JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.ao.léu.

Ela vagava solta pelas ruas. Ás vezes ligeira, como quem tem hora pra chegar, outrora vagarosa, como quem conta pedrinhas pelo caminho.

Não tinha rumo certo, nem direção definida. Ia pra lá, ia pra cá. Ia ao longe, longe, longe e então voltava para perto, perto perto. De repente parava, como quem adormece ao ler um livro. Mas logo saia serpenteando pelas ruas novamente.

Ás vezes subia, como quem busca alcançar o céu com a ponta dos dedos. Outrora descia, como quem se rasteja cansado de tanto trabalhar.

Ela ia imprevisivelmente pelas ruas. Quase impossível saber para onde ia, ou se e quando voltaria.  Ela ia assim saltintante como quem está apaixonado e sai dançando alegremente.

Mas, ela não estava atrasada, nem adiantada, nem apaixonada. Ela não tinha sentimentos, não como estes que os humanos tem.

Ela era tão somente uma folha verde vibrante que ia aonde o vento a quizesse  levar. Solta. Livre. Ao léu.

(:|:)

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3 de dezembro de 2009 Posted by | Fantasia | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.eu.não.sei.

Augustus só queria se esquivar das obrigações de esclarecer a situação provocada por ele.

_Eu não sei.

Era tudo o que ele dizia para se explicar e se defender. Milena não se conformava com a atitude dele. Ninguém naquela situação iria aceitar, é claro, mas Milena tinha bons motivos para reminicar a todo instante.

Augustus e Milena iriam casar em 3 semanas e ele havia aceitado uma proposta de emprego que o obrigaria a se mudar para Espanha em 6 dias. A questão é que ele ainda queria casar com Milena e por isso ninguém entendia o motivo que o levara a aceitar o emprego sem nem falar com ela. Quando todos perguntavam a razão de tão descabida decisão ele respodia:

_Eu não sei.

E lá iam todos novamente discursar prolixamente nos ouvidos dele. Nisso Milena se retirava para  um conta e se colocava a chorar inconformada. Entre um argumento e outro surgia uma e outra pergunta dirigida a ele:

_Por que você aceitou sem nem falar com Milena?

_Por que você não esperou a data do casamento?

_Por que não apresentou uma contra proposta?

_Por que você não recusa  esse emprego?

_Por que não muda de idéia?

_Por que não se defente, não se explica? Por que não diz alguma coisa?

Não importava a pergunta. A resposta dele era sempre a mesma:

_Eu não sei, eu não sei!

Ninguém sabia explicar, nem Milena, nem o próprio Augustus. Se ele estava hipnotizado? Se estava bebâdo? Se estava agindo por ameaça? Se era só uma pegadinha para a noiva? Se tudo não passava de um mal entendido? Se no fundo ele não queria casar e estava dando seu jeito para acabar o noivado? Se ele estava sob efeito de remédios ou drogas? Se ele estava louco? Se ele era burro?

Bem… Aí, eu não sei!

(:|:)

7 de outubro de 2009 Posted by | Cotidiano, Geral | , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.tentativas.

Oi Viny! Tô escrevendo só pra te dizer que eu te amo!

Oi, tudo bem, Viny? Não sei se tu já notou, mas eu…eu…

Bom dia! Hoje eu acordei e percebi que não posso deixar passar mais este dia sem que tu saibas o que eu sinto…

Viny, tu sabe que eu gosto de ti?

Oi! Vou direto ao assunto tá? Olha já faz um tempo que eu tô sentindo algo diferente por ti… Sabe? Algo além da amizade… muito além disso na verdade. Pois é… tu nunca reparou né? Foi o que eu imaginei…

Hei Viny! Eu pensei se tu não gostaria de tomar um café comigo hoje. Lá pelas 4… ou melhor.. pelas 16:00 horas…

Oi! Como você tá? Eu tô querendo muito falar com você. Será que podemos marcar uma hora? Se eu não estiver me deixa um bilhete também…. ou me liga… 5554-9682…

Viny, estou apaixonada por ti… parece louco… mas…

Olá, Viny! Estou buscando várias formas pra dizer uma única verdade, a única verdade que sempre houve entre nós. EU TE AMO! Será que tu nunca vai perceber isto? Já faz tempo que tento te falar… Mas parece que tu não quer perceber, parece que tu prefere não saber o que eu sinto. Mas saber ou fingir não saber, não vai mudar o que já sinto há tanto tempo. Sei que tu não me ama. Sou apenas tua amiga. Só mais uma entre tantas. Mas eu te amo. E pra mim isto basta. Basta por nós dois. Não vem me dizer que não sentes o mesmo, porque isto eu já sei. Então me poupe de sofrer mais do que já sofro simplesmente por te amar… Ana Carolina.

Oi, Viny! Só tô deixando este bilhete pra te avisar que a planilha de julho já está pronta. Pega comigo depois do almoço. Bom dia! Ana.

(:|:)

9 de agosto de 2009 Posted by | Cotidiano, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.ser.adulto.

Sim! O menino não queria crescer. Ele não era Peter-Pan, nem pretendia ser. Ele só queria continuar sendo um menino. Pra sempre e por toda vida.

Mas, ele cresceu. Porque a vida é assim. E agora ele trabalha, paga as contas, vive estressado. Já faz muito tempo que ele não sabe o que é ser criança. Na verdade ele nem lembra que também já foi uma.

(:|:)

6 de agosto de 2009 Posted by | Cotidiano, Realidade | , , , , , | Deixe um comentário

.fechem.as.cortinas.e.abram.os.fornos.

Todos aplaudiram de pé. Com gritos de “bravo”, ele foi aclamado pela platéia. Fez uma breve reverência, acenou para todos e deixou o palco antes que as cortinas se fechassem totalmente.

Deitou-se no sofá de couro do seu camarim. Mal conseguiu remover toda a maquiagem. Estava exausto. A diretora da peça queria falar com ele, por isso entrou sem bater:

_Olívio? O que faz aí? Todos querem vê-lo, cumprimentá-lo. Ande! Levante-se daí! O que é isso? Você nem tirou essa maquiagem? Vamos logo!

_Deixe-me aqui.

_De jeito nehum! A peça foi um sucesso, e você um espetáculo a parte! Seu desempenho está melhor em cada apresentação! Vamos, Olívio, levante-se! Vou informar a todos que você irá recebê-los. Venha logo!

Olívio levantou-se arrastado. Removeu a maquiagem que lambusava seu rosto. Ficou um tempo a se observar no espelho. Estava mesmo abatido. Suspirou fundo e saiu do camarim.

A sala de recepção para convidados estava repleta de fãs, conhecidos, amigos e alguns familiares de Olívio. Todos o receberam com aplausos. Sua mãe foi a primeira a lhe dar um abraço cheia de lágrimas nos olhos. Depois dela ele só lembrava de frases soltas, todas o elogiando:

_Você foi ótimo Olívio!

_Oh, Olívio! Você nasceu para os palcos, nasceu para brilhar!

_Olívio, é uma honra conhecê-lo pessoalmente. Sou sua fã desde a “Cavalgada das Válquirias”. Acompanho todos os trabalhos. Não perco nenhum!

_Estou tão emocionado. Nunca vi um ator tão vivo em cena. Tão presente.

_Olívio, o que foi aquilo? “Entregarei-me à liberdade, mesmo sendo prisioneiro dela!” Foi a interpretação mais tocante que já vi!

_Obrigado por compartilhar seu grande talento conosco!

_Ai Olívio! Me dá um autógrafo? Essas flores são pra você!

A quantidade de palavras bajuladoras parecia não se esgotar. Olívio manteve-se firme  até o fim. Se mostrou acolhedor até o último abraço. Respondeu todas as perguntas. Agradeceu todos os elogios. Sorriu para todas as fotos. Recebeu com gratidão todas as flores.

Quando tudo terminou, voltou para o camarim. Trocou-se. Olhou-se no espelho por mais um tempo enquanto tomava coragem. Por fim, procurou a diretora do espátaculo para dar a notícia. Estava decidido.

_O que? Você está louco, Olívio?

_Talvez esteja.

_Você não pode fazer isso! Não pode deixar a peça, não pode deixar os palcos. Você é uma estrela. Não pode largar sua carreira!

_Não vou deixar, já deixei! Não tem volta.

***

Os tablóides anunciavam a notícia. Olívio desistira da carreira de ator. Ninguém conseguia acreditar. Nenhuma razão justificável havia sido encontrada para tamanha atrocidade. Olívio tinha sucesso, fama, dinheiro, fãs, estabilidade profissional e largara tudo aquilo para voltar a ser padeiro. Profissão que exercera por muito tempo até ser descoberto pela vizinha, que o viu um dia interpretando Rei Lear enquanto sovava um pão de milho.

Apesar de todos tentarem persuadir Olívio a voltar atrás em sua decisão, ele não se deixou levar pelas críticas que o arrasavam. Ele não dava muitas explicações, pois sabia que poucos entederiam o verdadeiro motivo dele ter abandonado a carreira de ator.

***

Olívio retirou os últimos pães do forno. Sorriu enquanto respirava fundo e deixava o aroma dos pães recém assados penetrarem as narinas. Isso fez ele se sentir realizado. Sim! Realização! Fama nenhuma lhe dava tamanha satisfação. Interpretação nenhuma o enchia de tanto contentamento.

Olívio voltou a ser padeiro. E mesmo sem aplausos isso, para ele, era tudo.

(:|:)

19 de maio de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.psicose.paranóica.induzida.

PARTE IV

Telemarketing. Um serviço cansativo. Uma forma de ser chingada por desconhecidos sem o risco de esganá-los. Trabalho repetitivo e entediante. Fazer a ligação , oferecer o produto, se do outro lado  o cliente faz a compra então  a ligação era encaminhada para o ramal 8, se o cliente não queria comprar então para o ramal 6, se o cliente queria agendar a compra então ramal 7, se o cliente reclamava a chateação então você sorria e dizia que ele estava certo. Não podia ser pior. Mas era. O dia de fazer ouvidoria era o pior. Toda quinta-feira era preciso ligar para os clientes que já haviam efetuado compra para fazer uma pesquisa de satisfatoriedade.

_Não senhor. Eu não quero vender outro dispositivo de alarme. Eu quero somente saber se o senhor está satisfeito com a compra.

_Que compra? Eu não quero comprar nada.

_Eu sei… Consta no nosso cadastro que o senhor fez uma compra de dois dispositivos de alarme, no mês de outubro, estou certa senhor?

_Sim, sim, é.

_Então, eu gostaria de saber se o senhor está satisfeito com sua compra.

_Que compra?

_Ai… Com a compra dos dispositivos de alarme.

_Ah! Aqueles que eu comprei em outubro?

_Isso mesmo senhor.

_Ah sim eu comprei dois dispositivos de alarme em outubro.

_Certo.

_E o que mesmo você quer saber?

_Gostariamos de saber se o senhor está satisfeito com essa compra.

_Ah, sim! Satisfeito, sim.

_Então o senhor poderia responder nossa pesquisa?

_Pesquisa de que?

_Uma pesquisa sobre os dispositivos. Eu vou falar as funções e o senhor vai avaliar de 1 à 10. Então 1 se for muito ruim, até o 10 se for excelente. Tudo bem?

_Sim estou bem, só com uma dor na costas.

_Err… Pois é, eu quero saber se posso fazer a pesquisa, se o senhor entendeu como funciona?

_Ah sim! Pesquisa é sobre o que mesmo?

_Sobre os dois dispositivos de alarme que o senhor comprou em outubro.

_Ah sim! Estou satisfeito, satisfeito. Pode fazer a pesquisa.

_Como o senhor avalia as opções de pagamento do produto?

_É…bom.

_O senhor tem que dizer um numéro de  1 à 10.

_Ah sim! É… 9.

_Como o senhor avalia a funcionalidade do produto?

_Como é? Funci o que?

_Funcionalidade. Se os dispositivos que o senhor comprou funcionam bem.

_Ah sim! Bem, eu não sei.

_O senhor não sabe se funcionam bem?

_Não.

_Por que?

_Porque eu ainda não usei os dispositivos.

_Ai, ai!

Não era possível continuar a pesquisa se o produto ainda não havia sido utilizado. Tudo aquilo parecia mais um de seus pesadelos. Aquela rotina desgraçada a fazia se sentir cada vez mais alienada de sua própria vida, talvez até de sua própria existência.

O relógio marcou 19:00 horas. Fim de expediente. Ajuntou suas coisas o mais rápido que pôde. Mas o chato de seu patrão a alcançou no elevador. Veio se esfregando para perto dela.

_Está fugindo de mim, bonequinha?

_Eu não sou bonequinha. Sou sua funcionária.

_A hora de trabalho já acabou, bonequinha. Agora eu não sou seu patrão. Sou um apaixonado por você. Sabe que você pode ser promovida se ceder aos meus desejos, bonequinha.

Falou o grandão barrigudo apertando-a contra a pareda do elevador. A porta abriu finalmente e ela o empurrou enquanto dizia:

_Eu não quero ser promovida!

E saiu apressadamente enquanto ele dava uma boa garagalhada dela. “Que nojo!” Ela pensava enquanto saia do prédio. Queria pegar um táxi, mas nenhum apareceu. Andou rápido pelas quadras solitárias da cidade até o metrô. Quanto mais se apressava, parecia que mais longe a estação ficava. Achou que alguém a seguia. Não teve coragem de olhar para trás. Só conseguiu correr. Correu muito que já nem sabia porquê estava correndo.

Passado o susto e depois de ter certeza que ninguém realmente a seguia, se escorou em um poste tentando retomar o fôlego. Ouviu um barulho atrás de si e virou-se para ver o que era. Atônita enxergou, apesar das sombras que as latas de lixo faziam, o maldito gato branco a observá-la.

(:|:)

18 de maio de 2009 Posted by | Obsessivos, Psicóticos | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.vai.entender.né.?.

Como todo fim de semana, catei minhas coisas, e fui pra casa da minha namorada. Ela era linda, uma verdadeira patricinha cor-de-rosa engajada nas futilidades da moda. Eu era profundamente e cegamente apaixonado por ela. Mas só até aquele fim de semana.

A prima dela, recém formada em medicina, tinha vindo passar o fim de semana com ela para ajudar a cuidar da minha futura sogra, que ainda se recuperava de uma cirurgia de redução de seios. Essa prima da minha namorada era misteriosa. Tinha uma beleza séria e totalmente cativante. Era inteligente, prática, decidida. Tipo assim… ela tinha conteúdo! E que conteúdo! Aquilo assim que era mulher!

Felizmente, no mesmo fim de semana, minha namorada me procurou para terminar o namoro.

_Ai, meu coisito, eu preciso de um homem mais… mais… mais loiro ao meu lado. Nessa temporada os loiros estão em alta… Mas você não vai ficar na depre e nem vai tentar se matar né, meu coisito?! Até porque eu sempre vou lembrar de você com muito carinho e a gente pode continuar sendo amigos. E, olha só, você pode continuar a vir na minha casa sempre que quiser ta bem, meu coisito?!

E com essas palavras, ela terminou comigo.

Sem nada mais, ou ninguém mais, para me impedir fui logo falar com a prima dela. Claro que ela achou estranho, afinal eu era o recente ex da prima dela. Mas ela também estava interessada e marcamos para jantar. Eu fui bem cara de pau e já no primeiro encontro pedi ela em namoro. E não é que ela aceitou! Bem ligeira ela também, né?

Seis meses depois nos casamos e fomos morar na África do Sul e trabalhar numa Ong de auxílio à crianças africanas aidéticas. Isso já faz 13 anos. E, acreditem, somos muito felizes. Quanto a prima dela, ou minha ex-namorada, a úlitma vez que nós a vimos foi há 2 anos no enterro da mãe dela (nossa tia), que morreu durante uma cirurgia para colocar silicone. É isso mesmo! Vai entender né?

(:|:)

6 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano, Romances | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.uma.outra.história.

Era uma vez uma formiguinha. Forte e pequenininha. Ia e vinha, pra lá e pra cá, sempre contribuindo com o bom funcionamento do formigueiro.

Mas essa formiguinha era diferente. Ela tinha o sonho de viajar pelo mundo. Conhecer outros lugares. Outras formigas. Ela queria ir além de seu formigueirinho limitado.

Foi então, que um dia, quando ela estava caminhando na fila das formiguinhas com um grande pedacinho de folha verde  em suas costas, uma borboleta aterrisou ali perto. Ela era grande, com asas vibrantes e coloridas. A formiguinha ficou encantada. Largou sua folhinha e correu até a borboleta.

Se aproximou tímida sem saber o que dizer. A formiga, que já era pequena, se sentia ainda mais minúscula perto da borboleta. A borboleta virou-se para ela e sorriu:

_Farei uma longa viagem. Sou o único inseto capaz da atravessar o oceano. Quer vir comigo?

A formiguinha nem acreditava que havia recebido um convite desses. Era sua oportunidade de conhecer o mundo e atravessar o oceano, (seja lá quem fosse esse tal de ocenano de quem ela nunca tinha ouvido falar).

_Eu quero! Quero muito!  – Respondeu a formiga feliz e entusiasmada.

Então a formiga subiu nas costas da borboleta e se segurou bem. A borboleta começou a voar pelo jardim. Apesar do frio na barriga, a formiguinha achou tudo aquilo maravilhoso e só conseguia sorrir ao pensar que seu sonho estava sendo realizado.

Lá em baixo a fila de formigas trabalhadoras seguia normalmente, a não ser por aquela parte do percurso que elas desviavam em torno de um grande pedacinho de folha verde que ficou esquecido no caminho; e que mais tarde seria confundido com uma joaninha verde por um joaninho apaixonado. Ma isso já é outra história.

(:|:)

30 de abril de 2009 Posted by | Animais Falantes | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.caminho.da.roça.

Lá no rancho ondi moro, no meu quirido sertão, tem um pasto, um casebre, uma vaca e um portão.

No pasto vive a vaca, no casabre vive eu; no portão entra e passa os peão amigo meu.

Di dia nois trabaia sem para pra discansar, e di noite tudo junto nois sentamo pra cantar.

Nossa vida é feita com isforço e suôr, purisso em cada coieta nois agradece o Bom Senhôr.

A vida lá na roça é dura e ardil, mas o sol é mais brilhanti e o céu é mais anil.

Prantamo todo dia e coiemo tambem, nossas prece com alegria termina sempre com amém.

Nada como a vida que si vive na lavoura, a recompensa é diária e as amizadi duradoura.

Vou parando por aqui di contar do meu sertão, falar dele me emociona no fundo do coração!

(:|:)

15 de abril de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , | Deixe um comentário