JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.a.velha.fofoqueira.

“O menino correu do outro lado da plataforma para cá. Eu bem vi. Ele queria alcançar a menina do outro lado. Mas acho que ela não deu muita bola pra ele, não; porque ele chamou por ela e ela deu uma olhadinha pra trás e só. Continuou a caminhar no mesmo ritmo. Ele teve que se apressar mais para alcançá-la. Acho que no fundo, no fundo, ela estava gostando daquela atenção. Isso foi ali. Eu bem vi.”

(:|:)

19 de janeiro de 2010 Posted by | Cotidiano | , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.menino.e.o.eco.

Do alto da motanha o menino gritou:

_Oláaaaa!!!

E ouviu o Eco responder:

_Lá, lá, lá!!!

Ficou intrigado e perguntou:

_Quem fala comigoooo???

E o Eco não deixou de dizer:

_Migo, migo, migo!!!

E até hoje o menino não consegue saber se o Eco é aMigo ou iniMigo.

(:|:)

17 de setembro de 2009 Posted by | Fantasia | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.ser.adulto.

Sim! O menino não queria crescer. Ele não era Peter-Pan, nem pretendia ser. Ele só queria continuar sendo um menino. Pra sempre e por toda vida.

Mas, ele cresceu. Porque a vida é assim. E agora ele trabalha, paga as contas, vive estressado. Já faz muito tempo que ele não sabe o que é ser criança. Na verdade ele nem lembra que também já foi uma.

(:|:)

6 de agosto de 2009 Posted by | Cotidiano, Realidade | , , , , , | Deixe um comentário

.04.de.julho.de.2001.

Ele era um rapaz legal. Na verdade o único amigo que fizera durante seis meses.

As meninas não se aproximavam de mim. Nunca havia conversado com nenhuma garota do meu colégio. Não que as oportunidades nunca surgissem, porque vez ou outra apareciam. Mas as “conversas” consistiam em cinco ou seis palavras de ambas as partes. Sempre que elas descobriam que ele era meu amigo inventavam uma desculpa e saiam de fininho.

Mas isso não importava pra mim. Ele era um rapaz legal. Era meu melhor amigo. Meu único amigo. Às vezes quando caminhávamos juntos pela ruas ruas da cidade, as pessoas nos olhavam de atravessado e cuchichavam coisas sobre nós. Isso me irritava. Ele sempre percebia e perguntava:

_ Você quer ir pra casa?

E eu sempre respondia:

_ Não.

Depois disso havia sempre silêncio entre nós. Então quando eu não aguentava mais de tanta raiva ele perguntava:

_ Você não se importa em ser minha amiga?

_ Não – Eu dizia.

Entretanto em uma dessas caminhadas quando ele fez essa pergunta e eu como de costume dei minha resposta, ele me disse algo inesperado:

_ Você é a única amiga que eu já tive em toda minha vida!

Me emocionei. Comcerteza eu teria dito a mesma coisa se não fosse uma lágrima que quase escapou dos meus olhos. Fiquei sem saber o que dizer. Naquele momento percebi que ele era muito mais que um amigo, era um anjo. Era alguém especial que Deus havia colocado em minha vida.

Ele sabia da minha vida inteira e me conhecia perfeitamente. Eu, no entanto, mal sabia seu sobrenome. A vida dele era um mistério para mim.

Quando tive que ir embora me entristeci muito. Vi uma tristeza profunda em seus olhos quando lhe contei. Os risos e alegrias que até então ele sempre deixara transparecer,  em seu rosto não mais se via. Ele com os olhos cheios de lágrimas olhou para mim e disse:

_ Eu amo você!

Beijou minha mão e depois levantou-se. Deu alguns passos, olhou para trás e disse adeus. Nunca mais o vi. Fui embora e nunca mais o vi. Ele sumiu de repente. Talvez fosse mesmo um adeus eterno. Semvolta. Choro sua lembrança! Choro esse amor perdido. Mas sei que se ainda estiver vivo, voltará para mim!

(:|:)

 

8 de julho de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.fato.e.o.assunto.

É claro que ninguém queria falar sobre o fato. Têm coisas que devem ficar esquecidas pra sempre, nas gavetas obscuras dos corredores escondidos da mente daqueles que sabem a verdade. Existem fatos que não devem ser mencionados quando uma família feliz está sentada à mesa. Tem calamidades que precisam ficar no passado e nunca mais voltar para o presente.

Ninguém queria falar sobre o fato. Mas, o assunto estava entre todos. Dormindo com eles. Comendo com eles. Vivendo com eles. O assunto tinha cor, nome e idade. O assunto olhava nos olhos de cada um pedindo justiça. O assunto não falava sobre o fato. Na verdade , o assunto não falava sobre nada. Porque até tocarem nele, ele nem era um assunto. Mas, depois do fato, ele se tornara o assunto.  E a presença dele incomodava. O fato dele ter se tornado o assunto por causa do fato, era incoveniente.

Sim. Todos disfarçavam. Mudavam de assunto, principalmente quando o assunto chegava. Jamais falavam sobre o fato com o assunto. Queriam tocar a vida. Queriam pensar em outras coisas e também em outros fatos, mesmo sabendo que o assunto nunca mudaria. Mas, preferiam assim. O que a sociedade iria dizer? Preferiam abafar o fato, para não serem assunto no jornal da cidade. Estavam dispostos a chantagear e ameaçar o assunto caso ele falasse sobre o  fato. Mas o assunto estava traumatizado demais para falar sobre qualquer coisa, e até mesmo para entender que por causa do fato ele se tornara o assunto.

Claro que ninguém queria que o fato tivesse acontecido. Mas o fato já era fato. Era um fato muito triste. Mas se o fato viesse à tona, seria mais que triste. Seria um vexame, uma vergonha, um escândelo. Silenciar o assunto, mesmo sem resolver o fato, era mais conveniente para aqueles que detinham o poder.

E também, todos preferiam acreditar que, com o tempo, o assunto esqueceria do fato. E assim, todos seguiriam sorridentes, sem nunca mais tocar no fato, mesmo convivendo com aquele que era o assunto. Pois para eles, fatos como aquele não deveriam ser mencionados para não comprometer a reputação daquele que sustentava o assunto, e que o assunto chamava de pai.

Plínio Moraes de Paula, 6 anos de idade: o assunto. Pedofilia: o fato.

É mais cômodo se calar. E é imprescíndivel se calar quando o assunto está dentro da sua casa. Afinal, ninguém quer ir aos domingos visitar o papai na prisão. Isso seria desgastante, vergonhoso e traria desunião e ruína para uma família tão unida e politicamente correta. Ademais, um dia, Plínio, cresceria, se tornaria um homem, e iria entender que proteger o pai teria sido necessário para a carreira política dele. Sim. Plínio entenderia quem mesmo sendo o assunto, esquecer o fato, teria sido a melhor escolha da toda a família.

E a justiça? Ah, deixem que ela durma confortavelmente dentro de uma das gavetas obscuras dos corredores escondidos da mente daqueles que conhecem a verdade.

E não se fala mais neste assunto!

(:|:)

2 de junho de 2009 Posted by | Família, Realidade | , , , , , , | Deixe um comentário

.o.idiota.

Era por volta das 18 horas. Milena desceu a rua que levava à alameda principal. O dia parecia cinzento igual a cor das paredes sujas de sua escola quando era criança. Por algum motivo teve vontade de sair correndo, mas não o fez.  Apertou forte o convite que levava na mão direita, virou a esquina e “BUM”! O garoto vinha muito rápido numa bicleta e não teve tempo de frear. O resultado foi a trombada dos dois em plena calçada. Ele pendeu para o lado esquerdo da bicicleta mas conseguiu se apoiar com o pé. Ela não teve tempo nem de pensar e já estava no chão.

_Oh! Desculpa aí!

O menino falou meio sem graça sem nem olhar para ela direito. Milena estava tão assutada que nem conseguiu responder.

_Tá tudo bem moça? Você se machucou?

Milena ainda nao tinha reação. Por fim o menino desceu da bicicleta e a apoiou num poste, depois  se agachou perto dela. Chacoalhou de leve seu ombro esquerdo.

_Hei moça! Tá tudo bem?

Por fim ela voltou a si, como que num susto. Olhou em volta. Alguns olhares curiosos os observavam. Abriu a mão que levava o convite, com o susto ela o apertara tão forte que ele estava todo amassado; igual dinheiro de bebâdo dentro do bolso. Por fim seus olhos se encontraram com os do menino. Milena não entendeu bem o friozinho que sentiu na barriga, quando ele lhe remeteu um sorriso tímido e preocupado.

_Seu idiota!

Foi tudo o que ela conseguiu dizer, e nem entendeu porquê. Ele tirou a mão do ombro dela assustado com a reação ríspida da jovem. Meio atrapalhada ela se ergueu e ficou de pé enquanto limpava sua roupa. O menino, meio sem jeito, ficou de pé também e olhou firme para ela:

_Me desculpe mais uma vez. Estava tão distraído que… nem vi.

_Por causa da sua distração meu traseiro está doendo muito. E veja, o pneu da sua bicleta ralou minha perna!

Ela disse puxando um pouco o vestido e expondo o arranhão na perna esquerda. Mais uma vez ele ficou sem graça.

_Posso te levar numa farmácia.

_Seu idiota! Estou atrasada!

_…

_Anda! Me leva nessa sua bicicleta.

_Pra farmácia?!

_Claro que não, idiota! Me leva para o teatro municipal. É a estréia do meu namorado. Nem sei como vou conseguir ficar sentada durante uma hora com a bunda doendo desse jeito!!!

_Sinto muito.

_Acredite, eu estou sentindo muito mais!

_…

_Anda logo! Deixa eu subir aí. E nada de andar distraído dessa vez. Eu tenho que chegar lá viva!

_Tá.

_Vai logo, idiota!

Ele subiu na bicleta e Milena  foi de pé em cima do apoio que ficava bem no eixo do pneu de trás, feito justamente para isso. A cena era engraçada. Ele todo moleque levando uma donzela, toda esbelta em seu vestido cor de pêssego em pé na parte de trás da bicicleta, apenas se apoiando no ombro dele.

Ele tentou ficar calmo e pedelar com toda cautela. Apesar da groesseria de Milena, havia algo nela que ele gostara. E ele estava de alguma forma realizado por  estar levando aquela beldade em sua bicleta de playboy pelas calçadas da grande cidade , naquele dia cinzento que começava a se transformar em noite clara.

Chegaram no teatro. Milena desceu e tentou desamassar o convite com delicadeza. Ele esperou algum agradecimento. Na verdade, ele queria ouvir a voz dela de novo falando com ele.  Portanto, qualquer palavra da parte dela o encheria de contentamento.

_O que foi? Não tá querendo que eu te pague pela “corrida”, né?

_Não. Claro que não.

_Então o que? Tá esperando que eu te agradeça? Não passou do teu dever!

Ele gostava daquele jeito com que ela, tão rispidamente, lhe tratava. Não conseguia entender porque. Sempre que ela era grosseira, o garoto a olhava com um olhar assutado, um misto de medo e culpa, e isso fazia Milena sentir o friozinho na barriga com mais intensidade. Por isso, antes de subir as escadas do teatro, Milena olhou fixamente para o rosto apreensivo dele. Ela sorriu ironicamente e disse:

_Afinal, você me atropelou. Idiota!

Milena subiu as escadas apressadamente e ele voltou a pedalar despreocupado. Mas por dentro, os dois estavam sorrindo.

(:|:)

15 de maio de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.overdose.

Injetou direto na veia. Nada mais que alguns segundos. E o último suspiro foi somente consequência.

Morreu cedo demais. Jovem demais. Inconsequente demais!

(:|:)

10 de maio de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.pedrinho.e.o.lobo.

Era uma vez um lobo muito mentiroso. Ele ficava no campo e gritava:

_Lá vem os caçadores! Lá vem os caçadores!

E todos seus amigos lobos vinham correndo para socorre-lo. Mas nunca era verdade e seus amigos ficavam furiosos enquanto o lobo ria deles. Até que um dia os caçadores vieram de verdade e ele gritou:

_Lá vem os caçadores! Lá vem os caçadores!

Mas seus amigos lobos, imaginado que ele estava mentido outra vez, não foram até o campo para salva-lo. E o lobo foi morto pelos caçadores.

Moral da história: Não fique contando mentiras, porque quando você resolver falar a verdade as pessoas não darão créditos as suas palavras.

E o Pedrinho? Ah sim! Pedrinho foi quem fez a história!

(:|:)

26 de abril de 2009 Posted by | Animais Falantes | , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.menino.que.chorava.

Certa feita , em um lugar qualquer, existia um menino muito lindinho. Tinha olhos pretos como jabuticaba, que brilhavam como vidro. Ele era muito querido. Todos gostavam dele. Ele tinha uma sensibilidade muito grande para tratar as pessoas, e perceber nas coisas simples da vida a grandeza de viver. Ele sorria de tudo e para todos. Se emocionava com as pessoas, a natureza e consigo mesmo.

Ele chorava de alegria, ou quando algo o deixava triste. Ele sempre chorava; facilmente chorava. Talvez, por isso, seus olhinhos estavam sempre brilhantes. Pois ele via uma beleza na vida que o  emocionava tanto tal ponto que o fazia chorar. Ninguém conseguia explicar as lágrimas do menino; nem ele mesmo. Tamanha era sua sensibilidade que ele simplesmente chorava.

Um dia, depois de uma torrencial chuva de verão o sol voltou a brilhar. Ao ver dois arco-íris se formando no céu com cores vibrantes e brilhantes o menino chorou. Chorou muito. Sentia-se tão tocado por aquela linda imagem da natureza e tão grato por ter olhinhos para ver e registrar para sempre aquela imagem em sua memória e em seu coraçãozinho, que chorou ainda mais.

Tanto chorou, que naquele dia de verão, o menino que chorava, morreu afogado em suas próprias lágrimas. Encontraram-no ainda com os olhinhos abertos, que mesmo sem vida, ainda brilhavam. Naquele dia todos choraram.

(:|:)

12 de abril de 2009 Posted by | Geral | , , , , | Deixe um comentário

.guardachuva.sem.chuva.chuva.sem.guardachuva.

_Olha o guarda-chuva! Olha o guarda-chuva!

Gritava o menino na rua tentando vender guardar chuvas para garantir ao menos seu lanchinho da tarde.

_Eu não preciso disso moleque! Saia da minha frente!

Disse o empresário engravatado que passava apressado no meio da multidão.

O dia estava quente e abafado, a chuvarada no fim da tarde foi inevitável. O empresário no fim do expediente correu ao lugar onde o menino outrora tentara lhe vender um guarda-chuva.

Com o temporal, o menino vendera todo seu estoque, garantiu seu lanche e pode ir para casa mais cedo. E o empresário teve que  ir para casa ensopado com um resfriado garantido para o fim de semana.

(:|:)

29 de março de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , | Deixe um comentário

vira.o.balde.e.muda.a.história.

O menino era apaixonado pela menina! A menina era apaixonada por borboletas! As borboletas eram apaixonadas por flores.

 O menino fazia de tudo para alcançar o coração da menina. A menina fazia de tudo para alcançar uma borboleta. As borboletas procuravam flores.

Um dia a menina se cansou.

_As borboletas nao chegam perto de mim!

O menino queria mesmo chutar o balde!

_Já chega disso tudo!

Mas em um dia qualquer uma borboleta posou, nem na menina, nem no menino, mas sim no balde. Então o menino, ao invés de chutar o balde, o encheu de água e regou o jardim. Cuidou das flores, arrancou as ervas daninhas, adubou a terra, regou mais um pouco… Logo o jardim estava repleto de borboletas travessas que se deliciavam com tantas flores e eram irrestivelmente atraídas para aquele lugar.

Em um outro dia qualquer o menino convidou a menina para visitar seu jardim. As borboletas não só chegavam perto da menina como pousavam nela alegremente. Depois desse dia tudo mudou para eles.

As borboletas se apaixonaram pela menina! A menina se apaixonou pelo menino! E o menino? Ah sim! Ele fez faculdade de botânica!

Fim!

(:|:)

24 de março de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário