JoAnInHaS falam no silêncioOoOo (:|:)

…e o que elas escrevem?!

.ao.léu.

Ela vagava solta pelas ruas. Ás vezes ligeira, como quem tem hora pra chegar, outrora vagarosa, como quem conta pedrinhas pelo caminho.

Não tinha rumo certo, nem direção definida. Ia pra lá, ia pra cá. Ia ao longe, longe, longe e então voltava para perto, perto perto. De repente parava, como quem adormece ao ler um livro. Mas logo saia serpenteando pelas ruas novamente.

Ás vezes subia, como quem busca alcançar o céu com a ponta dos dedos. Outrora descia, como quem se rasteja cansado de tanto trabalhar.

Ela ia imprevisivelmente pelas ruas. Quase impossível saber para onde ia, ou se e quando voltaria.  Ela ia assim saltintante como quem está apaixonado e sai dançando alegremente.

Mas, ela não estava atrasada, nem adiantada, nem apaixonada. Ela não tinha sentimentos, não como estes que os humanos tem.

Ela era tão somente uma folha verde vibrante que ia aonde o vento a quizesse  levar. Solta. Livre. Ao léu.

(:|:)

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3 de dezembro de 2009 Posted by | Fantasia | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.pés.suspensos.

_Menina, desce já daí!

Li desceu da árvore desajeitadamente e correu para dentro de casa. Entrou pela porta da cozinha e assentou-se à mesa. Leonor tirou o bolo de fubá do forno colocando-o sobre a mesa e olhou para ela.

_Pensa que não sei que você estava trepada naquela árvore?! Não disfarça menina!

Li olhou para a mãe com um semblante de culpa. Enrrugou um pouco a testa esperando a bronca que ouviria. A mãe, contudo, suavizou a expressão e as duas caíram na gargalhada. Leonor puxou uma cadeira e sentou próximo a filha.

_Ai Li! Só você mesmo para ter essas idéias. É perigoso você se pendurar lá no alto. Você tem somente 8 anos. E aquela árvore é alta demais. Não sei o que tanto você faz lá em cima.

Leonor cortou um pedaço do bolo que ainda fumegava. Colocou o pedaço em um pires e entregou para Li. Olhou nos oslhos da filha mais uma vez e continuou seu discurso de mãe protetora:

_Vamos fazer o seguinte. Você não se pendura mais no alto da árvore e eu lhe dou o brinquedo que você quiser. Que tal?

Li balançou a cabeça afirmativamente. Com um sorriso suave e um olhar peralta a menina disse:

_Eu quero um balanço. Um balanço bem no alto da árvore.

_Sua espertinha!

Mas, não teve jeito. Tarso, o pai da menina, providenciou o balanço. Ele ficou realmente alto. Li precisava ficar na ponta dos pés para conseguir subir nele. E pediu ao pai que conforme ela fosse crescende ele fosse subindo o balanço para que ela sempre tivesse que ficar na ponta dos pés para subir nele.

Coisa de menina. Coisa de criança. Talvez seu Tarso e dona Leonor nunca entenderiam a inteção da filha. Mas Li era assim. Sonhadora. Tudo o que ela queria era ficar com os pés suspensos para balança-los do alto. Pois assim tinha a impressão de estar mais perto do céu do que da terra. Tinha a sensação de estar voando.

Ela voaria se pudesse. Mas não podia. Então queria ficar sempre no lugar mais alto,  com os pés suspensos, com os cabelos dançando ao vento, e com os braços abertos.

E quando ela cresceu muita coisa mudou. Ela até se mudou da fazendo onde crescera. Mas nunca deixou de ser sonhadora. E de pensar que, um dia talvez, ela conseguiria voar. Então a primeira coisa que fazia quando ia a fazenda, era correr até o balanço. Ficar na ponta dos pés para subir nele era ainda uma delílica. Sorrindo, ela deixava o vento beijar sua face e afagar seus cabelos, abria os braços, e balançava os pés, que mesmo depois de adulta, ainda ficavam suspensos no vai e vem do balanço.

(:|:)

31 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano, Família | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.zzzzzzz.

Ele era um mosquitinho feliz.

Mas sua vida terminou quando um jornal veio de encontro ao seu nariz.

Nunca mais sorriu. E seu assassinato não foi noticiado nos jornais.

(:|:)

20 de maio de 2009 Posted by | Cotidiano | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.uma.outra.história.

Era uma vez uma formiguinha. Forte e pequenininha. Ia e vinha, pra lá e pra cá, sempre contribuindo com o bom funcionamento do formigueiro.

Mas essa formiguinha era diferente. Ela tinha o sonho de viajar pelo mundo. Conhecer outros lugares. Outras formigas. Ela queria ir além de seu formigueirinho limitado.

Foi então, que um dia, quando ela estava caminhando na fila das formiguinhas com um grande pedacinho de folha verde  em suas costas, uma borboleta aterrisou ali perto. Ela era grande, com asas vibrantes e coloridas. A formiguinha ficou encantada. Largou sua folhinha e correu até a borboleta.

Se aproximou tímida sem saber o que dizer. A formiga, que já era pequena, se sentia ainda mais minúscula perto da borboleta. A borboleta virou-se para ela e sorriu:

_Farei uma longa viagem. Sou o único inseto capaz da atravessar o oceano. Quer vir comigo?

A formiguinha nem acreditava que havia recebido um convite desses. Era sua oportunidade de conhecer o mundo e atravessar o oceano, (seja lá quem fosse esse tal de ocenano de quem ela nunca tinha ouvido falar).

_Eu quero! Quero muito!  – Respondeu a formiga feliz e entusiasmada.

Então a formiga subiu nas costas da borboleta e se segurou bem. A borboleta começou a voar pelo jardim. Apesar do frio na barriga, a formiguinha achou tudo aquilo maravilhoso e só conseguia sorrir ao pensar que seu sonho estava sendo realizado.

Lá em baixo a fila de formigas trabalhadoras seguia normalmente, a não ser por aquela parte do percurso que elas desviavam em torno de um grande pedacinho de folha verde que ficou esquecido no caminho; e que mais tarde seria confundido com uma joaninha verde por um joaninho apaixonado. Ma isso já é outra história.

(:|:)

30 de abril de 2009 Posted by | Animais Falantes | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

.é.possível.

A menina tinha asas mas nao sabia voar. Até q um dia empurraram-na precipício a baixo…e uau! Ela nao deu com a cara no chão…Suas asas coloridas se abriram e ela vôou mto além das nuvens e dos pensamentos rasos e mediocres d todos os outros q sabiam q ela tinha asas mas lhe diziam q era um defeito na coluna!

 

(:|:)

22 de março de 2009 Posted by | Geral | , , , , , , | Deixe um comentário

.era.outra.vez.

Era uma outra vez e esse mesmo joaninho estava sobrevoando um jardim. Lá de cima ele viu uma joaninha verde e se apaixonou por ela.

Entao ele voou até ela e ao se aproximar viu que a joaninha verde na verdade era um pedacinho da folhinha de uma árvore que uma formiguinha deixou no meio do caminho. (E isso já é outra história).

Conclusão, o joaninho foi ao oftamologista e precisou usar óculos fundo de garrafa! E nunca mais confundiu fucinho de porco com tomada!

 

Fim!

 

(:|:)

18 de março de 2009 Posted by | Animais Falantes, Romances | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário