JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.confissões.

Quem disse que o amor é feito de pétalas vermelhas?

Quem disse que não é?

Não sei, nunca amei com amor de mulher.

Sei que é cedo demais para assumir as responsabilidades de u mpuro e verdadeiro amor.

Seja por quem for.

P.E. 16 anos

(:|:)

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7 de fevereiro de 2010 Posted by | DiVaGaÇõEs | , , , , , | Deixe um comentário

.quem.sabe.?.

Alberto parecia distraído. Mas na verdade estava concentrado. Ele sabia o que devia fazer, mas lhe faltava coragem. Eram 16:50 e logo eles viriam para fora e ele teria que encará-la. Tantas coisas lhe passavam pela cabeça. Como seria a reação dela? Será que ele conseguiria falar? Será que ela iria querer ouvir? Quem sabe?

Ele estava apreensivo. Esgueirou-se para mais perto do portão. Tentava ensaiar um discurso, mas sabia que não iria funcionar. Pensou em ir embora várias vezes. E se ela nem olhasse para ele? E se ela o odiasse mais ainda? E se…? E se…? Quem sabe? Eram tantas perguntas. Ele suava frio. Estava ofegante.

18 horas! O sinal tocou e Alberto respirou fundo. Era agora ou nunca. Não havia mais escapatória.

As crianças começaram a sair do prédio frenéticas. As menores corriam para encontrar seus pais lá fora. As mais velhas saiam caminhando mas numa algazarra incontida. Era sexta-feira e o final de semana prometia um calor digno de praia.

Contudo, Alberto não pensava em nada disso. Só conseguia olhar assustado de um lado para outro procurando por ela. Aquela por quem ele daria a vida. Aquela que era o grande e único amor de sua vida.

Então ela surgiu. Linda. Cabelos loiros brilhantes, presos pretenciosamente num rabo de cavalo impecável. Ela vinha com uma colega, riam de alguma coisa. Um beijo na face e se separaram. A colega foi para um lado e ela foi para o outro. O outro lado onde estava Alberto a esperá-la. Mas ela ia distraída, queria logo chegar em casa e iria passar direto se ele não a chamasse. Quase lhe faltou coragem, mas ele o fez:

_ Albertina!

Ela parou. Viu Alberto bem ao seu lado. O sorriso se perdeu. O maxilar ficou firme, tenso, expressão séria. Ficou muda.

_ Oi Tina.

Ela engoliu em seco, ele também. Ela ficou imóvel, ele se mexia nervoso.

_ Eu… Errr… Não sei se foi uma boa idéia. Sei que já fazia tempo, desde a última vez. Mas eu precisava vê-la para contar que..

_ Você está sóbrio pelo menos?

Ela perguntou secamente, sem rodeios, sem voltas, sem pudor.

_ Claro. Eu jamais faria isso… Outra vez. Eu mudei muito e até já…

_ O que você quer?

Alberto estava ficando mais nervoso. As coisas estavam tomando um rumo mais difícil do que ele pensava. Mas tentou se manter firme.

_ Eu quero contar que já faz 11 meses e 12 dias que não bebo, e já faz 5 meses que consegui um emprego. Aluguei um apartamento e consigo manter ele limpo e organizado, e… Olha, minhas unhas estão sempre cortadas e limpas agora.

Albertina não disse nada, mas sua expressão suavizou.

_ Não sei se isso faz alguma diferença pra você, mas…bem… Pelo menos você não precisa mais ter vergonha de ter um alcoólatra por perto.

_ Preciso ir, Alberto. É só isso?

_ É. Na verdade não. Tina, eu queria te convidar para almoçar comigo na quinta. É meu dia de folga e eu pensei, se, talvez…

_ É seu aniversário, Alberto.

_ É, também tem isso. Você não esqueceu, eu pensei que…

_ O que você quer de presente, Alberto?

_ Nada. Só quero você, Tina.

Albertina respirou fundo. Ela não esperava nada daquilo em plena sexta-feira. Apesar de estar assutada com o repentino surgimento de Alberto, no fundo, estava feliz. Queria abraça-lo, beijar-lhe a face, mas seu orgulho era maior que sua vontade no momento. Alberto cortou o silêncio:

_ Então eu te pego em casa…

_ Não. A gente se encontra no “El Cheff” às 11 horas de quinta.

_ Ah, sim. Se for melhor pra você. Claro!

_ Ótimo.

Albertina deu alguns passos para ir. O riso guardado lá dentro, a alegria bem contida dentro de si. Alberto estava pasmo, e mais que feliz. Realiazado. Satisfeito. Mas ainda faltava algo, por isso não deixou de tentar.

_ Albertina!

Ela voltou-se já há alguns metros de distância.

_ Obrigado… Ah! Quem sabe, até lá, você possa me chamar de pai outra vez.

Ela deu de ombros e respondeu:

_ É. Quem sabe?

Albertina virou-se outra vez e continuou caminhando. Alberto se sentia nas nuvens. O “talvez” era o melhor presente de aniversário que ele já havia recebido de sua preciosa filha.

(:|:)

9 de dezembro de 2009 Posted by | Família, Realidade | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário