JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.poema.de.despedida.

Mui em breve, logo, logo,

nessa doce e pura água

Com alegria eu afogo

essa errante e triste mágoa.

 

Que aperta o coração

e não me deixa viver,

Me enche de ilusão

e  me faz perecer!

 

Num mastro, com um nó,

uma corda eu coloco.

Sem saber bem porquê

aos poucos me sufoco.

 

Louco e impensante,

de tanto beber eu giro.

Depois vou para rua,

e de baixo de um burro me atiro.

 

“Agora vou morrer,

pois não tenho mais fé!”

Então tiro meu sapato

e cheiro meu chulé.

 

Me afogo e tento

me sufocar.

E depois de tudo isso

não consigo me matar!

 

E já sem esperança,

do mundo me despeço.

Mas não chores por mim, querida,

pois amanhã recomeço!

(:|:)

10 de fevereiro de 2010 Posted by | Obsessivos, Psicóticos | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.fagulha.de.um.desejo.

Hoje sonhei com você novamente. Aquele vestido azul de seda estava todo amarrotado e você nem aí pra isso, como sempre. Eu chegava bem perto de você, tão perto que podia sentir o cheiro do seu cabelo, tão perto que podia tocar seus lábios com os meus. Mas você não deixou. Você correu, correu muito, correu pra bem longe. Simplesmente fugiu. Queria te ter perto, mas nem em sonhos isto parece possível.

(:|:)

12 de dezembro de 2009 Posted by | Fantasia | , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.café.da.tarde.

Primeiro, antes de tudo você prepara o pão. Você pega a nata pasteurizada. Se você é canhota como eu, você passa com  a mão esquerda para ficar bem espalhado o creme pausterizado, sem nenhum vestígio… E se você ainda nao estiver contenta, isso contenta,  você pode passar um doce de banana… Ok!  Você deixa o pão descansar enquanto você prepara o café especial. Você pega uma colher de café especial e três de açúcar, assim, coloca na xícara… E se você quer o café bem cremoso você coloca um pouquinho só de leite quente, de preferência, e então você bate… Bate, bate, Bate! Ele está marrom e ele vai ficar uma cor assim… meio amarelada. Olha! Você pode ver que ficou uma cor de… de… cocô de criança. HEHEHE! Ok! O pão descançou, você fez o creme do café, e agora você vai colocar o leite bem quente… Isso! Você pode ver que a fumaça é visível… Você mexe ao seu gosto e está pronto o café das três e meia da tarde em ponto. Isso… Daí você pode cortar o pão para não comer o pedaço inteiro porque é muito feio. Principalmente se voce é canhota, você pode cortar com a mão que você tem mais habilidade… Então, bom apatite para todos.

(:|:)

28 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.fechem.as.cortinas.e.abram.os.fornos.

Todos aplaudiram de pé. Com gritos de “bravo”, ele foi aclamado pela platéia. Fez uma breve reverência, acenou para todos e deixou o palco antes que as cortinas se fechassem totalmente.

Deitou-se no sofá de couro do seu camarim. Mal conseguiu remover toda a maquiagem. Estava exausto. A diretora da peça queria falar com ele, por isso entrou sem bater:

_Olívio? O que faz aí? Todos querem vê-lo, cumprimentá-lo. Ande! Levante-se daí! O que é isso? Você nem tirou essa maquiagem? Vamos logo!

_Deixe-me aqui.

_De jeito nehum! A peça foi um sucesso, e você um espetáculo a parte! Seu desempenho está melhor em cada apresentação! Vamos, Olívio, levante-se! Vou informar a todos que você irá recebê-los. Venha logo!

Olívio levantou-se arrastado. Removeu a maquiagem que lambusava seu rosto. Ficou um tempo a se observar no espelho. Estava mesmo abatido. Suspirou fundo e saiu do camarim.

A sala de recepção para convidados estava repleta de fãs, conhecidos, amigos e alguns familiares de Olívio. Todos o receberam com aplausos. Sua mãe foi a primeira a lhe dar um abraço cheia de lágrimas nos olhos. Depois dela ele só lembrava de frases soltas, todas o elogiando:

_Você foi ótimo Olívio!

_Oh, Olívio! Você nasceu para os palcos, nasceu para brilhar!

_Olívio, é uma honra conhecê-lo pessoalmente. Sou sua fã desde a “Cavalgada das Válquirias”. Acompanho todos os trabalhos. Não perco nenhum!

_Estou tão emocionado. Nunca vi um ator tão vivo em cena. Tão presente.

_Olívio, o que foi aquilo? “Entregarei-me à liberdade, mesmo sendo prisioneiro dela!” Foi a interpretação mais tocante que já vi!

_Obrigado por compartilhar seu grande talento conosco!

_Ai Olívio! Me dá um autógrafo? Essas flores são pra você!

A quantidade de palavras bajuladoras parecia não se esgotar. Olívio manteve-se firme  até o fim. Se mostrou acolhedor até o último abraço. Respondeu todas as perguntas. Agradeceu todos os elogios. Sorriu para todas as fotos. Recebeu com gratidão todas as flores.

Quando tudo terminou, voltou para o camarim. Trocou-se. Olhou-se no espelho por mais um tempo enquanto tomava coragem. Por fim, procurou a diretora do espátaculo para dar a notícia. Estava decidido.

_O que? Você está louco, Olívio?

_Talvez esteja.

_Você não pode fazer isso! Não pode deixar a peça, não pode deixar os palcos. Você é uma estrela. Não pode largar sua carreira!

_Não vou deixar, já deixei! Não tem volta.

***

Os tablóides anunciavam a notícia. Olívio desistira da carreira de ator. Ninguém conseguia acreditar. Nenhuma razão justificável havia sido encontrada para tamanha atrocidade. Olívio tinha sucesso, fama, dinheiro, fãs, estabilidade profissional e largara tudo aquilo para voltar a ser padeiro. Profissão que exercera por muito tempo até ser descoberto pela vizinha, que o viu um dia interpretando Rei Lear enquanto sovava um pão de milho.

Apesar de todos tentarem persuadir Olívio a voltar atrás em sua decisão, ele não se deixou levar pelas críticas que o arrasavam. Ele não dava muitas explicações, pois sabia que poucos entederiam o verdadeiro motivo dele ter abandonado a carreira de ator.

***

Olívio retirou os últimos pães do forno. Sorriu enquanto respirava fundo e deixava o aroma dos pães recém assados penetrarem as narinas. Isso fez ele se sentir realizado. Sim! Realização! Fama nenhuma lhe dava tamanha satisfação. Interpretação nenhuma o enchia de tanto contentamento.

Olívio voltou a ser padeiro. E mesmo sem aplausos isso, para ele, era tudo.

(:|:)

19 de maio de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.feliz.ano.novo.

Era véspera de ano novo.  A cidade estava desértica, as ruas vazias. Um verdadeiro tédio. Todos, ou a grande maioria da qual eu não fazia parte, estava na praia. Era por volta das 10 e 15 da manhã e lá ia eu comprar algumas coisas no mercadinho da rua de atrás. Não gostava de comprar lá. Não tinha muitas variedades. Mas era o único lugar que estava aberto e onde eu poderia arranjar algumas coisas para o jantar do revellion. Então, lá fui eu.

Atravessei a rua e entrei pela porta ranjenta do mercadinho. Estava vazio. Ao menos parecia estar. Só havia um caixa à direita, mas também não havia ninguém nele. “Devem estar no depósito”, pensei comigo. Peguei uma cestinha e fui para a segunda prateleira à esquerda. Tudo era meio apertadinho e eu me sentia sufocada. Peguei logo o que precisava ali e fui para outra prateleira. Não tinha o que eu queria e fui para outra. Mais alguns enlatados ali… e… hum… “Que cheiro horrivel!” Falei num cochicho. Meu estômago embrulhou de um jeito que fui rapidamente para a última prateleira. O cheiro era tão ruim que nem conseguia me concentrar direito no que precisava pegar. Coloquei tudo de uma vez na cestinha e fui para o caixa.

Lá o cheiro era ainda mais forte e nauseante. Parecia algo podre. E… o pior! Ninguém vinha me atender. Das duas uma: ou estavam tentando limpar a sujeira que causava aquele odor insuportável, ou estavam no banheiro vomitando por causa dele. Só que não dava mais para suportar. Chamei alto, quase num grito:

_Hei! Tem alguém aí?

Me debrucei um pouco no balcão para espiar pela portinha do depósito que estava entreaberta. Foi quando o que vi no chão, atrás do balcão, me deixou completamente horrorizada.

Um senhor, já de certa idade, estava estirado de bruços no chão em uma possa de sangue. Sua cabeça estava esmiuçada, com buracos no crânio. E pelo que parecia, estava ali há alguns dias. Quase vomitei! Fiquei atônita! Por um momento meu estado de choque foi tão grande que não soube o que fazer ou para onde ir. Corri para fora da loja. Precisava respirar um ar saudável. Meu sistema nervoso ficou tão alterado que lágrimas corriam pelo meu rosto e eu respirava ofegantemente.  Fique descontrolada e trêmula. Tentei me acalmar. Respirei fundo. Fui ao orelhão bem na frente do mercado e liguei para a polícia.

Em 18 minutos uma viatura estacionou em frente ao mercadinho. Dois policiais desceram da viatura. Um entrou direto na loja e o outro veio em minha direção, no banco de madeira onde eu estava tensamente sentada.

_Você quem fez a ligação?

Balancei a cabeça afirmativamente.

_Fique calma certo? Vamos averiguar o que houve aqui. Precisaremos do seu depoimento.

Balancei a cabeça consentindo outra vez.  O outro policial voltou e indo ao direção do carro disse :

_Vou chamar reforços. A coisa foi mais feia do que pensamos.

 Nisso alguns poucos curiosos começaram a aparecer. O policial foi em direção deles para impedir que se aproximam-se, e tentando explicar o que havia acontecido. os afastava educadamente.

Eu estava em estado de choque. Totalmente entorpecida, a imagem do  homem morto com os miolos expostos no chão, fez minha cabeça girar e meu estômogo estremecer. Senti um calafrio e desmaiei.

(:|:)

24 de abril de 2009 Posted by | Assassinatos | , , , , , , , , | Deixe um comentário