JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.24.de.novembro.de.2008.

Sim, e daí?!

Não tenho vergonha de admitir que ainda gosto de você.

Vergonha é negar o que se sente e fingir ser indiferente.

Vergonha é esconder um sentimento que está vivo em cada momento.

Vergonha é ficar calado,  quando a tanto para ser falado.

Vergonha é fingir que não quer ver, quando é impossível não perceber.

Vergonha é calar a voz, quando se tem a oportunidade de conversar a sós.

Vergonha é deixar que o outro desista, simplesmente por não ter coragem de assumir o que se conquista.

Não tenho vergonha de admitir que ainda gosto de você.

Bem como não tenho vergonha de admitir que desejo que chegue logo o dia em que não gostarei mais.

Então simplesmente seremos amigos…

Pois o que somos hoje ainda não descobri.

(:|:)

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10 de novembro de 2009 Posted by | Conto de Fadas sem Fadas, Realidade, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.sim.ou.não.

_Sabe, já faz um tempo que eu tenho te notado.

_Como assim? Me notado?

_É. Te observado. Sabe… além da amizade.

_Ah.

_E tenho percebido tantas coisas. Eu… Eu acho que você é meu grande amor disfarçado de melhor amiga.

_Ah é? Uau.

_Andei pensando… E quem sabe você gostaria de ser minha namorada.

_Isso é um pedido de namoro?

_Errr… Você quer?

_ …

_Eu sei que te peguei desprevenida. Você nem esperava por isso, né?

_É.

_Sabe mas é simples: sim ou não.

_…

_E então? Você quer namorar comigo?

_…

_…

_Sim!

(:|:)

28 de setembro de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.antes.de.terminar.o.dia.

Raul ainda estava deitado, de qualquer jeito naquela cama espasoça. Linna estava no banheiro secando o cabelo. Raul se virou para o outro lado, mas o “vummm” do secador acabou com a esperança do “só mais 1 minutinho”. Então ele voltou seu corpo para a porta do banheiro que estava aberta, e ficou ali esparramado a observar sua linda Linna. O cabela dela nunca estivera tão comprimido. Os longos e lisos fios pretos constratavam muito com a pele branca dela. E foi isso que chamou atenção dele 7 anos antes, quando ele esperava  a namorada na escada do prédio e Linna desceu com os cabelos soltos recém lavados cheirando a pessego. Foi o suficiente e ele se apaixonou.

Tudo nela o encantava. Raul não conseguia se irritar com ela. Ela era tão doce, tão meiga, tão frágil ao seus olhos. Tudo o que ele queria era protege-la, guarda-la, cuida-la. Linna desligou o secador e começou a fazer uma maquiagem rápida e improvisada. Raul se deliciava com cada movimento dela. As mãos trêmulas tentando passar o lápis no olho, depois mais frenéticas com o blush nas bochechas, e firmes ao passar o batom nos lábios. E pronto! Não precisava demais nada. Ela já era linda demais pra ele.

Uma olhadinha a mais no espelho. Mas algo fez Linna exitar. Raul esticou o pescoço e viu o que ela fazia. Com movimentos leves e circulares Linna acariciava a barriga, enquanto admirava seu reflexo no espelho imaginando quando o barriga começaria a crescer. Raul sorriu, e também divagou nesse pensamento. Imaginoi sua linda Linna ainda mais linda com os cabelos soltos e um barrigão presunçoso. Era só o que faltava para o perfeito se tornar o para sempre perfeito.

Foi então que ele lembrou que precisava se apressar. Num movimento saltou da cama e Linna voltou em si.

_Ande para o banho! Não vamos nos atrasar hoje, não é? 

Raul se aproximou segurando os ombros de Linna.

_Hoje não meu bem. Porque hoje tudo tem que ser pefeito.

Linna deu um risinho suave e suspirou pensativa.

_ O que foi?

_ Estou com medo, Raul… É a terceira vez…

_ Hei. Psiu. Pára com isso. Vai dar tudo certo.

_ Eu só tenho medo de me frustrar de novo.

Raul segurou o firme o rosto de Linna com as duas mãos.

_ Não pense nisso. Vai ver ser diferente dessa vez. Eu prometo, tá?

Linna balançou a cabeça positivamente. Raul tocou seus lábios nos dela mansinho e sorriu.

_ Eu te amo.

_ Eu te amo mais, minha linda Linna.

***

Quando ela pegou o envelope, ele parecia mais pesado que qualquer outra coisa no mundo. Apertou contra o peito e suspirou forte. Raul abraçou ela pela cintura e eles sairam da sala em direção ao elevador. Caminharam em silêncio. Haviam muitas palavras soltas no ar, mas nenhum deles queria verbali-las. Era melhor assim. Melhor deixar as palavras para depois. Caso tudo desse errado novamente.

O elevedor chegou no térreo e eles caminharam para saída do prédio. Quem dera que tivessem ficado mais um pouco. Se Linna ficasse com secador ligado só mais um pouquinho, Raul ficaria a observá-la só mais um pouquinho. Então ele se atrasaria um pouquinho no banho, chegariam um pouquinho atrasados no laboratório e não seriam os primeiros a serem atendidos. Então quando saíssem o elevador estaria lotado e não vazio como estava e teriam que esperar só mais um pouquinho. Quando chegassem lá em baixo o pior já teria passado. E então eles não teriam só mais um pouquinho de tempo juntos, mas teriam ainda a vida inteira.

***

O rapazote tinha acabado de assaltar um ônibus e fugia de dois policiais. Um deles atirou e a bala passou de raspão em sua coxa direita. Foi aí que ele ficou furioso e antes de dobrar a esquina virou-se para dar o troco. Atirou no policial. Acertou a linda Linna que saia do edíficio com Raul. A bala foi direto no peito. E ela não imterrompia somente a respiração de Linna que ainda segurava o envolepe,agora ensanguentado, bem apertado ao peito. Mas imterrompia a vida inteira que Raul imaginava que passaria com Linna. Tudo o que eles tinham agora, era um ao outro, um envolope fechado e sujo de sangue, e um tempo juntos, só mais um pouquinho dele.

_ Não pensei que terminaria… assim.

_ Quietinha Linna. Não fala. Você tem que se poupar. A ambulância está chegando. Rapidinho. Seja forte.

_ Raul, como eu te amo… Como eu fui amada por você.

_ Não, Linna… não.

_ Sim… Ai…

_ Quietinha, aqui, no meu colo, assim.

_ Não pensei que terminaria assim.

_ Não vai terminar, amor. Não agora, não assim.

_ Ainda bem que vesti minha roupa preferida.

_ Linna…

_ Ainda bem que você está aqui.

_ Minha linda Linna.

_ Não estou com medo. Raul…

_ Quietinha Linna, por favor.

_Raul… eu não estou com medo de morrer…

_ Não fala isso, Linna. Você vai viver. Eu e você, juntos.

_ …Por isso você não pode ficar com medo de viver.

_ Sim, vamos viver.

_ Viver sem mim.

_ Não, Linna. Não!

_ …

_ Linna? Linna?

_ Abre. Quero saber…

_Não se preocupe agora…

_Raul! Por favor… abre.

Raul pegou o envelopde desajeitadamente, e enquanto segurava Linna nos braços abria o envolope todo manchado. Abriu o viu o resultado. O exame estava bem ali diante dele. Mas nada disso importava mais. Linna estava morrendo em seus braço e ele também estava morrendo dentro de si. Olhou para ela. As lágrimas corriam livremente de seu rosto. Linna também chorava. Agora ela estava mais branca do que nunca. Os cabelos pretos brilhando à luz do sol. Seu rosto pálido estava lindo. A linda Linna mais parecia um anjo agora. Não fosse o sangue manchando sua blusa branca preferida, ele diria que ela era somente uma boneca de porcelana em seu braços.

Ela arregolou os olhos ansiosa. Raul sorriu tristemente e para Linna.

_ Raul…

_ Sim. É sim, meu amor…

_Ah!

_ Parabéns, mamãe!

Linna chorou de alegria. Raul chorava de tristeza. Era tudo o que ela queria ouvir, o que ela precisava ouvir, o que a consolaria naquela hora. Ele a abraçou forte, apertado. Ela ficou mole, o corpo sem vida. Ele a trouxe ainda mais para perto de seu corpo. Soluçava igual a uma criança. A terça-feira ensolarada ficou sem graça e sem vida para Raul. Duas coisas terríveis e inconcebíveis aconteçaram com ele naquela manhã: Linna morrera e, pela primeira e última vez, Raul mentira para ela.

(:|:)

21 de agosto de 2009 Posted by | Assassinatos, Família, Realidade, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.o.idiota.

Era por volta das 18 horas. Milena desceu a rua que levava à alameda principal. O dia parecia cinzento igual a cor das paredes sujas de sua escola quando era criança. Por algum motivo teve vontade de sair correndo, mas não o fez.  Apertou forte o convite que levava na mão direita, virou a esquina e “BUM”! O garoto vinha muito rápido numa bicleta e não teve tempo de frear. O resultado foi a trombada dos dois em plena calçada. Ele pendeu para o lado esquerdo da bicicleta mas conseguiu se apoiar com o pé. Ela não teve tempo nem de pensar e já estava no chão.

_Oh! Desculpa aí!

O menino falou meio sem graça sem nem olhar para ela direito. Milena estava tão assutada que nem conseguiu responder.

_Tá tudo bem moça? Você se machucou?

Milena ainda nao tinha reação. Por fim o menino desceu da bicicleta e a apoiou num poste, depois  se agachou perto dela. Chacoalhou de leve seu ombro esquerdo.

_Hei moça! Tá tudo bem?

Por fim ela voltou a si, como que num susto. Olhou em volta. Alguns olhares curiosos os observavam. Abriu a mão que levava o convite, com o susto ela o apertara tão forte que ele estava todo amassado; igual dinheiro de bebâdo dentro do bolso. Por fim seus olhos se encontraram com os do menino. Milena não entendeu bem o friozinho que sentiu na barriga, quando ele lhe remeteu um sorriso tímido e preocupado.

_Seu idiota!

Foi tudo o que ela conseguiu dizer, e nem entendeu porquê. Ele tirou a mão do ombro dela assustado com a reação ríspida da jovem. Meio atrapalhada ela se ergueu e ficou de pé enquanto limpava sua roupa. O menino, meio sem jeito, ficou de pé também e olhou firme para ela:

_Me desculpe mais uma vez. Estava tão distraído que… nem vi.

_Por causa da sua distração meu traseiro está doendo muito. E veja, o pneu da sua bicleta ralou minha perna!

Ela disse puxando um pouco o vestido e expondo o arranhão na perna esquerda. Mais uma vez ele ficou sem graça.

_Posso te levar numa farmácia.

_Seu idiota! Estou atrasada!

_…

_Anda! Me leva nessa sua bicicleta.

_Pra farmácia?!

_Claro que não, idiota! Me leva para o teatro municipal. É a estréia do meu namorado. Nem sei como vou conseguir ficar sentada durante uma hora com a bunda doendo desse jeito!!!

_Sinto muito.

_Acredite, eu estou sentindo muito mais!

_…

_Anda logo! Deixa eu subir aí. E nada de andar distraído dessa vez. Eu tenho que chegar lá viva!

_Tá.

_Vai logo, idiota!

Ele subiu na bicleta e Milena  foi de pé em cima do apoio que ficava bem no eixo do pneu de trás, feito justamente para isso. A cena era engraçada. Ele todo moleque levando uma donzela, toda esbelta em seu vestido cor de pêssego em pé na parte de trás da bicicleta, apenas se apoiando no ombro dele.

Ele tentou ficar calmo e pedelar com toda cautela. Apesar da groesseria de Milena, havia algo nela que ele gostara. E ele estava de alguma forma realizado por  estar levando aquela beldade em sua bicleta de playboy pelas calçadas da grande cidade , naquele dia cinzento que começava a se transformar em noite clara.

Chegaram no teatro. Milena desceu e tentou desamassar o convite com delicadeza. Ele esperou algum agradecimento. Na verdade, ele queria ouvir a voz dela de novo falando com ele.  Portanto, qualquer palavra da parte dela o encheria de contentamento.

_O que foi? Não tá querendo que eu te pague pela “corrida”, né?

_Não. Claro que não.

_Então o que? Tá esperando que eu te agradeça? Não passou do teu dever!

Ele gostava daquele jeito com que ela, tão rispidamente, lhe tratava. Não conseguia entender porque. Sempre que ela era grosseira, o garoto a olhava com um olhar assutado, um misto de medo e culpa, e isso fazia Milena sentir o friozinho na barriga com mais intensidade. Por isso, antes de subir as escadas do teatro, Milena olhou fixamente para o rosto apreensivo dele. Ela sorriu ironicamente e disse:

_Afinal, você me atropelou. Idiota!

Milena subiu as escadas apressadamente e ele voltou a pedalar despreocupado. Mas por dentro, os dois estavam sorrindo.

(:|:)

15 de maio de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.vai.entender.né.?.

Como todo fim de semana, catei minhas coisas, e fui pra casa da minha namorada. Ela era linda, uma verdadeira patricinha cor-de-rosa engajada nas futilidades da moda. Eu era profundamente e cegamente apaixonado por ela. Mas só até aquele fim de semana.

A prima dela, recém formada em medicina, tinha vindo passar o fim de semana com ela para ajudar a cuidar da minha futura sogra, que ainda se recuperava de uma cirurgia de redução de seios. Essa prima da minha namorada era misteriosa. Tinha uma beleza séria e totalmente cativante. Era inteligente, prática, decidida. Tipo assim… ela tinha conteúdo! E que conteúdo! Aquilo assim que era mulher!

Felizmente, no mesmo fim de semana, minha namorada me procurou para terminar o namoro.

_Ai, meu coisito, eu preciso de um homem mais… mais… mais loiro ao meu lado. Nessa temporada os loiros estão em alta… Mas você não vai ficar na depre e nem vai tentar se matar né, meu coisito?! Até porque eu sempre vou lembrar de você com muito carinho e a gente pode continuar sendo amigos. E, olha só, você pode continuar a vir na minha casa sempre que quiser ta bem, meu coisito?!

E com essas palavras, ela terminou comigo.

Sem nada mais, ou ninguém mais, para me impedir fui logo falar com a prima dela. Claro que ela achou estranho, afinal eu era o recente ex da prima dela. Mas ela também estava interessada e marcamos para jantar. Eu fui bem cara de pau e já no primeiro encontro pedi ela em namoro. E não é que ela aceitou! Bem ligeira ela também, né?

Seis meses depois nos casamos e fomos morar na África do Sul e trabalhar numa Ong de auxílio à crianças africanas aidéticas. Isso já faz 13 anos. E, acreditem, somos muito felizes. Quanto a prima dela, ou minha ex-namorada, a úlitma vez que nós a vimos foi há 2 anos no enterro da mãe dela (nossa tia), que morreu durante uma cirurgia para colocar silicone. É isso mesmo! Vai entender né?

(:|:)

6 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.nunca.é.tarde.para.amar.

Senhorzinho já estava com 93 anos. Mas tinha o vigor dos 39. Fazia longas caminhadas, cuidava de sua casa, sua comida, suas roupas. E continuava a fazer o que sempre gostara: dar aulas. Professor paciente e exigente. Tirava o máximo de seus alunos. E seus esforços eram sempre recompensados.

Um dia o senhorzinho foi convidado para um almoço na casa de um de seus alunos. Quando chegou lá, se deparou com a bela silhueta de uma mulher de 87 anos. A bisavó de seu aluno. Todo encantado com a mimosa beleza da senhorinha se surpreendeu ao perceber que ainda era tempo de se apaixonar. Cheio de galanteios convidou senhorinha para um passeio no parque no fim de semana. Ela toda encantada com seus gracejos aceitou faceiramente.

Dia ensolarado, vento gostoso, os dois passearam pelo parque enquanto tentavam resumir suas vidas tão experientes. Entre uma risadinha e outra  eles se deram conta que não estavam assim tão velhos para amar, e que a idéia de viver seus ultimos anos com alguem especial a seu lado parecia agradavel.

Começaram a namorar. Uma surpresa para a família de ambos. Contudo uma surpresa agradável e inesperada. E assim a vida parecia ainda mais boa. No fim da tarde, nos dias que nao dava aula, o senhorzinho ia à casa da senhorinha e enchia uma bacia com água morna e lavava os pés da senhorinha massageando-os com cuidado. Já por outro lado a senhorinha escrevia bilhetinhos carinhosos e escondia nos bolsos da roupa do senhorzinho, que os encontrava em horas inesperadas no decorrer do seu dia fazendo-o rir de contentamento.

O senhorzinho sem dúvidas de sua afeiçao pediu a mão da senhorinha em casamento, que com um sorriso maroto disse “sim” sem pestanejar.A cerimonia seria numa sexta-feira de manha. Algo simples e sem formalidades, com a familia e alguns amigos.

Roupas a rigor. Sorriso nos lábios. Um dia agradável. Com direitos a flores e fotos, o senhorzinho e a senhorinha disseram “sim”  para a vida a dois naquela bela manha de sexta-feira. Mesmo parecendo tão imprevisível era uma família novinha de velhinhos que se formava. Tiveram um lindo dia de recem casados. Trocando beijinhos e carinhos.

No outro dia, senhorzinho morreu.

 

Fim!

(:|:)

26 de março de 2009 Posted by | Romances | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário