la. Linna desligou o secador e começou a fazer uma maquiagem rápida e improvisada. Raul se deliciava com cada movimento dela. As mãos trêmulas tentando passar o lápis no olho, depois mais frenéticas com o blush nas bochechas, e firmes ao passar o batom nos lábios. E pronto! Não precisava demais nada. Ela já era linda demais pra ele.

Uma olhadinha a mais no espelho. Mas algo fez Linna exitar. Raul esticou o pescoço e viu o que ela fazia. Com movimentos leves e circulares Linna acariciava a barriga, enquanto admirava seu reflexo no espelho imaginando quando o barriga começaria a crescer. Raul sorriu, e também divagou nesse pensamento. Imaginoi sua linda Linna ainda mais linda com os cabelos soltos e um barrigão presunçoso. Era só o que faltava para o perfeito se tornar o para sempre perfeito.

Foi então que ele lembrou que precisava se apressar. Num movimento saltou da cama e Linna voltou em si.

_Ande para o banho! Não vamos nos atrasar hoje, não é? 

Raul se aproximou segurando os ombros de Linna.

_Hoje não meu bem. Porque hoje tudo tem que ser pefeito.

Linna deu um risinho suave e suspirou pensativa.

_ O que foi?

_ Estou com medo, Raul… É a terceira vez…

_ Hei. Psiu. Pára com isso. Vai dar tudo certo.

_ Eu só tenho medo de me frustrar de novo.

Raul segurou o firme o rosto de Linna com as duas mãos.

_ Não pense nisso. Vai ver ser diferente dessa vez. Eu prometo, tá?

Linna balançou a cabeça positivamente. Raul tocou seus lábios nos dela mansinho e sorriu.

_ Eu te amo.

_ Eu te amo mais, minha linda Linna.

***

Quando ela pegou o envelope, ele parecia mais pesado que qualquer outra coisa no mundo. Apertou contra o peito e suspirou forte. Raul abraçou ela pela cintura e eles sairam da sala em direção ao elevador. Caminharam em silêncio. Haviam muitas palavras soltas no ar, mas nenhum deles queria verbali-las. Era melhor assim. Melhor deixar as palavras para depois. Caso tudo desse errado novamente.

O elevedor chegou no térreo e eles caminharam para saída do prédio. Quem dera que tivessem ficado mais um pouco. Se Linna ficasse com secador ligado só mais um pouquinho, Raul ficaria a observá-la só mais um pouquinho. Então ele se atrasaria um pouquinho no banho, chegariam um pouquinho atrasados no laboratório e não seriam os primeiros a serem atendidos. Então quando saíssem o elevador estaria lotado e não vazio como estava e teriam que esperar só mais um pouquinho. Quando chegassem lá em baixo o pior já teria passado. E então eles não teriam só mais um pouquinho de tempo juntos, mas teriam ainda a vida inteira.

***

O rapazote tinha acabado de assaltar um ônibus e fugia de dois policiais. Um deles atirou e a bala passou de raspão em sua coxa direita. Foi aí que ele ficou furioso e antes de dobrar a esquina virou-se para dar o troco. Atirou no policial. Acertou a linda Linna que saia do edíficio com Raul. A bala foi direto no peito. E ela não imterrompia somente a respiração de Linna que ainda segurava o envolepe,agora ensanguentado, bem apertado ao peito. Mas imterrompia a vida inteira que Raul imaginava que passaria com Linna. Tudo o que eles tinham agora, era um ao outro, um envolope fechado e sujo de sangue, e um tempo juntos, só mais um pouquinho dele.

_ Não pensei que terminaria… assim.

_ Quietinha Linna. Não fala. Você tem que se poupar. A ambulância está chegando. Rapidinho. Seja forte.

_ Raul, como eu te amo… Como eu fui amada por você.

_ Não, Linna… não.

_ Sim… Ai…

_ Quietinha, aqui, no meu colo, assim.

_ Não pensei que terminaria assim.

_ Não vai terminar, amor. Não agora, não assim.

_ Ainda bem que vesti minha roupa preferida.

_ Linna…

_ Ainda bem que você está aqui.

_ Minha linda Linna.

_ Não estou com medo. Raul…

_ Quietinha Linna, por favor.

_Raul… eu não estou com medo de morrer…

_ Não fala isso, Linna. Você vai viver. Eu e você, juntos.

_ …Por isso você não pode ficar com medo de viver.

_ Sim, vamos viver.

_ Viver sem mim.

_ Não, Linna. Não!

_ …

_ Linna? Linna?

_ Abre. Quero saber…

_Não se preocupe agora…

_Raul! Por favor… abre.

Raul pegou o envelopde desajeitadamente, e enquanto segurava Linna nos braços abria o envolope todo manchado. Abriu o viu o resultado. O exame estava bem ali diante dele. Mas nada disso importava mais. Linna estava morrendo em seus braço e ele também estava morrendo dentro de si. Olhou para ela. As lágrimas corriam livremente de seu rosto. Linna também chorava. Agora ela estava mais branca do que nunca. Os cabelos pretos brilhando à luz do sol. Seu rosto pálido estava lindo. A linda Linna mais parecia um anjo agora. Não fosse o sangue manchando sua blusa branca preferida, ele diria que ela era somente uma boneca de porcelana em seu braços.

Ela arregolou os olhos ansiosa. Raul sorriu tristemente e para Linna.

_ Raul…

_ Sim. É sim, meu amor…

_Ah!

_ Parabéns, mamãe!

Linna chorou de alegria. Raul chorava de tristeza. Era tudo o que ela queria ouvir, o que ela precisava ouvir, o que a consolaria naquela hora. Ele a abraçou forte, apertado. Ela ficou mole, o corpo sem vida. Ele a trouxe ainda mais para perto de seu corpo. Soluçava igual a uma criança. A terça-feira ensolarada ficou sem graça e sem vida para Raul. Duas coisas terríveis e inconcebíveis aconteçaram com ele naquela manhã: Linna morrera e, pela primeira e última vez, Raul mentira para ela.

(:|:)

21 de agosto de 2009 Posted by | Assassinatos, Família, Realidade, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.tentativas.

Oi Viny! Tô escrevendo só pra te dizer que eu te amo!

Oi, tudo bem, Viny? Não sei se tu já notou, mas eu…eu…

Bom dia! Hoje eu acordei e percebi que não posso deixar passar mais este dia sem que tu saibas o que eu sinto…

Viny, tu sabe que eu gosto de ti?

Oi! Vou direto ao assunto tá? Olha já faz um tempo que eu tô sentindo algo diferente por ti… Sabe? Algo além da amizade… muito além disso na verdade. Pois é… tu nunca reparou né? Foi o que eu imaginei…

Hei Viny! Eu pensei se tu não gostaria de tomar um café comigo hoje. Lá pelas 4… ou melhor.. pelas 16:00 horas…

Oi! Como você tá? Eu tô querendo muito falar com você. Será que podemos marcar uma hora? Se eu não estiver me deixa um bilhete também…. ou me liga… 5554-9682…

Viny, estou apaixonada por ti… parece louco… mas…

Olá, Viny! Estou buscando várias formas pra dizer uma única verdade, a única verdade que sempre houve entre nós. EU TE AMO! Será que tu nunca vai perceber isto? Já faz tempo que tento te falar… Mas parece que tu não quer perceber, parece que tu prefere não saber o que eu sinto. Mas saber ou fingir não saber, não vai mudar o que já sinto há tanto tempo. Sei que tu não me ama. Sou apenas tua amiga. Só mais uma entre tantas. Mas eu te amo. E pra mim isto basta. Basta por nós dois. Não vem me dizer que não sentes o mesmo, porque isto eu já sei. Então me poupe de sofrer mais do que já sofro simplesmente por te amar… Ana Carolina.

Oi, Viny! Só tô deixando este bilhete pra te avisar que a planilha de julho já está pronta. Pega comigo depois do almoço. Bom dia! Ana.

(:|:)

9 de agosto de 2009 Posted by | Cotidiano, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.só.às.vezes.

Só às vezes te vejo. Te percebo.

Só às vezes te ouço. Te entendo.

Só às vezes sinto tua falta. Te quero.

Só às vezes tenho certeza de te amar. Então, me afasto.

(:|:)

20 de julho de 2009 Posted by | Cotidiano, Fantasia, Romances | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.amanhã.de.manhã.

Amanhã de manhã quando eu acordar, meu corpo não será tão ligeiro, tão formoso, tão firme. Minha pele estará enrugada, minhas mãos trêmulas, meus movimentos vagorosos.

Amanhã de manhã quando eu acordar, minha voz não será tão macia, meus ouvidos não tão eficientes, e meus olhos escurecidos. Meu cabelo estará ralo e esbranquiçado, meus pés cansados, minhas memórias confusas.

Amanhã de manhã quando eu acordar, meus dentes não serão tão fortes, meus ossos estarão mais fracos e minha respiração mais ofegante. Voltarei a depender de cuidados, atenção e dedicação. Amanhã serei novamente tão frágil como fui ontem.

Amanhã de manhã quando eu acordar, saberei o resultado de minhas escolhas, chorarei as perdas, celebrarei as conquistas. Muitos dos meus estarão como eu, outros já terão ido, outros não se lembrarão de mim.

Amanhã de manhã quando eu acordar, saberei o nome daquele para quem eu direi “sim”, saberia o nome dos nossos filhos, e dos filhos dos filhos dos filhos dos nossos filhos. Eles não estarão mais nos meus planos simplesmente, mas já terão meu nome, meu sangue, meu amor. Então eles sentarão para ouvir minhas histórias e saberão que fazem parte delas.

Amanhã de manhã quando eu acordar, a última moda não fará diferença, o carro do ano também não, e a conta bancária talvez já esteja encerrada. Meus pertences não me pertencerão mais, minha herença terá sido partilhada, e ainda estarei distribuindo as últimas coisas que estarão na gaveta.

Amanhã de manhã quando eu acordar, meus pais já terão partido há muito tempo, talvez até meus irmãos. A saudade será insuportável mas a longa espera para vê-los novamente estará se findando. Então darei uma boa risada.

Amanhã de manhã quando eu acordar, saberei se as quatro árvores  que plantei no quintal terão crescido e florescido. Saberei como as futuras gerações terão lidado com o aquecimento global, a fome, a violência e o lixo, e saberei se a água ainda é um recurso natural disponível.

Amanhã de manhã quando eu acordar, vou descobrir o que aconteceu com meus sonhos, projetos, músicas e poemas. Terei fotos dos lugares que visitei, das casas que morei e das flores que colhi. Saberei quão longe foram minhas aventuras. Muitas de minhas perguntas terão encontrado suas respostas, e muitas outras terão se perdido sem saber.

Amanhã de manhã quando eu acordar, não serei mais tão jovem. Estarei nos tenros dias de minha velhice. E minha vida terá sido tão rápida como o sussurro da noite que separa o hoje do amanhã. Não haverá como voltar atrás nem como viver novamente. Pois o dia já terá amanhecido.

Amanhã de manhã quando eu acordar, poderei olhar pra trás e ver que aproveitei cada dia de minha vida e que faria tudo do mesmo jeito. Meu coração se encherá de júbilo e meus lábios de gratidão. Chorarei o fim de minha vida terrena, mas saberei que ela terá valido a pena. E terá sido um bom fruto dAquele penoso trabalho.

Então, depois de amanhã quando o dia amanhecer, levarão flores no meu túmulo e chorarão mais uma vez. Porque eles ainda estarão aqui. Eu, contudo, estarei naquele lugar onde todas as lágrimas serão enchugadas.

(:|:)

 

15 de julho de 2009 Posted by | Família, Realidade, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.04.de.julho.de.2001.

Ele era um rapaz legal. Na verdade o único amigo que fizera durante seis meses.

As meninas não se aproximavam de mim. Nunca havia conversado com nenhuma garota do meu colégio. Não que as oportunidades nunca surgissem, porque vez ou outra apareciam. Mas as “conversas” consistiam em cinco ou seis palavras de ambas as partes. Sempre que elas descobriam que ele era meu amigo inventavam uma desculpa e saiam de fininho.

Mas isso não importava pra mim. Ele era um rapaz legal. Era meu melhor amigo. Meu único amigo. Às vezes quando caminhávamos juntos pela ruas ruas da cidade, as pessoas nos olhavam de atravessado e cuchichavam coisas sobre nós. Isso me irritava. Ele sempre percebia e perguntava:

_ Você quer ir pra casa?

E eu sempre respondia:

_ Não.

Depois disso havia sempre silêncio entre nós. Então quando eu não aguentava mais de tanta raiva ele perguntava:

_ Você não se importa em ser minha amiga?

_ Não – Eu dizia.

Entretanto em uma dessas caminhadas quando ele fez essa pergunta e eu como de costume dei minha resposta, ele me disse algo inesperado:

_ Você é a única amiga que eu já tive em toda minha vida!

Me emocionei. Comcerteza eu teria dito a mesma coisa se não fosse uma lágrima que quase escapou dos meus olhos. Fiquei sem saber o que dizer. Naquele momento percebi que ele era muito mais que um amigo, era um anjo. Era alguém especial que Deus havia colocado em minha vida.

Ele sabia da minha vida inteira e me conhecia perfeitamente. Eu, no entanto, mal sabia seu sobrenome. A vida dele era um mistério para mim.

Quando tive que ir embora me entristeci muito. Vi uma tristeza profunda em seus olhos quando lhe contei. Os risos e alegrias que até então ele sempre deixara transparecer,  em seu rosto não mais se via. Ele com os olhos cheios de lágrimas olhou para mim e disse:

_ Eu amo você!

Beijou minha mão e depois levantou-se. Deu alguns passos, olhou para trás e disse adeus. Nunca mais o vi. Fui embora e nunca mais o vi. Ele sumiu de repente. Talvez fosse mesmo um adeus eterno. Semvolta. Choro sua lembrança! Choro esse amor perdido. Mas sei que se ainda estiver vivo, voltará para mim!

(:|:)

 

8 de julho de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.devaneios.

Sei que a vida é cheia de voltas… A gente se perdeu em uma delas. Desconheço as razões… Sentimentos profundos. Mágoas também. Tudo se constrói e desconstrói. Até o ideal de um amor platônico. Por onde você anda? Haveria um lugar para nossos caminhos se cruzarem novamente? Tanto procurei seu olhar. Agora nada procuro, porque eu me perdi. Tanto quis te ver novamente. Boas as intenções. Mas de nada adianta agora. Estou cega. E isto é mais uma volta que a vida deu.

(:|:)

30 de junho de 2009 Posted by | Fantasia, Romances | , , , , | 1 Comentário

.No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

((( em construção))

28 de maio de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | Deixe um comentário

.o.idiota.

Era por volta das 18 horas. Milena desceu a rua que levava à alameda principal. O dia parecia cinzento igual a cor das paredes sujas de sua escola quando era criança. Por algum motivo teve vontade de sair correndo, mas não o fez.  Apertou forte o convite que levava na mão direita, virou a esquina e “BUM”! O garoto vinha muito rápido numa bicleta e não teve tempo de frear. O resultado foi a trombada dos dois em plena calçada. Ele pendeu para o lado esquerdo da bicicleta mas conseguiu se apoiar com o pé. Ela não teve tempo nem de pensar e já estava no chão.

_Oh! Desculpa aí!

O menino falou meio sem graça sem nem olhar para ela direito. Milena estava tão assutada que nem conseguiu responder.

_Tá tudo bem moça? Você se machucou?

Milena ainda nao tinha reação. Por fim o menino desceu da bicicleta e a apoiou num poste, depois  se agachou perto dela. Chacoalhou de leve seu ombro esquerdo.

_Hei moça! Tá tudo bem?

Por fim ela voltou a si, como que num susto. Olhou em volta. Alguns olhares curiosos os observavam. Abriu a mão que levava o convite, com o susto ela o apertara tão forte que ele estava todo amassado; igual dinheiro de bebâdo dentro do bolso. Por fim seus olhos se encontraram com os do menino. Milena não entendeu bem o friozinho que sentiu na barriga, quando ele lhe remeteu um sorriso tímido e preocupado.

_Seu idiota!

Foi tudo o que ela conseguiu dizer, e nem entendeu porquê. Ele tirou a mão do ombro dela assustado com a reação ríspida da jovem. Meio atrapalhada ela se ergueu e ficou de pé enquanto limpava sua roupa. O menino, meio sem jeito, ficou de pé também e olhou firme para ela:

_Me desculpe mais uma vez. Estava tão distraído que… nem vi.

_Por causa da sua distração meu traseiro está doendo muito. E veja, o pneu da sua bicleta ralou minha perna!

Ela disse puxando um pouco o vestido e expondo o arranhão na perna esquerda. Mais uma vez ele ficou sem graça.

_Posso te levar numa farmácia.

_Seu idiota! Estou atrasada!

_…

_Anda! Me leva nessa sua bicicleta.

_Pra farmácia?!

_Claro que não, idiota! Me leva para o teatro municipal. É a estréia do meu namorado. Nem sei como vou conseguir ficar sentada durante uma hora com a bunda doendo desse jeito!!!

_Sinto muito.

_Acredite, eu estou sentindo muito mais!

_…

_Anda logo! Deixa eu subir aí. E nada de andar distraído dessa vez. Eu tenho que chegar lá viva!

_Tá.

_Vai logo, idiota!

Ele subiu na bicleta e Milena  foi de pé em cima do apoio que ficava bem no eixo do pneu de trás, feito justamente para isso. A cena era engraçada. Ele todo moleque levando uma donzela, toda esbelta em seu vestido cor de pêssego em pé na parte de trás da bicicleta, apenas se apoiando no ombro dele.

Ele tentou ficar calmo e pedelar com toda cautela. Apesar da groesseria de Milena, havia algo nela que ele gostara. E ele estava de alguma forma realizado por  estar levando aquela beldade em sua bicleta de playboy pelas calçadas da grande cidade , naquele dia cinzento que começava a se transformar em noite clara.

Chegaram no teatro. Milena desceu e tentou desamassar o convite com delicadeza. Ele esperou algum agradecimento. Na verdade, ele queria ouvir a voz dela de novo falando com ele.  Portanto, qualquer palavra da parte dela o encheria de contentamento.

_O que foi? Não tá querendo que eu te pague pela “corrida”, né?

_Não. Claro que não.

_Então o que? Tá esperando que eu te agradeça? Não passou do teu dever!

Ele gostava daquele jeito com que ela, tão rispidamente, lhe tratava. Não conseguia entender porque. Sempre que ela era grosseira, o garoto a olhava com um olhar assutado, um misto de medo e culpa, e isso fazia Milena sentir o friozinho na barriga com mais intensidade. Por isso, antes de subir as escadas do teatro, Milena olhou fixamente para o rosto apreensivo dele. Ela sorriu ironicamente e disse:

_Afinal, você me atropelou. Idiota!

Milena subiu as escadas apressadamente e ele voltou a pedalar despreocupado. Mas por dentro, os dois estavam sorrindo.

(:|:)

15 de maio de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.vai.entender.né.?.

Como todo fim de semana, catei minhas coisas, e fui pra casa da minha namorada. Ela era linda, uma verdadeira patricinha cor-de-rosa engajada nas futilidades da moda. Eu era profundamente e cegamente apaixonado por ela. Mas só até aquele fim de semana.

A prima dela, recém formada em medicina, tinha vindo passar o fim de semana com ela para ajudar a cuidar da minha futura sogra, que ainda se recuperava de uma cirurgia de redução de seios. Essa prima da minha namorada era misteriosa. Tinha uma beleza séria e totalmente cativante. Era inteligente, prática, decidida. Tipo assim… ela tinha conteúdo! E que conteúdo! Aquilo assim que era mulher!

Felizmente, no mesmo fim de semana, minha namorada me procurou para terminar o namoro.

_Ai, meu coisito, eu preciso de um homem mais… mais… mais loiro ao meu lado. Nessa temporada os loiros estão em alta… Mas você não vai ficar na depre e nem vai tentar se matar né, meu coisito?! Até porque eu sempre vou lembrar de você com muito carinho e a gente pode continuar sendo amigos. E, olha só, você pode continuar a vir na minha casa sempre que quiser ta bem, meu coisito?!

E com essas palavras, ela terminou comigo.

Sem nada mais, ou ninguém mais, para me impedir fui logo falar com a prima dela. Claro que ela achou estranho, afinal eu era o recente ex da prima dela. Mas ela também estava interessada e marcamos para jantar. Eu fui bem cara de pau e já no primeiro encontro pedi ela em namoro. E não é que ela aceitou! Bem ligeira ela também, né?

Seis meses depois nos casamos e fomos morar na África do Sul e trabalhar numa Ong de auxílio à crianças africanas aidéticas. Isso já faz 13 anos. E, acreditem, somos muito felizes. Quanto a prima dela, ou minha ex-namorada, a úlitma vez que nós a vimos foi há 2 anos no enterro da mãe dela (nossa tia), que morreu durante uma cirurgia para colocar silicone. É isso mesmo! Vai entender né?

(:|:)

6 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

Nomadéges era belo, elegante, descontraído. Tudo o que um príncipe herdeiro deveria ser. Mas ele só era príncipe e não herdeiro. Era o segundo dos 8 filhos do rei Hurpédio e da rainha Ságlora. Que majestavam com alegria o Reino das Alparcas Sobressalentes.

Estava ele certo dia sentado no jardim do palácio lendo um de seus livros preferidos, quando a carruagem do Conde Monthecí parou a uma certa distância. Nomadéges ficou observando com certa expectativa e com toda razão. Da carruagem desceu a linda filha do conde, a condessa Glérita, com um suntuoso vestido amarelo.

_Hei! Se é a mim que você procura, é aqui que eu estou!

Disse Nomadéges em alta voz. Glérita olhou para ele veio andando em sua direção. Nomadéges levantou-se e também foi ao encontro dela. Ao se aproximarem ele disse enquanto pegava sua mão:

_Você está cada vez mais linda!

Ela respondeu enquanto ele beijava as costas de sua mão com suavidade:

_E você está cada vez mais convencido!

Nomádeges levantou o rosto com um sorriso maroto.

_Quem disse que vim procurá-lo?

Ela disse e ele sorriu de novo:

_E não veio?

Dessa vez o risinho foi dela:

_Não. Vossa majestade, a rainha Ságlora, mandou me chamar.

Nomadéges franziu a testa curioso e Glérita logo emendou: _

Não sei o que ela quer. Então não me olhe assim. Só espero que você não tenha nada a ver com isso.

Ele fingiu ficar sério:

_Eu? E por que teria? Eu nada sei dos assuntos de minha mãe. Mas seja o que for que ela tenha para te dizer… você irá me contar, não é , Glérita?

Ela meio sem jeito tentou responder:

_Nomadéges, eu não sei  nem o que…

Nomadéges a interrompeu: _

_Ora vamos, Glérita! Eu sou seu melhor amigo. Não vai guardar segredos de mim não é?!

Glérita falou firme:

_Nomadéges! Como se atreve a me pedir isso? Se você quiser saber o que sua mãe tem para tratar comigo, pergunte você mesmo a ela!

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ouviu sua  mãe gritar da escadaria do castelo:

_Glérita, querida! Estou aqui! Venha de pressa!

Glérita foi em sua direção e Nomadéges lhe perguntou:

_Não vai ao menos se despedir?

Glérita parou, olhou para trás, deu um suspiro de reprovação para Nomadéges e continuou a caminhar ao encontro da rainha.

A rainha tinha uma voz tão aguda que Nomadéges, mesmo distante a ouviu elogiar Glérita:

_Ah! Você está radiante neste vestido amarelo!

Nomadéges, que caminhava de volta para sua cadeira de leitura finamente almofada com seda indiana, balançou a cabeça enquanto sorria, pois concordava plenamente com o elogio de sua mãe.

Sentou-se novamente, mas já não conseguia mais ler. A imagem do belo rosto de Glérita não saia de sua mente. Ficou ali por um tempo a imaginar o que sua mãe queria com ela. Nisso, viu uma bela plebéia surgir pelo lado da entrada do vale dos girassóis em direção à entrada dos criados do castelo. Ela carregava uma cesta nos braços, e outra dependurada em seus ombros, ambas repletas de girassóis. Deveria ser uma nova criada, pois seu rosto não era conhecido para ele.

Depois de um longo tempo, viu ao longe Glérita descer as escadas acompanhada de sua mãe, a rainha,  que a abraçava e lhe falava alguma coisa discretamente. Ao pé da escada a rainha a abraçou e se despediu com um beijo na face. Enquanto sua mãe voltava para dentro do palácio, Nomadéges ascenou para Glérita. Séria, ela mau meneou a cabeça para ele e subiu na carruagem. Nomádeges não gostou nada daquilo tudo; e ficou muito incomodado.

 Seja como for, na hora do almoço, Nomadéges não achou que seria uma boa hora para comentar algo com sua mãe. A mesa de 54 lugares estava repleta de girassóis que alegravam o salão nobre reservado somente para as refeições da família real. Assim, Nomadéges deduziu que não seria um almoço qualquer.

Todos estavam reunidos. O bondoso rei Hurpédio, a sábia rainha Ságlora, seus oito filhos: Binzíntio, Nomadéges, Aiú, Glorítides, Slópatra, Sonífeu, Ogrípio e Helecíncia; e o sobrinho neto da rainha, Trolísdipo.

_Meus queridos filhos, filhas e sobrinho… Eu e meu querido esposo, encarando a realidade de que já não somos mais tão jovens e percebendo a necessidade de preparar  nosso trono para o novo rei, queremos anunciar o grande noivado de Binzíntio que  deverá acontecer dentro de 6 meses!

 Nomadéges, mesmo sem entender o porquê, não gostou nada da notícia. Ficou tão desconfortável que mau entendeu o que seu irmão disse ao se levantar. Alguma coisa com não estar afeiçoado. Somente percebeu que a rainha Ságlora, sorriu para seu irmão com ternura e disse sabiamente:

_Mas até lá, estarás meu filho. Estarás.

Binzínio tomou seu lugar, enquanto todos levantavam suas taças para brindar o pronunciamento de um acontecimento tão importante. Em silêncio Nomadéges se perguntava: “Estará o que? Afeiçoado? Mas por quem?!” Um frio lhe percorreu a espinha quando a imagem do lindo rosto da jovem Glérita lhe veio a mente mais uma vez.

(:|:)

22 de abril de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | , , , , , , , , | Deixe um comentário

No.Reino.das.Alparcas.Sobressalentes.

Binzíntio era meio desligado, desajeitado, tímido. Mas, um bom rapaz. Era o príncipe herdeiro. O mais velho de 8 filhos do rei Hurpédio e da rainha Ságlora. Que majestavam com alegria o Reino das Alparcas Sobressalentes.

Estava ele certa manhã , cavalgando pelo jardim do pálacio com seus nobres cavaleiros da corte real, quando avistou o vale dos girassóis. Ao longe percebeu  uma jovem que colhia as belas flores amarelas. Desceu de seu cavalo e pediu que os outros o esperassem ali.

Aproximou-se meio sem jeito:

_Lindas flores não é?!

Comentou  Binzítio meio sem graça:

_Sim, pena que não são minhas.

Intrigado com a resposta continuou o diálogo:

_Se não são suas, porque está colhendo?

A moça olhou para ele desacreditada:

_Oras, este é  o jardim do rei. Você acha que eu poderia ser dona de um lugar assim?! Só estou colhendo as flores para ajudar minha vó que trabalha no pálacio. As flores são para a rainha. Hoje está muito quente e não me pareceu bem, que minha avó, já com a idade que tem, viesse colher as flores. Então eu vim no lugar dela. Além de tudo, carregar girassóis em grande quantidade não é lá um servicinho qualquer.

O jovem príncipe confuso com a enchurrada de palavras, olhava a donzela com os olhos arregalados. Ela olhou para ele espantanda:

_E tu? Que estas a me olhar com essa cara de tolo?

Ele meio sem jeito respondeu:

_Errr…Eu? Hã… Eu só estava passando por aqui…e vi você… e… eu… é… bem… pensei se não gostaria de ajuda.

A moça começou a rir:

_Ora, ora! Eu lá sou de aceitar ajuda de estranhos? E também, já  terminei o serviço. Preciso ir logo para o pálacio. A rainha quer a flores para a hora do almoço. Com licença, e passar bem.

Binzíntio ficou ali parado  a  observar a jovem que se afastava. Foi quando se deu conta de que eles nem se quer haviam  se apresentado.  O mais curioso ainda, é que se ela trabalhava no palácio, onde ele morava, porque nunca  a tinha visto antes?

Seja como for, na hora do almoço, a mesa de 54 lugares, estava repleta de girassóis que alegravam o salão nobre reservado somente para as refeiçoes da família real.

Todos estavam reunidos. O bondoso rei Hurpédio, a sábia rainha Ságlora, seus oito filhos: Binzíntio, Nomadéges, Aiú, Glorítides, Slópatra, Sonífeu, Ogrípio e Helecíncia; e o sobrinho neto da rainha, Trolísdipo.

_Meus queridos filhos, filhas e sobrinho… Eu e meu querido esposo, estando todos reunidos, e encarando a realidade de que já não somos mais tão jovens e percebendo a necessidade de preparar  nosso trono para o novo rei, queremos anunciar o grande noivado de Binzíntio que  deverá acontecer dentro de 6 meses!

Quando todos iriam aplaudir festivamente, Binzíntio levantou-se meio contrariado:

_O que?!… Noivado?!… Mamãe… isso é… é impossivel! Eu nem se quer estou afeiçoado.

Rainha Ságlora, sorriu para o filho com ternura e disse sabiamente:

_Mas até lá, estarás meu filho. Estarás.

Sem reação o rapaz tomou seu lugar, enquanto todos levantavam suas taças para brindar o pronunciamento de um acontecimento tão importante.

(:|:)

7 de abril de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Romances | , , , , , , , , | Deixe um comentário

.nunca.é.tarde.para.amar.

Senhorzinho já estava com 93 anos. Mas tinha o vigor dos 39. Fazia longas caminhadas, cuidava de sua casa, sua comida, suas roupas. E continuava a fazer o que sempre gostara: dar aulas. Professor paciente e exigente. Tirava o máximo de seus alunos. E seus esforços eram sempre recompensados.

Um dia o senhorzinho foi convidado para um almoço na casa de um de seus alunos. Quando chegou lá, se deparou com a bela silhueta de uma mulher de 87 anos. A bisavó de seu aluno. Todo encantado com a mimosa beleza da senhorinha se surpreendeu ao perceber que ainda era tempo de se apaixonar. Cheio de galanteios convidou senhorinha para um passeio no parque no fim de semana. Ela toda encantada com seus gracejos aceitou faceiramente.

Dia ensolarado, vento gostoso, os dois passearam pelo parque enquanto tentavam resumir suas vidas tão experientes. Entre uma risadinha e outra  eles se deram conta que não estavam assim tão velhos para amar, e que a idéia de viver seus ultimos anos com alguem especial a seu lado parecia agradavel.

Começaram a namorar. Uma surpresa para a família de ambos. Contudo uma surpresa agradável e inesperada. E assim a vida parecia ainda mais boa. No fim da tarde, nos dias que nao dava aula, o senhorzinho ia à casa da senhorinha e enchia uma bacia com água morna e lavava os pés da senhorinha massageando-os com cuidado. Já por outro lado a senhorinha escrevia bilhetinhos carinhosos e escondia nos bolsos da roupa do senhorzinho, que os encontrava em horas inesperadas no decorrer do seu dia fazendo-o rir de contentamento.

O senhorzinho sem dúvidas de sua afeiçao pediu a mão da senhorinha em casamento, que com um sorriso maroto disse “sim” sem pestanejar.A cerimonia seria numa sexta-feira de manha. Algo simples e sem formalidades, com a familia e alguns amigos.

Roupas a rigor. Sorriso nos lábios. Um dia agradável. Com direitos a flores e fotos, o senhorzinho e a senhorinha disseram “sim”  para a vida a dois naquela bela manha de sexta-feira. Mesmo parecendo tão imprevisível era uma família novinha de velhinhos que se formava. Tiveram um lindo dia de recem casados. Trocando beijinhos e carinhos.

No outro dia, senhorzinho morreu.

 

Fim!

(:|:)

26 de março de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

vira.o.balde.e.muda.a.história.

O menino era apaixonado pela menina! A menina era apaixonada por borboletas! As borboletas eram apaixonadas por flores.

 O menino fazia de tudo para alcançar o coração da menina. A menina fazia de tudo para alcançar uma borboleta. As borboletas procuravam flores.

Um dia a menina se cansou.

_As borboletas nao chegam perto de mim!

O menino queria mesmo chutar o balde!

_Já chega disso tudo!

Mas em um dia qualquer uma borboleta posou, nem na menina, nem no menino, mas sim no balde. Então o menino, ao invés de chutar o balde, o encheu de água e regou o jardim. Cuidou das flores, arrancou as ervas daninhas, adubou a terra, regou mais um pouco… Logo o jardim estava repleto de borboletas travessas que se deliciavam com tantas flores e eram irrestivelmente atraídas para aquele lugar.

Em um outro dia qualquer o menino convidou a menina para visitar seu jardim. As borboletas não só chegavam perto da menina como pousavam nela alegremente. Depois desse dia tudo mudou para eles.

As borboletas se apaixonaram pela menina! A menina se apaixonou pelo menino! E o menino? Ah sim! Ele fez faculdade de botânica!

Fim!

(:|:)

24 de março de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.era.outra.vez.

Era uma outra vez e esse mesmo joaninho estava sobrevoando um jardim. Lá de cima ele viu uma joaninha verde e se apaixonou por ela.

Entao ele voou até ela e ao se aproximar viu que a joaninha verde na verdade era um pedacinho da folhinha de uma árvore que uma formiguinha deixou no meio do caminho. (E isso já é outra história).

Conclusão, o joaninho foi ao oftamologista e precisou usar óculos fundo de garrafa! E nunca mais confundiu fucinho de porco com tomada!

 

Fim!

 

(:|:)

18 de março de 2009 Posted by | Animais Falantes, Romances | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.era.uma.vez.

Certo dia um joaninho estava apaixonado por uma joaninha. Ele pediu ela em casamento e ela disse não! Então eles viveram felizes para sempre.

 

Fim!

 

(:|:)

18 de março de 2009 Posted by | Animais Falantes, Romances | , , , , , | Deixe um comentário