JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.virou.salada.

Era uma vez uma cebola redonda e feliz.

Mas ela fazia as pessoas chorarem. Isso não era bom.

Então, um dia, fizeram picadinho dela.

Virou salada.

(:|:)

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23 de agosto de 2009 Posted by | Assassinatos, Realidade | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.na.calada.da.noite.

Quando a menina desligou a televisão todos já estavam dormindo. Ela perambulou pela casa escura ainda insone. Desceu as escadas e sentiu um friozinho pelo corpo. Lá fora ventava muito e tudo parecia mais silencioso que o normal.

Foi até a cozinha e abriu a geladeira. Nada parecia lhe agradar. Foi então que ouviu um ruído vindo da sala. Andou devagar e silenciosamente pela porta lateral.

_Tem alguém aí? … Pai? … Lucy? … Erik? … Quem tá aí?

Ninguém respondeu. Achou que devia ser coisa de sua cabeça. Mas quando virou-se para voltar à cozinha viu um vulto passando pelo outro lado da escada indo direto para a porta do porão.

_Hei! Eu te vi! Pode aparecer! Quem é você? O que você quer aqui?

Mesmo com medo ela foi cautalesomente em direçao à escada. Tudo parecia arrepiante e meio fora da realidade. Ela pensou estar sonhando. Ficou  meio confusa. Chegou em frente à porta do porão. Estava entreaberta. O que fazer? Deveria entrar? Quem estaria lá? Seria seguro ou perigoso? Deveria chamar alguém ou entrar ali sozinha?

Abriu a porta devagar. A luz do porão não ascendeu. Achou estranho. Desceu as escadas com cuidado. Sentiu que havia mais alguém ali. O ar estava diferente. Foi aí que se arrependeu do que estava fazendo. Mas já era tarde demais. A porta se fechou e ela  sentiu mãos quentes a segurá-la. Tentou gritar mas não conseguiu.

Depois disto, 5 anos se passaram e ninguém nunca mais a viu. Como eu sei disso? Bem, se eu te contasse você também desapareceria na calada da noite.

(:|:)

13 de julho de 2009 Posted by | Fantasia, Psicóticos | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.pés.suspensos.

_Menina, desce já daí!

Li desceu da árvore desajeitadamente e correu para dentro de casa. Entrou pela porta da cozinha e assentou-se à mesa. Leonor tirou o bolo de fubá do forno colocando-o sobre a mesa e olhou para ela.

_Pensa que não sei que você estava trepada naquela árvore?! Não disfarça menina!

Li olhou para a mãe com um semblante de culpa. Enrrugou um pouco a testa esperando a bronca que ouviria. A mãe, contudo, suavizou a expressão e as duas caíram na gargalhada. Leonor puxou uma cadeira e sentou próximo a filha.

_Ai Li! Só você mesmo para ter essas idéias. É perigoso você se pendurar lá no alto. Você tem somente 8 anos. E aquela árvore é alta demais. Não sei o que tanto você faz lá em cima.

Leonor cortou um pedaço do bolo que ainda fumegava. Colocou o pedaço em um pires e entregou para Li. Olhou nos oslhos da filha mais uma vez e continuou seu discurso de mãe protetora:

_Vamos fazer o seguinte. Você não se pendura mais no alto da árvore e eu lhe dou o brinquedo que você quiser. Que tal?

Li balançou a cabeça afirmativamente. Com um sorriso suave e um olhar peralta a menina disse:

_Eu quero um balanço. Um balanço bem no alto da árvore.

_Sua espertinha!

Mas, não teve jeito. Tarso, o pai da menina, providenciou o balanço. Ele ficou realmente alto. Li precisava ficar na ponta dos pés para conseguir subir nele. E pediu ao pai que conforme ela fosse crescende ele fosse subindo o balanço para que ela sempre tivesse que ficar na ponta dos pés para subir nele.

Coisa de menina. Coisa de criança. Talvez seu Tarso e dona Leonor nunca entenderiam a inteção da filha. Mas Li era assim. Sonhadora. Tudo o que ela queria era ficar com os pés suspensos para balança-los do alto. Pois assim tinha a impressão de estar mais perto do céu do que da terra. Tinha a sensação de estar voando.

Ela voaria se pudesse. Mas não podia. Então queria ficar sempre no lugar mais alto,  com os pés suspensos, com os cabelos dançando ao vento, e com os braços abertos.

E quando ela cresceu muita coisa mudou. Ela até se mudou da fazendo onde crescera. Mas nunca deixou de ser sonhadora. E de pensar que, um dia talvez, ela conseguiria voar. Então a primeira coisa que fazia quando ia a fazenda, era correr até o balanço. Ficar na ponta dos pés para subir nele era ainda uma delílica. Sorrindo, ela deixava o vento beijar sua face e afagar seus cabelos, abria os braços, e balançava os pés, que mesmo depois de adulta, ainda ficavam suspensos no vai e vem do balanço.

(:|:)

31 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano, Família | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.café.da.tarde.

Primeiro, antes de tudo você prepara o pão. Você pega a nata pasteurizada. Se você é canhota como eu, você passa com  a mão esquerda para ficar bem espalhado o creme pausterizado, sem nenhum vestígio… E se você ainda nao estiver contenta, isso contenta,  você pode passar um doce de banana… Ok!  Você deixa o pão descansar enquanto você prepara o café especial. Você pega uma colher de café especial e três de açúcar, assim, coloca na xícara… E se você quer o café bem cremoso você coloca um pouquinho só de leite quente, de preferência, e então você bate… Bate, bate, Bate! Ele está marrom e ele vai ficar uma cor assim… meio amarelada. Olha! Você pode ver que ficou uma cor de… de… cocô de criança. HEHEHE! Ok! O pão descançou, você fez o creme do café, e agora você vai colocar o leite bem quente… Isso! Você pode ver que a fumaça é visível… Você mexe ao seu gosto e está pronto o café das três e meia da tarde em ponto. Isso… Daí você pode cortar o pão para não comer o pedaço inteiro porque é muito feio. Principalmente se voce é canhota, você pode cortar com a mão que você tem mais habilidade… Então, bom apatite para todos.

(:|:)

28 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.fechem.as.cortinas.e.abram.os.fornos.

Todos aplaudiram de pé. Com gritos de “bravo”, ele foi aclamado pela platéia. Fez uma breve reverência, acenou para todos e deixou o palco antes que as cortinas se fechassem totalmente.

Deitou-se no sofá de couro do seu camarim. Mal conseguiu remover toda a maquiagem. Estava exausto. A diretora da peça queria falar com ele, por isso entrou sem bater:

_Olívio? O que faz aí? Todos querem vê-lo, cumprimentá-lo. Ande! Levante-se daí! O que é isso? Você nem tirou essa maquiagem? Vamos logo!

_Deixe-me aqui.

_De jeito nehum! A peça foi um sucesso, e você um espetáculo a parte! Seu desempenho está melhor em cada apresentação! Vamos, Olívio, levante-se! Vou informar a todos que você irá recebê-los. Venha logo!

Olívio levantou-se arrastado. Removeu a maquiagem que lambusava seu rosto. Ficou um tempo a se observar no espelho. Estava mesmo abatido. Suspirou fundo e saiu do camarim.

A sala de recepção para convidados estava repleta de fãs, conhecidos, amigos e alguns familiares de Olívio. Todos o receberam com aplausos. Sua mãe foi a primeira a lhe dar um abraço cheia de lágrimas nos olhos. Depois dela ele só lembrava de frases soltas, todas o elogiando:

_Você foi ótimo Olívio!

_Oh, Olívio! Você nasceu para os palcos, nasceu para brilhar!

_Olívio, é uma honra conhecê-lo pessoalmente. Sou sua fã desde a “Cavalgada das Válquirias”. Acompanho todos os trabalhos. Não perco nenhum!

_Estou tão emocionado. Nunca vi um ator tão vivo em cena. Tão presente.

_Olívio, o que foi aquilo? “Entregarei-me à liberdade, mesmo sendo prisioneiro dela!” Foi a interpretação mais tocante que já vi!

_Obrigado por compartilhar seu grande talento conosco!

_Ai Olívio! Me dá um autógrafo? Essas flores são pra você!

A quantidade de palavras bajuladoras parecia não se esgotar. Olívio manteve-se firme  até o fim. Se mostrou acolhedor até o último abraço. Respondeu todas as perguntas. Agradeceu todos os elogios. Sorriu para todas as fotos. Recebeu com gratidão todas as flores.

Quando tudo terminou, voltou para o camarim. Trocou-se. Olhou-se no espelho por mais um tempo enquanto tomava coragem. Por fim, procurou a diretora do espátaculo para dar a notícia. Estava decidido.

_O que? Você está louco, Olívio?

_Talvez esteja.

_Você não pode fazer isso! Não pode deixar a peça, não pode deixar os palcos. Você é uma estrela. Não pode largar sua carreira!

_Não vou deixar, já deixei! Não tem volta.

***

Os tablóides anunciavam a notícia. Olívio desistira da carreira de ator. Ninguém conseguia acreditar. Nenhuma razão justificável havia sido encontrada para tamanha atrocidade. Olívio tinha sucesso, fama, dinheiro, fãs, estabilidade profissional e largara tudo aquilo para voltar a ser padeiro. Profissão que exercera por muito tempo até ser descoberto pela vizinha, que o viu um dia interpretando Rei Lear enquanto sovava um pão de milho.

Apesar de todos tentarem persuadir Olívio a voltar atrás em sua decisão, ele não se deixou levar pelas críticas que o arrasavam. Ele não dava muitas explicações, pois sabia que poucos entederiam o verdadeiro motivo dele ter abandonado a carreira de ator.

***

Olívio retirou os últimos pães do forno. Sorriu enquanto respirava fundo e deixava o aroma dos pães recém assados penetrarem as narinas. Isso fez ele se sentir realizado. Sim! Realização! Fama nenhuma lhe dava tamanha satisfação. Interpretação nenhuma o enchia de tanto contentamento.

Olívio voltou a ser padeiro. E mesmo sem aplausos isso, para ele, era tudo.

(:|:)

19 de maio de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.mata.o.rato.cristina.!.

_Olhe Cristina! Olhe bem ali debaixo… O que é aquilo?

_Não sei… Um rato?!

_AAAAAAAAAAAA!!!

_Sai de cima dessa cadeira, Paulina! Deixa de ser escandalosa!

_AAAAAAA!!! Um rato! Um rato! Mata ele Cristina! Mata ele!

_Ai solta meu braço! Eu não! Não vou matar o rato! Tá louca? Eu também tenho medo!

_Mas eu não tenho medo. Eu tenho pavor!!! AAAAAAA!!!! Ele se mexeu!!! Mata ele, pelo amor da minha vida, Cristina! Mata o rato!

_Pára de chorar Paulina! Não exagera! Credo! Deixa ele lá e pára de gritar, desse jeito você assuta ele. Desse da cadeira, tá parecendo uma maluca.

_Eu não saio daqui enquanto você não mata aquele rato! Cristina, ele vai atacar a gente! Por favor, mata o rato, Cristina! Mata o rato!

_Ai, Paulina!!! Me larga! Que droga! Você é muito sem noção hein? Eu não vou matar rato nehum! Se você quiser mata você, oras! Ou então fica aí nessa cadeira pra sempre. Eu tenho mais o que fazer!

_Cristina onde você vai? Volta aqui! Não me deixa aqui sozinha com esse rato!!! AAAAAAAAAAA!!! Ele se mexeu de novo!!! Cristina!!! Cristina!!! Volta aqui e mata o rato!!! Por favor, mata o rato… AAAAAAAAA!!! Cristina!!!

(:|:)

17 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , | Deixe um comentário